Teoria sobre começos, meios e fins…

Editora: Ana Carolina Meller

Você já percebeu que, sempre que começamos algo com alguém, ficamos fascinados pela ideia de descobrir o que há de especial e quais são as curvas mais perigosas a se percorrer? Tentamos desbravar tudo, no entusiasmo de ser novo, recém-saído do forno. Então, vem o tal senhor tempo e, no meio desse turbilhão de descobertas, às vezes, nos acomodamos com as coisas. Passamos a aceitar os meios termos e metades de coisas que deveriam ser inteiras, tais como: dedicação, sentimento, aceitação de personalidade.

Logo, começamos a nos acostumar em dar só um selinho – de vez em quando, e beijos longos e demorados apenas na hora do sexo. Esquecemos de demonstrar todo o carinho e andar de mãos dadas “só por andar”.

Nos acostumamos a não falar o que estamos sentindo, de verdade. Caímos na cansativa rotina de termos a famosa “DR”, só por ter, mas sem discutirmos o assunto em si, nu e cru, para tentarmos resolver o problema. E tudo começa a virar uma bola de neve que, nem um e nem o outro, consegue ver como tudo aquilo que começou tão insinuante e brilhante chegou ao ponto em que se encontra.

Eis que chega a decisão do fim. Essa, minha amiga, é a hora em que ou você cai, ou você sobe – pois nunca sabemos a reação que teremos, até que chegue o momento.

Um conselho simples é que se tiver que chorar: chore, até não ter mais lágrimas. Se tiver que sorrir: sorria, até morrer de rir. E digo mais, se tudo aquilo não estava te fazendo bem, se não se beijavam mais como antes, se ele não parava para olhar seus olhos ou fazer um carinho no seu rosto (ou, até mesmo, caso ele fizesse tudo isso e não fosse recíproco) melhor “largar as betis”. Isso porque, afinal, iludir-se com algo que não existe e sonhar com contos de fadas inalcançáveis não te fará bem.

Defendo que um relacionamento tem que ser maduro. Mesmo estando na fase do “meio relacionamento”, as atitudes simples do começo devem ser preservadas. Permanecer para que nada congele. Se algo não te faz sorrir, não te deixa feliz, leve e positiva, não há porque estar por perto. A dica é querer aquilo que te faz bem.

Acredito que as pessoas que entram em nossas vidas, entram por algum motivo. Tudo é uma questão simples de viver experiências, aprender e evoluir como seres humanos que somos. E não há nada mais verdadeiro do que quando digo que sentimentos não são impostos, implorados e muito menos implantados. Logo, se algo tem de chegar ao fim, chegará – e, se for para acontecer coisas maravilhosas nessa mesma história, pode estar certa, acontecerá.

Então, após um relacionamento, se você passou por um abismo ou, simplesmente, foi festar, o importante é fazer uma autoanálise de objetivos e não viver exclusivamente por um alguém. Afinal, quando chegar a hora de sorrir, que seja verdadeiro, mesmo que um modesto.

No fim das contas, após toda essa ladainha de teorias inutilizadas e sobrepostas, deixo um conselho: tome um banho de autoestima, vista-se de coragem, coloque um salto lindo de ousadia e vá ser feliz, pois a felicidade só existe para quem sabe enxergá-la.

Crislaine Coelho tem 23 anos, já fez Educação Física e, atualmente, faz curso técnico em enfermagem. Cris, como é conhecida pelos amigos, é uma mulher com coração de menina, que adora ler, tocar violão e assistir filmes. Ela também é indecisa e divide seus pensamentos com os seguidores da fan page Lassarote.

Será arte?

Li em algum lugar que estrofe vem do latim e significa algo como “quartos pequenos”. Assim, sempre que você construir uma, estará construindo quartos. Isso me faz pensar que sempre que terminamos um poema, erguemos uma casa. Talvez isso explique nossa necessidade de em meio a problemas buscar refugio naquele poema antigo.

