Onde acaba toda arrogância…

Há algum tempo, estava pensando nos casos da vida e o que fazemos dela, então me deparei com a morte de um ente querido, e por incrível que pareça entre toda a tristeza me fez ter um pensamento positivo sobre a situação.

Em meio a analisar as pessoas ao meu redor percebi que ali onde estávamos seria o fim de todos e isso aconteceria mais hora menos hora para todos.

Ali naquele lugar onde ninguém gosta de ir, ou ficar entre o choro e as fofocas de enterro, percebi que tudo que o que fazemos ecoa pela eternidade sim,  e o que você se conquista, nada leva, é como dizem “DO BARRO VIEMOS, E PARA ELE VOLTAREMOS” praticamente nus.

As pessoas estão preocupara em demasia com coisas fúteis, remorsos e rancores, arrogâncias, e preconceitos e esquecem-se que quando a morte chega, tudo morre, pra baixo da terra vai nossa arrogância, nossos rancores, e depois de um certo tempo, ninguém mais vai lembrar que existimos…

Mas  a parte mórbida da “vida”, é bom pra quem tem consciência e sabe sentir não só as perdas mas também sentir que ainda se tem a vida.

Em meio a tanta tristeza, percebi que dessa vida a gente não leva nada, e o que fica são apenas lembranças.

Então não seria mais fácil vivermos da melhor forma que pudermos ser?

Almejarmos nosso melhor a cada dia, e praticar o que é bom no nosso espírito? Liberarmos o perdão, unirmos nossas famílias, cuidar com a língua ferina que as vezes fazem sons de facas encravadas na pele de quem amamos?

Dessa vida, a gente só leva o que fazemos nela, nossas atitudes, decisões, e tudo mais.

No fim de tudo termino esse texto um tanto triste, e também como forma de desabafo com um conselho clichê:

“Viva da melhor forma, e como puder viver, mas sem humilhar ninguém, mas também sem se frustar.

Abrace quem você ama, e diga todos os dias ou quantas vezes for necessário o quanto essa pessoa é importante pra você, afinal esse momento pode ser a última vez que você a veja, ou que ela te veja.

Conquiste o que quiser conquistar sem medo de arriscar.

Dê um bom dia, um sorriso para as pessoas, cara carrancuda deixa a alma pesada, e alma pesada deixa o coração frio.

Se tiver que fazer algo, faço-o, e faça da melhor forma que puder, não comece algo por começar.

Libere o perdão quando necessário, pois é um bom remédio, e ajuda a conviver melhor com você mesmo.

E acima de tudo, se entregue pra vida, respire, evite tanto estresse por coisa pequena, coma bem, beba água,  e como diz até o Pedro Bial “use protetor solar”.

Apenas viva o hoje sem  se preocupar com o que vai ser do amanhã, até porque o amanhã a Deus pertence.”

 

Certas coisas

– Você o viu?

– Quem?

– O alto?

– Uhum.

– O que achou?

– Simpático.

– Simpático? Só?

– Alto também.

– Entendo.

– Pois é. E o outro? Quem era?

– Apolo.

– Sério? – risos

– Sim. O pai dele tem uma queda por história e três pela Grécia antiga.

– Saquei. Apolo e Alto? – Mais risos.

– Não, idiota. Apolo e Marcos. Combinam não?

– Ao que parece, sim. Mas então, qual é o problema?

– Não sei o que escolher.

– Entre?

– Pessoas.

– Vish. Não podia ser simplesmente entre duas peças de roupas?

– Quem dera. Não sei o que fazer. Estipularam um prazo, mas essas coisas não devem ser decididas sobre a pressão de uma data. Todo mundo sabe.

– Menos Jon e* Snow – risos – Agora, falando sério. Qual é o problema entre escolher?

– O problema é que gosto dos dois.

– Como assim? Ninguém gosta de duas pessoas ao mesmo tempo e na mesma proporção.

– É eu sei. Mas eu gosto.

– Isso é estranho. Talvez você devesse escolher o que mais combina contigo

– Pois é. Mas veja Marcos e Apolo.

– O que têm eles?

– São completamente diferentes.

– Como assim?

– Um é Flamenguista, ouve sertanejo e trabalha com contabilidade. O outro é fluminense, adora música clássica e é administrador. Marcos vai à academia todos os dias, tem um Iphone e gosta de roupas caras. Apolo diz que o melhor exercício do mundo é andar pelo parque carregando um livro até achar sombra suficiente em baixo de uma árvore, para sentar e ler. Consegue entender?

– Acho que sim. Você quis dizer que os dois são totalmente contrários?

