O outro lado da história

Moramos, estudamos e trabalhamos em Foz do Iguaçu, que juntamente com Ciudad del Este e Puerto Iguazu forma a tríplice fronteira, que é constantemente acusada de ser foco de terrorismo. Além de trazer consequências para a imagem da cidade essas acusações acabam por magoar e, claro, ofender a colônia árabe que aqui vive. São nossos amigos, vizinhos, conhecidos e colegas que estão sendo constrangidos.

Ontem, 29 de novembro, era dia de solidariedade com o Povo Palestino, por isso, nós convidamos alguns de nossos amigos para falar. E juntamos nossa voz a deles e nos solidarizamos com esse povo que nos é tão caro.

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Latifah Atari, estudante de moda de Foz do Iguaçu.

Mesmo eu não nascendo lá e não sendo criada lá, mesmo assim aquilo tudo é uma parte de mim.

O que para algumas pessoas é só um pedaço de terra abandonado, pra mim é minha pátria. E me destrói por dentro sempre que escuto as injustiças que fazem pro meu povo.

E o que mais me deixa triste é que o mundo fecha os olhos para a situação.

Na segunda guerra mundial quando aconteceu o holocausto com os judeus, isso virou história e todos ajudaram a melhorar para os lados deles. Mas agora todos fingem que o que se passa na Palestina é nada, só mais uma guerrinha no Oriente Médio, mas que é um holocausto a céu aberto, ignorado pelo mundo e contado de outro jeito pela mídia que insiste em tornar os palestinos como terroristas e agressivos.

Mas como somos agressivos? Se a única arma que temos são pedras e pedaços de tijolos que sobraram de construções destruídas pela guerra?  Isso contra armas modernas e tanques de guerra que invadem todos os dias as cidades pacifistas e tiram a vida de muitos palestinos, quem não têm o direito nem de se manifestar, pois correm o risco de serem mortos.

Se todos se conscientizarem e abrirem os olhos para a real situação na palestina, para a injustiça que se passa lá, é mais um ponto para a ONU propor uma solução e finalizar a guerra e a injustiça de vez.

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Besel Saleh Shoman, Foz do Iguaçu

É uma tristeza ver isso estar acontecendo principalmente na Faixa de Gaza, mas hoje pelo menos a mídia esta fazendo um bom trabalho e mostrando toda a realidade que o nosso povo esta passando por lá. O mundo hoje só esta visualizando agora pela globalização, mas há alguns anos atrás, isso tudo acontecia nas escuras, e ainda acusavam os palestinos de terroristas por estarem se defendendo.

O desrespeito com o próximo

Editora Responsável: Adriana Tateishi

Muitos de nós presenciamos situações em que o desrespeito ao próximo agride, machuca e inúmeras vezes fica impune na sociedade, passando batido por quem tem a chance de mudar isso.

São palavras mal ditas, ofensas e até mesmo ações que expelem veneno e ódio em cima de pessoas indefesas ou mesmo ingênuas. Descasos que são observados diariamente nos ônibus, no trânsito, em uma fila de espera, no trabalho… Enfim, em ambientes de nosso cotidiano.

Em nossa atualidade, muitos explicariam tal ato como estresse, fúria instantânea ou mesmo algo involuntário. Porém o problema já atinge crianças e adolescentes, os quais, após serem repreendidos ou ao se sentirem repreendidos, devolvem toda sua fúria acumulada do momento a quem nem mesmo conhecem, adotando uma conduta cruel passando a ter comportamentos semelhantes aos de “valentões” da sociedade.

Pais inexperientes ou leigos da atual funcionalidade do corpo social ignoram seus filhos, deixando-os agir por si próprios, esquecendo suas responsabilidades, esperando que a “criança” aprenda tudo sozinha, o que não acontece. E convenhamos, se um adolescente cresce crendo que tudo que ele fizer está certo, quando for confrontado com sua “realidade de vida” o mesmo pode não suportar tal confronto tornando a situação pior para si e para os que o rodeiam.

Um clichê que funciona perfeitamente nestes casos é: “O respeito começa em casa e se desenvolve na escola”. Ou seja, uma criança sem estes dois atributos em sua vida tende a ser uma pessoa irresponsável, que pensará somente em bens materiais e não se sentirá bem com sua vida social. Um ser em sua formação necessita de limites e para isso é necessário aprendê-los.