Eu sou “dessas”, sempre que me sinto em uma situação de extrema emoção – positiva ou nem tanto – volto para meus poemas. Vivo citando aqui, fazendo uma paráfrase ali e um “plágio” acolá, repetindo “Carla, sossegue, a vida é isso que você está vendo”.

E pode apostar, há sempre um poema perfeito para toda e qualquer hora, sem exceções. Um de meus versos preferidos é de Ana Cristina Cesar: Alegria! Algoz inesperado. Precisa dizer mais alguma coisa depois disso? Essa é a síntese da vida.

Enfim, por que estou dizendo tantas coisas? Simples. Resolvi escolher alguns poemas para compartilhar com vocês, com apenas o aviso de que são os meus preferidos, por isso, cuidem bem deles. O primeiro é do Carlão, vulgo Carlos Drummond de Andrade, um dos mais conhecidos e de longe o meu preferido, quase um mantra. Depois dele vem o “Com licença poética” da Adélia Prado, que faz referência ao primeiro. E o terceiro escolhido é o Traduzir-se do Ferreira Gullar que eu levo tatuado, que a propósito tem sua versão musicada.

Poema de Sete Faces  – Carlos Drummond de Andrade

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Com licença poética  – Adélia Prado
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Qual o seu preferido? Conte aqui pra mim 🙂

Ativismo de sofá, humor e preconceito

Editora – Priscila Martz

O ativismo de sofá é atacado e criticado em qualquer oportunidade, pois algumas pessoas consideram o ato fútil e desnecessário. Por mais que possa não parecer relevante para quem o critica, é o começo. A gente começa uma mudança aos poucos, no dia-a-dia, em pequenas atitudes e pensamentos. Só depois é que surgem grandes manifestações e intervenções. Na pior das hipóteses, essa movimentação leva a conscientização das pessoas, então, qual o motivo para tantas críticas e incômodos? Já diria David Hayward: “quando você chama a atenção para abusos que se tornaram normais, tolerados e até mesmo esperados, é você quem vai levar a culpa por ter perturbado a paz”.

Antes que você me pergunte, eu acho sim que abaixo-assinados e compartilhamento de fotos em forma de protesto vão mudar o mundo. Eu acho que isso vai te mostrar que não gosto do seu preconceito, que não sou condizente com violência de gênero, que não tolero influêcia religiosa em um país laico e que não aceito o padrão machista de uma sociedade patriarca.

Existem alguns comentários típicos sobre esse assunto, como: “ao invés de estar lutando pelas pessoas que passam fome e pela corrupção, estão lutando por direitos que já existem! Elas já podem trabalhar e votar, o que mais querem?” Colega, cada um luta por sua causa. O feminismo procura a igualdade de direitos para todos, inclusive para as minorias, consequentemente, pelos direitos óbvios de qualquer ser humano. Você sabia que a licença paternidade é obra das cruéis feminazis?

Os argumentos começam a melhorar (ou não) quando falam sobre a mulher não desejar direitos iguais de trabalhar como mestre de obra ou não se alistarem para o exército. Vocês não gostam de servir ao exército? Que tal se movimentar e lutar pelo direito da não obrigatoriedade de alistamento?

Tem também quem nos mande lavar uma louça. Já lavei, sequei e guardei, e ainda continuo com os mesmos pensamentos. E agora?

Voltando ao assunto do sofá, as redes sociais possuem uma enorme quantidade de usuários e interação, por isso, um manifesto ou um simples abaixo-assinado tem grande repercussão (boa ou ruim). Ao entrar hoje no Facebook, tive uma grande e ótima notícia: a MTV cancelou seu contrato com o blog Testosterona.

Um blog com mais de 234 mil seguidores foi afetado por esse ativismo. Será que realmente não funciona? Você pode me achar chata e sem o que fazer para implicar com um simples site. O problema é que simples sites ditam modas que influenciam desde o modo de falar até o de pensar. Um blog misógino só reforça a essência da sociedade machista em que estamos.