– Exatamente e, no entanto, vivem uma das relações amorosas mais bonitas que já vi.

– Não sabia que namoravam. Que fofos.

– Uhum. São lindos mesmo. Mas voltando ao meu problema. Preciso escolher entre duas pessoas que me completam de diferentes formas e não sei o que fazer.

– Talvez deva escolher a que você goste mais.

– Gosto das duas.

– E do gosto também?

– Como assim?

– Do gosto ué. Tem gente que tem gosto de café, baunilha, hortelã, cigarro. Eu mesma costumo avaliar se gosto ou não de alguém pelo gosto da boca dela.

– Credo, que maneira estranha de saber as coisas.

– Melhor do que não saber, não é?

– Talvez.

– Talvez você deva tentar. Ou como já dizia o poeta, talvez você deva seguir o caminho que tem mais coração.

– Mas como saberei com qual dos dois trilharei esse caminho?

– Nunca saberá – risos.

– Do que está rindo?

– Acho engraçado o fato de batermos a cabeça sobre algo que não temos nenhuma certeza se dará certo ou não. E de que quando tomada a decisão, sempre haverá aquela dúvida ecoando no fundo da mente “e se?”.

– Não acho graça.

– Pois é melhor começar a achar. A vida tem o dom de nos pregar peças desse gênero.

– Você não me ajudou.

– Nunca disse que a ajudaria.

– Mas sempre disse ser minha amiga.

– Nunca disse que não seria.

– Então por que não me ajuda a decidir?

– Porque há coisas do coração que somente nós mesmas podemos resolver.

O cheiro que vai. A saudade que fica.

Se as almas possuíssem alguma característica física, a minha seria representada por um grande e anguloso nariz. Desses que aspiram cada partícula de odor do ar e que inspiram com a confiança militar de que nunca lhe faltara o que respirar. A verdade é que “os cheiros” são minhas lembranças mais vivas.
Sinto cada pessoa, vivo cada momento e lembro de cada sorriso através de uma passagem de ar. São inúmeros odores doces, acres, mofados ou vivos que estabelecem vínculos em minha vida. Ninguém passa por mim sem deixar um cheiro marcado, almiscarado ou salpicado de suor. Não importa. A pessoa vai e seu cheiro fica, incrustado em minha pele, fixado em meu cérebro e registrado no meu nariz adunco.
Talvez seja por isso que invejo tanto essas autoras de livros virais. Elas retratam os cheiros de uma maneira sensual, única e precisa. E isso vai desde o couro forte e esticado até as fogueiras que crepitam com o calor de corpos sem cabeças. O odor desenhado por palavras em cada pagina penetra meus olhos e preenche cada mínimo espaço de meu nariz imaginário.
Costumo dizer que pessoas ricas cheiram tudo igual e que Caroline Herrera é usado como água em certos residenciais. Mas graça a essa coisa chamada “pele”, cada perfume ganha a sua característica inovadora. Cada aroma se adequa a nosso corpo de forma diferente. Afinal, o seu doce não é o meu. Minha madeira não faz a tua casa e o suco cítrico do outro não nos convêm.
Por exemplo, o cheiro do garoto de séculos atrás era nauseante. Uma mistura de suor, desodorante de perfume e essência putanesca. Deixava um rastro de menino que a mãe precisa implorar para que limpe o quarto. A culpa em todo não era dele. Era da natureza que o fez intolerante a temperaturas maiores que 8°C. Para resumir, não durou mais do que alguns banhos de suor que me martirizavam.
O da pessoa ao qual esse texto é em parte dedicado, ao contrário do que sempre dizia, era uma mistura de roupa limpa, sonhos e óleos almiscarados. Tinha um quê de flores do campo e menta, muita menta. O perfume ora adocicado ora perdido em forças cítricas, vinha bater em minha cara como uma lufada boa de vento, indicando que “estava tudo bem” e que bons ares só poderiam indicar bonança.
Em noites frias era um cheiro diferente, de roupa quente e calor abrasador. Temperado com o frio das bochechas, criava um ar de realeza, desses odores que você imagina em salões de festas, repletos de buquês de flores e danças puritanas. Era algo que sempre foi, é e será doce.
E também há o cheiro de outra pessoa especial. Um que me fazia sentir parte de algo maior, de uma família completa. Um aroma de parente de sangue em alguém que me presenteou com amizade. Se eu for parar pra analisar, eram cheiros simples, de pessoas incríveis, que por descuido deixei caírem da penteadeira. Aromas que quebraram em mil pedaços e se espalharam, com a ajuda do vento, por minha vida e que de vez em quando chegam como vendaval, devastando todas as forças que criei para superar, arrastando para longe toda a base que reconstruí.
Eu gosto de cheiros. Gosto de sentir e lembrar de pessoas pelo perfume deixado em meu pescoço ao me abraçarem e não gosto da ideia de deixá-los irem embora, de perdê-los em meio a tantos novos odores. Pra mim, perfumes têm um pouco dessa coisa de amizade, você tanto, tanto, mas tanto usa que um dia perde o olfato para ele. Não o sentindo nem quando despeja o frasco inteiro pela roupa. Nessa hora é necessário trocar. Experimentar um novo, se encantar com outro. Quem sabe, se o perfume for paixão antiga, você um dia volte a usá-lo para relembrar uma época boa de sorrisos e canções?