Portanto, mais amor dentro dos lares, mais conversas abertas, mais lições de pais para filhos, mais conselhos. E menos ignorância nos fatos, menos desprezo, menos desrespeito, por favor!

“LEAVE THE FEMALE BODY ALONE”

Editora Responsável: Adriana  Tateishi

O broto é daqueles que acredita que o amor é uma invenção, daqueles pra explicar  porque o homem e a espécime devem ficar juntos. Ele até me explicou a teoria de que no início era pegação geral, até que depois nasceram os trovadores que entendiam que se falassem coisas bonitas as mulheres iam deixar ser “conquistadas” e aí viria a copulação. E depois disso vieram os trovadores que passaram a acreditar nas palavras que escreviam e então sofriam para escrever, em consequência nasceram os românticos e toda a história do amor e do “felizes para sempre”.

Bom, a mafagafa, que aqui vos escreve, acredita que o amor é uma ilusão, um sentimento falho e que felizes para sempre só existe em comédias românticas e em contos de fadas.

Tá, mas e agora? Acredito que consegui fazer uma teoria unindo as duas. Mas que não envolve o amor e sim o padrão de beleza atual que é um contraste enorme com o que era tido no passado.

Se voltarmos ao início dos tempos em o homem passou a “falar, pensar” e foi isso que o diferenciou dos animais, veremos que a mulher considerada perfeita era aquela mais gordinha. A mulher tinha que ter quadris largos, seios fartos, o famoso “corpão violão”. Isso porque se acreditava que esta seria ideal para ter filhos e garantir o futuro da espécie. Já que as mulheres magrinhas não aguentariam ter muitos filhos e sofreriam muito durante a gestação por falta de espaço. E faz sentido…

Venus de Willendorf

E como chegamos a um tempo onde o belo corpo feminino se tornou algo tão fino a ponto de vermos crianças, adolescentes, jovens e adultas morrendo de fome e desenvolvendo vários tipos de transtornos alimentares para tentar entrar nesse padrão?!

Vou dar uma de Chris Crocker (não defendendo a Neide/Britney): LEAVE THE FEMALE BODY ALONE (pros que são péssimos em inglixi como eu “DEIXE O CORPO FEMININO EM PAZ!”)

Escuto muito de vendedoras, amigas, mãe, primas, tias, amigas de amigas, enfim, que as roupas “caem” melhor nas magrinhas. Morram com essa, prestem atenção na Adele, linda de mais com aquele corpão todo, foi uma das únicas capas da vogue sendo gordinha, quem nunca babou nela num daqueles vestidos? E a Amber Riley, quantas vezes ela não ficou entre as melhores vestidas das premiações e estava mais deslumbrante que muita menina considerada linda por ser magrinha?

Amber Riley (Glee)

 

Eu sou fascinada pelo corpo feminino, acho seios fartos uma das maravilhas mundiais. As bundas grandes então nem se fala… Eu acho que a Sofia Vergara é uma das mulheres mais delícia da TV atualmente e, olha que ela tem peitões e bundão. No território brasileiro não acompanho muito, mas me julguem, acho a Preta Gil um arraso, não só por assumir sua sensualidade com aquele corpão, mas pela personalidade.

Homens e mulheres, não se deixem levar por coisas tão banais, comam o quanto sentirem vontade. Falo isso de coração, porque muitas vezes me peguei em banheiros colocando tudo pra fora porque ouvia que tava gordinha demais. E até hoje fico me controlando porque escuto esse tipo de repressão e admiro muito de coração e amo quem assume a gordice linda!

Tudo isso pra tentar explicar que parece que o ser humano quer a extinção da raça humana querendo apenas mulheres magras demais, que não aguentam nem a si próprias e quem dirá uma criança por 9 meses. Então voltamos novamente à era das pedras onde o homem e a mulher agiam por instinto e só se pegavam. Fim.

Eu e a moda

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

Antigamente homens que trabalhavam com moda eram julgados pela sociedade, hoje em dia esse pré-conceito acabou, e isso acabou sendo “normal” perante os olhos dos mesmos.

Eu trabalhei em uma loja de sapatos e posso afirmar para vocês que 90% das mulheres que entravam na loja preferiam ser atendidas por mim. Elas falavam que era como se tivessem um personal consultor de moda, podendo pedir dicas de look e afins. Hoje em dia eu não trabalho mais nessa loja, porém tenho um blog que é a minha paixão, pois falo de moda e tendências, decor, beauté, tudo que eu simplesmente amo.