Eu tenho muito senso de humor, mas pra coisas que tenham graça. Hoje, nos deparamos com o tal humor de stand-ups, com propagandas de grandes marcas que querem ser “descoladas”, sempre sendo machistas, como grande parte das fabricantes de cerveja e de produtos de limpeza, Marisa, Havaianas, Nesfit, Prudence, Axe, etc.

Algumas até respondem aos manifestos, pedindo desculpas e mostrando que realmente se importam com o que seus clientes ou clientes em potencial pensam. Outras, como a Nova Schin e Axe, não possuem o mínimo empenho em demonstrar qualquer interesse em incômodos gerados por suas propagandas, afinal, o foco de seus produtos são apenas homens, né? Não, não é. Uma marca não vende somente um material físico e palpável, vende também ideias e conceitos.

E um recado para marcas e humoristas: propagandas e piadas sexistas também são violência de gênero, e nós, ativistas de sofá, estamos de olho!

HUMOR: Chegou a vez DELAS!

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

No post passado, falei sobre as comédias que tinham como enredo a vida de mulheres modernas de uma forma cômica. A querida mafagafa e leitora, (tia) Anabella Ferrarini, lembrou em seu comentário da série que leva o nome de uma comediante que vem se destacando sobre os roteiros que assina e também com seu talk show, Whitney Cummings.

Para poder pedir desculpas por esse erro, resolvi fazer um post sobre dez comediantes nacionais e internacionais que mais se destacam fazendo mafagafas e brotos rirem.

Confesso que foi complicado de fazer, afinal a maioria dos indagados não se lembravam de mulheres que atuam nessa área. Os maiores conhecidos eram os homens, achei um absurdo, porém me lembrei de uma entrevista da Tata Werneck na Marília Gabriela onde ela contava que realmente esse ramo da atuação é meio machista e é complicado ver mulheres sendo consideradas estrelas.

Vamos agora refrescar a memória dos esquecidos, apresentar para aqueles que não conhecem e também reforçar o porque essas mulheres são ótimas na arte de fazer rir, para aqueles que curtem o trabalho delas.

Dividi esse post em cinco mulheres internacionais e cinco nacionais. Vamos começar pelo território brazuca:

A eterna Cornélia de Toma Lá Da Cá

A eterna Copélia de Toma Lá Da Cá

Arlete Salles: Pode-se dizer que essa mulher nascida em 1942 é ainda hoje uma das maiores atrizes brasileiras. Além de fazer teatro, cinema, rádio (na época das radio novelas) e televisão. Quem não se lembra de uma de suas personagens extravagantes e super engraçadas na rede globo de comunicação? Um dos mais lembrados é a Delegada Fransisquinha em Pedra sobre Pedra e claro não poderíamos esquecer a perúa, periguete e louquíssima Copélia de Toma Lá Da Cá.

 

A Über modelo mais louca do mundo

A Über modelo mais louca do mundo

Ingrid Guimarães: Quem nunca ouviu falar da Ingrid Guimarães? Não deve ser desse país ou do mundo. A moça foi a modelo Leandra Borges na Escolinha do Professor Raimundo, depois fez o mesmo papel no Fantástico. Além de interpretar a sócia de Heloísa Périssé, no Sob Nova Direção. Atualmente ela está em cartaz com a peça Cócegas, o qual o roteiro foi escrito por ela mesma e conta com a atuação da amiga e humorista, que já falamos aqui, Heloísa Périssé. E também no filme De Pernas Pro Ar 2 com a Maria Paula.

 

A mulher de terno e gravata!

A mulher de terno e gravata!