A minha paixão por moda é infinitamente absurda, pois esse é o meu mundo. E para poder trabalhar com ela eu tenho que ler muito, pois não posso sair passando as informações erradas e nem posso falar? Tem cada coisa linda nesse mundo fashion, um exemplo são os sapatos Luiza Barcelos que eu simplesmente estou amando e se pudesse usaria todos. E sabe o que é legal? As mulheres adoram descobrir que nós homens sabemos disso, pois elas se sentem mais seguras ouvindo a nossa opinião do que a de uma mulher, porque elas vêem sinceridade naquilo que nós falamos.

Agora vamos falar um pouco de sapatos?

Vocês repararam em como o metalizado está em alta? Não só em roupas, mas em sapatos também.Se  acharam que iria ficar parado dentro do guarda-roupa e só iria usar no próximo inverno, estão engadas. Eles junto com os sapatos verniz, estão em alta #aposte

Nessa foto tem a gladiadora Luiza Barcelos que nós estamos super in love com ela.

Outro estilo que está sendo usando muito são os espadrilha, sendo ele o salto mais fino ou sendo Anabela. Os espadrilhas vieram com uma grande força nesse verão.

O que virou febre é está no guarda-roupa de todas as fashionistas é o sneaker, super confortável e combinando com vários estilos. o sneaker veio com uma proposta totalmente diferente e mostrou que veio pra ficar por um bom tempo.

Bom, espero que vocês tenham gostado. E não se esqueçam amores:

blog
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Beijos ❤

Jonnes Alves mora em Campo Grande, é formado em Marketing e atualmente trabalha com assessoria através do seu blog de moda.

A inquietude humana e o seu mundo de faz de contas

Editora Responsável:  Adriana Tateishi

É comum ao ser humano a sensação de vazio, a impressão de que falta algo ou algum sentido para a vida. Resultado de perguntas como de onde viemos, para onde vamos e por que estamos aqui, dá origem à inquietude de homens e mulheres que fazem de tudo para preencher este vazio e distrair tais impressões.

E para isso, existem várias maneiras. Algumas pessoas, mesmo que inconscientemente, buscam respostas e sentidos na religião, no dinheiro, em baladas, nas drogas, nas amizades, nos relacionamentos, na constituição de uma família e por aí vai.

Outras simplesmente não se importam com esta inquietação, que em alguns momentos nos invade  a alma, e saem por aí, sem rumo, achando que os outros também não estão nem aí. É este o grupo de pessoas que comete crimes, dos mais leves aos mais absurdos.

Há ainda aquelas que não gostam de pensar no assunto, fogem das conversas, evitam qualquer tipo de inquietação.Mas não adianta. Até os mais distraídos estão a cada momento à procura de uma forma de aguentar o tranco, que é viver sem saber direito o porquê.

Justamente para evitar o caos (vai que a maioria da população passa a sentir o seu ‘vazio interior’ cada vez mais profundo e cada vez mais intenso) e evitar a depressão generalizada que valores são criados, sentidos são inventados e maneiras de se sentir em paz surgem.

E você já parou para pensar que tudo não passa de ficção, de um ‘verdadeiro faz de contas’? O seu nome, a sua idade, o tempo, a história, os documentos… Tudo isso foi os ser humano quem criou e, quem tem autoridade para dizer que são coisas reais?

Mas, voltando às formas de escapar destas perguntas sem respostas. Cada um escolhe a opção que mais lhe agrada e com a qual mais se identifica e, como já dito, busca a religião, o dinheiro, etc para estarem sempre ‘preenchidas’, sempre satisfeitas e bem consigo mesmas.

E é justamente esta escolha que pode fazer um mundo melhor, mais agradável – eu queria dizer mais humano, mas não posso. Sem querer apelar para uma utopia, mas já imaginou como seria se cada um escolhesse algo que lhe fizesse se sentir melhor sem prejudicar os outros?

É difícil, eu sei. O egoísmo, geralmente, fala mais alto. Mas podemos tentar. Eu quero. E você?

PS.: existe um livro que inspirou este texto. O título dele é A Espécie Fabuladora. Para quem gostou do assunto, fica a indicação.