Monica Iozzi: Ela é a mulher entre o bando de machos do CQC. É isso mesmo que você leu, ela é a responsável por representar nós mulheres no meio de nada mais e nada menos que Marcelo Tass, Felipe Andreoli, Marco Luque, Maurício Meirelles, Ronald Rios. Começou a participar do Custe o Que Custar a partir de 2009, depois de ganhar o concurso para o oitavo integrante do programa, mas começou a carreira antes disso, fazendo Artes Cênicas na Unicamp.

 

A baixinha da MTV

A baixinha da MTV

Tatá Werneck: Essa publicitária também é formada em Artes Cênicas e foi chamada para fazer parte do DEZImprovisa, que era um extensão do DEZnecessários. Até que seus colegas de palco, Paulinho Serra e Rodrigo Capella. Atualmente ela faz parte do elenco do programa Comédia MTV e do Trolalá. Além desse currículo, a moça também tem um projeto paralelo, Os Inclusos e os Sisos, que é a primeira iniciativa voltada para deficientes, visando a acessibilidade dessas pessoas no teatro. Por último podemos dizer que é considerada a mulher do momento no que se diz respeito ao humor e ao stan up brasileiro. No cinema seu filme mais recente é com outra senhora que está nessa lista, De Pernas Pro Ar 2 com Ingrid Guimarães.

 

Humor no trabalho e no amor

Humor no trabalho e no amor

Dani Calabresa: A loira é amiga de infância de Danilo Gentili e esposa do Marcelo Adnet. Mas olha que vida chata que essa comediante deve ter. É uma das integrantes do Comédia MTV e também do Furo MTV, onde divide a cena com o Bento Ribeiro. Em 2011 foi considerada uma das brasileiras que mais se destacaram, pelo poder, pelo trabalho e pela capacidade de mobilizar/inspirar. Para este ano, dizem, por ai, que ela será a mais nova integrante do CQC na Band e também poderá ter futuramente um programa só dela.

Deixando de lado nossas divas nacionais, vamos dar um hello para as gringas:

 

Mulher do humor sincero e inteligente

Mulher do humor sincero e inteligente

Whitney Cummings: É a uma das responsáveis pelo roteiro de Two Broke Girls e também pelo Whitney, série a qual estrela e tem como tema a sua vida. Além disso, é conhecida nos estados unidos pela comédia de stand up e por participar do programa de sua amiga e também humorista Chelsea Hendler. No final de 2012 as duas começaram um novo projeto, produzida por Chelsea, o talk show Love You, Mean It. Tem aquele humor cheio de duplo sentido, divertido, espontâneo e sem papas na língua. O seriado Whiney é uma das suas grandes sacadas porque mostra a vida de uma mulher moderna, que trabalha, tem amigos e também vive desaventuras amorosas.

 

A loira da língua afiada do canal E!

A loira da língua afiada do canal E!

Chealse Handler: Essa loira é conhecida como escritora, comediante e apresentadora. Atualmente é produtora do programa da Whitney Cummings, produtora e apresentadora do Chelsea Lately e roteirista da série Are You There, Chelsea?, que é baseado em um dos seus livros auto biográficos. O seu humor é meio ácido, sem papas e tem o costume de tirar o bom sarro das celebridades e dos programas de televisão. Em seu Talk show costuma receber outros três comediantes para satirizar a vida hollywoodiana e no final uma rápida entrevista com celebridades.

 

A girl do momento

A girl do momento

Lena Dunham: A ganhadora dos dois prêmios mais cobiçados pelos concorrentes no Golden Globe 2013 (melhor atriz de comédia e melhor show de comédia). É a nova queridinha quando se trata de humor nos Estados Unidos. Lena é a criadora do fantástico seriado Girls, produzido pela HBO. Essa garota de apenas 26 anos é roteirista, atriz e também cineasta. Para aqueles que conhecem o seu seriado, sabem que ela é a protagonista e que quis fazer algo totalmente anti Sexy and The City, nesta versão as 4 amigas estão em Nova York, porém tentando se adaptar a esse estilo de vida.

 

"Deusa" da comédia americana

“Deusa” da comédia americana

Tina Fey: OMG! O que dizer da Tina Fey? Ela é simplesmente fantástica! Uma das roteiristas e antiga participante do elenco de Saturday Night Life e roteirista e atriz de 30 Rock. Não tem como dizer que ninguém a conhece, se você é uma dessas pessoas, só poderia estar fora desse planeta ou então em uma ilha deserta no meio do nada. Tina Fey é um fenômeno da comédia americana nos últimos anos. Podem achar que é um exagero, mas olha a lista de premiações de Fey:sete Emmy Awards, três Golden Globe, quatro Screen Actor Guild Awards, quatro Write Of America Awards, um “Animadora do Ano” pela Associated Press e uma nomeação ao Gremmy Award pelo livro Bossypants. Além disso, esse ano apresentou o Gonden Globes ao lado de Amy Poehler, marcando assim a primeira vez que o prêmio é apresentado por uma, ou melhor, duas mulheres.

 

A semi deusa do humor americano

A semi deusa do humor americano

Amy Poehler: É a coleguinha de Tina Fey, aquela que arrasa e faz todo mundo rir quando estão juntas. Mas é conhecida por ser roteirista, comediante, atriz e produtora. Ficou mundialmente conhecida por seu trabalho em Saturday Night Live, atualmente está na série Parks and Recreation. Os dois filmes mais conhecidos que participou foram Mean Girls, produzido por Tina, e o Mama Baby, que foi estrelado também ao lado da amiga. Destaque pelas duas indicações ao Emmy e também por ser uma das apresentadoras do Golden Globes 2013.

http://www.youtube.com/watch?v=ZeQssS61_mg

Para finalizar e deixar um gostinho para vocês do que foi ver um pouco de Tina Fey e Amy Poehler no Golden Globes:

Ráh! Primeira vez que duas mulheres apresentam a premiação.

Ráh! Primeira vez que duas mulheres apresentam a premiação.

http://www.youtube.com/watch?v=LQdpW_hZfik

Beijo e um tapa na cara dos comediantes homens, porque as mulheres estão ai para nos fazer rir lindamente!

Rótulos não são apenas embalagens à mostra

 

Esses dias assistindo ao filme Sex and The City, um fato me chamou a atenção:
os rótulos que damos a tudo e a todos. Este exercício causa transtorno em muitas pessoas que vivem à mercê da visão que a sociedade tem de tudo.

Pois bem, o tal do rótulo pode ser algo saudável: como, por exemplo, quando
vamos ao mercado comprar um Nescau, uma Coca-cola ou um Ruffles; nós não vamos ao mercado comprar achocolatado em pó, refrigerante ou salgadinho de batata. Mas, também pode se tornar chacota em alguns casos, não deveria, mas, inicia-se um processo de bullying e uma pressão para que a tal imagem seja trocada imediatamente. Por exemplo, olhamos para um homem e só pelo fato do mesmo ter as unhas bem feitas ou a sobrancelha delineada acreditamos que ele é gay. Ou conhecemos mulheres com mais de 30 anos, ainda solteiras por opção, e geramos mil e uma interpretações para este fato.

Fazemos isso o tempo todo e nem percebemos. Com as redes sociais, essa
tendência cresce. Tem pessoas que vivem pra saber da vida dos outros e quando algo extraordinário acontece, essas pessoas viram urubus rondando a carne só para ter o gostinho de dizer alguma coisa sem importância. Até existe aquelas piadinhas de casais em pleno altar e o padre diz “já podem atualizar o perfil para casados”.

O duro de tudo isso é o medo de não mostrar a real pessoa que é, para todo mundo. Iniciamos hoje um namoro e já queremos publicar o dia, a hora, o minuto e até o ciclano para que todos saibam “Olha gente eu não estou mais solteira”. Postamos fotos e mensagens românticas para comprovar a realidade do fato. Mas, e quando termina, temos medo de apagar aquelas fotos e ver o quanto a sociedade cai em peso, fazendo julgamentos precipitados, causando mais dor.