Aumentos abusivos das tarifas no transporte público

Editora Responsável: Roberta Rodrigues
Texto Por: Alice Maneschy, Mirian Carla Barbosa e Priscila Martz

Na cidade de Foz do Iguaçu, os moradores e visitantes são surpreendidos constantemente com aumentos abusivos nas tarifas de pagamento, os valores são inesperados, já que não condizem com a qualidade do serviço prestado. O mesmo acontece por todo o Brasil, mas na cidade do Paraná já está ultrapasasndo todos os limites, já que o Consórcio Sorriso, responsável pelo transporte público, monopolizou tudo.

As mafagafas do blog compartilham da mesma indignação dos demais. Então, elas foram atrás alguns depoimentos para ajudar na manifestação contra o aumento das tarifas que está rolando por aí. Convidamos nossos leitores a deixarem sua opinião e se fazer crescer esse coro também.

Créditos da imagem: Click Foz

Julia Tezza, uma de nossas leitoras, nos deu o seguinte depoimento:

Utilizo o transporte público de segunda à sexta para poder me locomover de minha casa até meu trabalho. Tu sais de casa super cedo, morrendo de sono, vai até o ponto, chega sempre um pouco antes do horário que está escrito na tabela da Foztrans para não correr o risco de perder o ônibus, mas normalmente espera mais de meia hora para ele passar. Quando finalmente chega está lotado, sem lugar para sentar e se locomover dentro do ônibus. Simplesmente abarrotam as pessoas nos ônibus aqui em Foz e pronto, não interessa se tu pagas um absurdo de caro por um serviço mal prestado, tu não tens outra opção. No meu caso e no caso de muitos outros moradores é essa a dura realidade visto que fica inviável ir a pé até o trabalho. Como se não bastasse (e nunca irá bastar) ainda vão aumentar essa tarifa. É uma puta sacanagem, sendo bem franca. Realmente coisas como esta me fazem ter menos “fé” na cidade e nas pessoas que a administram.

Já Priscila Martz uma de nossas idealizadoras registra:

As tarifas, reajustadas mais de uma vez anualmente, nos obrigam a pagar valores como R$ 2,32 no cartão único e R$ 2,65 em dinheiro, que agora mudaram para R$ 2,60 e R$ 2,95 respectivamente. Valores em dinheiro “picados” deveriam ser proibidos no transporte público, no mercado e em qualquer lugar do planeta terra. Além de dificultar a vida dos usuários, que precisam encontrar uma moeda de cinco centavos a qualquer custo para evitar o troco, afinal nem sempre se tem três reais certos na bolsa, ainda precisam ouvir cobradores reclamando de notas de dez ou vinte reais. O ideal seria se todo mundo chegasse ao ônibus com notas de vinte reais, assim eles se tocariam. É regra que se não houver troco, a catraca é liberada de graça. Outra falta de respeito é a diferença de cobrança para cartão ou dinheiro. Mas, é lógico que o Foztrans deve ganhar algo bem valioso para querer obrigar todo mundo a ter cartão único, baixando o preço para tal. Sabe do que trata? Desta forma, eles poderão demitir todos os cobradores e lucrar com os seus salários. O povo acha que está fazendo um bom negócio ainda.

Por fim, temos o motivo de tantos reajustes: segundo eles, a alta da gasolina. Só que não se tocam que nas cidades grandes as sardinhas são refrescadas com ar-condicionado, aqui nem ventilador tem, mas que justifica a alta das tarifas. Se a ideia chega até Foz, o usuário vai pagar cinco reais pra usufruir o recurso? Os moto-taxistas irão comemorar a sua sorte.

Os próprios moradores da cidade se perdem com tantas mudanças de rotas e horários, além da retirada de linhas e inserção de novas, tudo sem aviso prévio, somente no site do Foztrans, o qual nem todos possuem acesso. Então, pra quem é turista, a situação é ainda pior. Além de não existir informações nos pontos e no TTU, os cobradores não tiram as dúvidas deles e ainda são mal educados. O pior que a culpa não é deles. Se não agirem desta forma, são demitidos injustamente e sem motivos aparentes por justa causa. Isso acontece quase que diariamente nos bastidores do Consórcio Sorriso. Já ouvi um relato de uma pessoa que procurava Copacabana e fizeram uma piada do tipo: ah, ele está procurando a praia de Copacabana. Nestas alturas, a pessoa já devia estar do outro lado da cidade após ter pegado a linha errada. É uma falta de respeito e outras cenas devem ocorrer todos os dias longe dos nossos olhos, pois sempre há turistas hospedados em hostels ou pousadas perto do TTU. Sem contar que os pontos da Avenida das Cataratas podem confundi-los após a saída das Cataratas e do Parque das Aves: existe um ponto de ônibus sem a figura do ponto, ou seja, a casinha que identifica o ponto como ponto.