Os rótulos tornam-se a realidade do que achamos que somos, nos privamos
de viver pensando nos possíveis bla bla bla’s a nosso respeito. Esta “realidade” causa muitos problemas a todos que convivem com eles. A pessoa que se auto-rotula acaba exigindo ser o que os outros querem, por se exigir, as pessoas que estão ao seu redor são exigidas também, tudo isso para se enquadrar no mundo que não pertence à ninguém.

Devemos esquecer que existe sociedade só por alguns instantes. Já ouviram aquele velho ditado: “Deus deu a vida para cada um cuidar da sua?” Então, essa
é a realidade que se deve levar adiante. Os problemas e escolhas são pessoais e
intransferíveis, por isso quando vemos que algum rótulo será apresentado a nós, devemos mostrar que eles são apenas palavras que merecem entrar por um ouvido e sair pelo outro.

 

ler_rotulo

O trauma do medo

Editora Responsável: Priscila Martz

Foto do instagran do Garon Piceli (@garonpiceli) no Valle del la luna.

Foto do instagran do Garon Piceli (@garonpiceli) no Valle del la luna.

Para ter uma visão de mundo é preciso se entregar a ele.

O medo é um dos sentimentos mais traumáticos da minha vida. E é incrível como ele está totalmente ligado ao meu físico. Quando sinto medo, perco a vontade de andar e o meu sistema intestinal me lembra o motivo de existir.

Tenho medo de perder, medo de não superar as expectativas e principalmente de não agradar as pessoas que estão próximas a mim.

Ser solicito talvez possa ser uma qualidade positiva para quem deseja chegar em um ponto alto da vida. Mas, pensando bem, não devo ter medo de superar as expectativas de ninguém.

Se a vida é uma eterna doação de si mesmo para o mundo, ser aquilo que você é, mas, sem magoar as pessoas que estão próximas de ti, também pode ser um ótimo consolo para perder o medo.

Nesta altura do campeonato, e em qualquer início de relacionamento, perder o medo de entregar aquilo que você é para a outra pessoa é o que vai moldar o futuro dos dois.

São doses diárias e cavalares de paciência e muita dedicação. É fugir do óbvio e do monótono. É ser apenas você em todos os momentos.

Um dos exercícios que ando praticando todos os dias, e que tem me ajudado muito a perder os meus traumas, é fazer aquilo que diariamente eu não faria. Usar roupas que nunca usaria, frequentar lugares que jamais frequentaria e ouvir músicas que não me apetecem.

Enfrentar diariamente os próprios preconceitos e se moldar é tentar se entender melhor, além de ter uma visão mais completa do mundo.

 

Ame o que é seu!

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

amor eterno

Há algumas semanas, iniciei a leitura de um livro chamado “Ame o que é seu”, que fala sobre a personagem Ellen, que depois de casada e com uma carreira promissora como fotógrafa, reencontra um amor da faculdade, o qual ela julgava ser o homem de sua vida. As emoções do reencontro levam-a de volta ao passado, fazendo ressurgir antigos sentimentos. Mas, afinal, a pergunta é: O amor eterno ou mesmo “coisas do destino” existem?

O ser humano, apesar de racional, se ilude com meras coincidências e as transforma (na maioria das vezes) em grandes contos. Com isso, o “tombo” após uma decepção é muito mais doloroso.

É claro que o amor e a paixão existem, mas são raros os sentimentos duradouros já que atualmente para largar tudo e seguir uma nova vida está muito mais fácil.

O melhor a fazer quando alguém especial cruza seu caminho é tornar únicos os momentos juntos, guardar as boas lembranças de cada pessoa, pois nunca se sabe quando um verdadeiro amigo pode surgir ou mesmo aquele alguém que você tanto procura, não é?!