Já aconteceu também de uma pessoa sentada nos fundos do ônibus, no trajeto Guarapuava/ São Roque, sofrer uma quebra de bacia por causa da alta velocidade do veículo. Outra pessoa teve seus pertences derrubados no chão porque fecharam a porta da linha 1º de Maio na cara das pessoas que estavam descendo. Isso é muito comum em ônibus vazios e horários noturnos. Eu mesma já me ouvi relatos sobre isso no centro, na Vila Yolanda, no Três Bandeiras, no Parque Nacional e na Vila A, mas nunca havia chegado a esses níveis. Sem contar que na linha Morumbi, os motoristas nunca esperam todos na fila entrarem porque atrasa o itinerário, segundo resposta de um deles. Já teve o caso de ônibus ultrapassando carros na pista na Vila Yolanda e no Porto Belo, ocasionando acidentes, além de outro ônibus do Porto Meira chegando em alta velocidade ao sinal de trânsito da Vila Yolanda ao ponto de bater em um caminhão aguardando o verde abrir.

Temos a opção interbairros com horários decorados por quem precisa utilizá-lo. O problema é que os ônibus passam antes do horário previsto e ninguém fica sabendo, questão de vinte minutos, dez minutos antes. Deveriam implantar um sistema ou aplicativo que avisasse a localização do ônibus que você precisa. O que já foi inventado em Curitiba, só não sabe por que não estão utilizando ainda.

Já na Vila A e no Lancaster, as pessoas chegam a ficar até duas horas plantadas no ponto aguardando qualquer transporte público aparecer. Tudo isso nos finais de semana. Tem gente que trabalha aos sábados e domingos, sabiam? Além disso, na vila universitária, os estudantes precisam abandonar suas classes para correr atrás do ônibus muito tempo antes do horário marcado, para não correrem o risco de perder a chance de ir pra casa. Os ônibus exclusivamente universitários são tirados de circulação e por ora voltam, por ora são tirados novamente. Tudo porque se as pessoas não ficarem comprimidas como sardinhas no transporte, a Foztrans não vai lucrar com o ônibus circulando.

Por fim o trajeto mais caótico de Foz do Iguaçu: República Argentina x centro e vice-versa. Não sei se é verdade, mas dizem que os conjuntos de bairros ao seu entorno “formam” 1/3 da população da cidade. Mesmo que não seja esse dado exato, pode ter certeza que uma boa e relevante porcentagem dos habitantes mora no bairro Morumbi. Para abastecer a demanda, são disponibilizadas as linhas Morumbi e 1º de Maio, lotadas a qualquer hora do dia. Isso significa exatamente que: os ônibus lotam ao passar por todos os bairros da região do Morumbi e já chegam lotados até a República Argentina. Os trabalhadores e estudantes saem mais cedo de casa para garantir a sua vaga como sardinha na lata, mas os ônibus passam direto do ponto, sem abrir as portas, porque não existem condições de outras pessoas entrarem se não houver ninguém saindo. Logo, essas mesmas pessoas chegam atrasadas constantemente ao seu trabalho, colégio ou faculdade. Se elas aguardam os próximos ônibus, além de chegarem ainda mais atrasadas, podem correr o risco de não conseguirem entrar neles também. A solução é sair muito mais cedo de casa e ficar mofando na frente da empresa até alguém chegar, o que não é justo para ninguém. Uma vez criaram a linha Morumbi via Avenida Costa e Silva para atender a demanda do bairro e a linha Copacabana para atender a demanda da República Argentina, mas sumiram com tudo sem explicação. Agora temos que pagar mais caro na passagem e permanecermos sem qualquer vantagem que justifique isso?

E a Alice Maneschy relata que…

Os ônibus em Foz do Iguaçu possuem horários insanos, as linhas que passam pelos bairros têm horário de saída do terminal com intervalos de 1 ou 2 minutos – ou seja, se você perde um, perde todos e tem que esperar mais 45 minutos até embarcar em um ônibus lotado – os percursos são muito limitados a uma área da cidade e, pelo amor de Deus, quem coloca um micro-ônibus para rodar nos horários de pico? Ah, sim, aqui em Foz é assim.

”Eu morava em Belém do Pará, uma das cidades menos preparadas para receber o fluxo de automóveis que já conheci. Porém, mesmo lá havia uma certa organização e respeito com os usuários do transporte público, tanto da parte dos motoristas – que eram, em sua grande maioria, gentis com quem não estava no ponto de ônibus certo, diferente de todas as minhas experiências similares aqui em Foz – quanto com relação aos donos das empresas que forneciam o serviço. Não estou querendo comparar uma capital no Norte e uma cidade de fronteira do Sul, mas vejam bem, o certo seria as coisas serem mais fáceis e tranquilas nas cidades menores, não é mesmo? Não acredito em quem concorda com o aumento da tarifa de ônibus simplesmente por não entender o motivo da mesma estar acontecendo, pois afinal de contas o serviço é para e pela população, diferentemente de um serviço particular. Concordam?”

Você está contente com as novas tarifas? Então registre seu comentário e compartilhe conosco sua opinião, sugestões e críticas.

Unhas mais caras de que jóias!

Editora Responsável: Adriana  Tateishi

Verdade seja dita, qual mulher nunca chorou porque quebrou a unha (pode ter sido de dor)? O assunto parece brincadeira e meio fútil, afinal que mania é essa de ficar colocando as coisas na unha? Pelúcias, bolinhas conhecidas como caviar, adesivos, desenhos, esmaltes que mudam de cor e até mesmo magnéticos. Quando entramos em alguma loja de cosméticos a vendedora logo vem falar dessas novidades todas, aqui em Foz mesmo durante o “Fozhair” aconteceu um campeonato de manicures, o primeiro, pra ser mais exata.

Admito que eu adoro novidades, desde quando comecei a pintar as unhas sou das que adora uma cor diferente, que misturava tons comuns pra fazer esmaltes que nunca vi na vida. Dos metalizados até o caviar, já fiz, menos essa coisa de magnéticos ou que mudam de cor (porque ainda não achei, brinks). O problema é que isto tudo está fugindo do controle. Já pararam pra perceber os preços absurdos desses esmaltes e até mesmo disso em um salão?

Potinhos de Caviar encontrados no Paraguai, R$12 todos

Do outro lado da ponte encontrei o famoso esmalte magnético que promete formar desenhos de acordo com como você passa o imã perto dele, por R$12 reais, isso mesmo gente, um vidrinho pequeno custando 12 réis. Antigamente a gente comprava esmalte por R$1 e ficava feliz da vida.

Enquanto isso em alguns salões de beleza de Foz do Iguaçu, você pode colocar a pelúcia na mão por exatos R$10, ai você: “nossa, que barato, só isso pra fazer a unha?” NÃO! Minha querida colega louca por novidades de unhas, esse é o que você terá que pagar a mais pelo serviço. Detalhe bem pequeno: Você acha o pote da pelúcia por R$6 em algumas lojas e em ‘Parisguai’ o preço cai um pouco. Faça as contas, R$14 da mão e mais R$10 da pelúcia, suas mãos prontinhas e na moda saem por exatos R$24. Esse preço é o que um salão cobrava para fazer o pé e a mão há um tempo atrás. E se você achar esse trabalho completo em um salão por menos de R$25 fique feliz da vida.

Unha de pelúcia

O que estou tentando dizer é que atualmente este setor aproveita do que chamamos de “tendência”, “moda”, “novidade” e do gosto que um grupo de pessoas (do qual eu não estou fora) têm, para super faturar.

Muitas pessoas vão poder dizer: “Para menina! Faça isso em casa, sai mais barato, você mesma está falando que compensa mais comprar tudo e fazer por si”, só que mulheres “moderninhas” também possuem outras necessidades além de fazer a própria unha. Demoro uma eternidade para fazer isso sozinha e é nesses tempinhos que sobram e que no salão conseguem fazer por menos da metade do tempo, por isso sou adepta do salão o do ter uma manicure que vai em casa, porém desta não posso reclamar, faz um ótimo serviço em um precinho maravilhoso. O ponto em questão é até quando o setor da beleza vai aproveitar da vaidade feminina para ganhar em cima? Isso é revoltante, muitos chegam a faturar mais de R$200% em cima.

Unhas Caviar

Fica então a pergunta para vocês: O real preço da beleza, da moda, da tendência e das fashions nails e suas abrangências é mesmo esse?