REVIRAVOLTAS E AMOR

O corpo cansado, ferido, agitado pela mente agora inquieta

Luta, resiste, mas parece quase impossível continuar em pé.

Músculos doloridos desejam movimentos fortes, ágeis,

Mas apenas roçam em caricias de ódio.

O coração assustado se nega a sentir, se esconde

E a mente se afasta do mundo.

 

Um rosto

Sorridente, olhos profundos

Aos poucos desperta algo oculto,

Transforma o líquido gélido das veias e artérias em fogo vivo.

Os ferimentos são consumidos pelo calor escaldante que toca a alma

Movimentos retomam força e agilidade o corpo revive.

O coração não resiste, arrisca novamente se deixa levar,

A mente aconchegada  se acalma,

Passado o tempo, o tempo do passado desaparece.

Aquele um solitário, machucado e ferido, em fim tornou-se dois.

 Stephany Mencato.

Alguém que havia decidido não acreditar em relacionamentos encontra alguém que sonha com um futuro. A ansiedade e a paixão se chocam com a calma e o carinho. A insegurança e o medo de compromisso perdem espaço no dia a dia e é impossível imaginar uma vida sem aqueles olhos por perto.

Como dois corpos podem combinar tanto? Simplesmente combinam ou não, existem pessoas e pessoas. Biologia, Química, Psicologia, Poesia? Quem poderia me explicar com certeza por que essa pessoa?

“São três os estágios da paixão. O primeiro se caracteriza pela busca de satisfação sexual, quando o principal hormônio responsável é a testosterona, tanto no homem, quanto na mulher. O segundo é a atração física, caracterizado por um estado de euforia e grande felicidade, quando não se consegue enxergar defeitos no outro. E, por fim, o terceiro estágio é o estabelecimento do vínculo duradouro e a transformação ou não da paixão em amor…’O outro é encarado como a grande fonte de prazer, que o cérebro identifica sempre que está perto. Por isso, quando há afastamento há insegurança, dúvida, conflito. A química cerebral é semelhante a um vício‘… A escolha do par passa pelos cinco sentidos… À medida que a aproximação acontece”.  http://www.amorebobagens.com.br/noticias/93-materias-sobre-biologia-do-amor-na-folha-de-londrina

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“Na verdade o amor é química! Todos os sintomas relatados acima têm uma explicação científica: são causados por um fluxo de substâncias químicas  fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias estão: adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas”. http://biologiacomoideologia.blogspot.com.br/2011/05/quimica-do-amor.html

“O amor não é um sentimento, não é uma sensação ou um estado de espírito.
É um milhão de coisas diferentes ao mesmo tempo.
É um turbilhão de conceitos rodopiando dentro de nós.
Com tanta força nos acertam que transformam o mais forte e feroz dos homens no mais terno cordeiro.
É capaz de derreter a mais sólida mulher no mais doce e vulnerável néctar das abelhas”. http://prosador.blogspot.com.br/2003/11/explicao-do-amor.html

Em meio a tudo isso nem uma das explicações me parecem suficiente, de algum modo esse vício chamado AMOR é incontestável, inexplicável para um apaixonado e incompreensível para quem nunca amou.

Aonde quero chegar com este texto não tenho certeza, mas entre tantos debates e ideias que todos os dias percorrem nossa mente por que não dispensar um tempo para conversamos  sobre algo que não seja  violência, preconceito, injustiça e pensarmos sobre algo que é tão pessoal e intransferível quanto o mais forte de todos os sentimentos?

É maravilhoso olharmos para dentro e nos vermos repletos de amor, pensar ao menos por um momento NAQUELA pessoinha, lembrar DAQUELE amigo ou DAQUELA amiga especiais.

Estamos sujeitos a tantas mudanças e reviravoltas todo o tempo, e podemos até não escolher quem amamos, mas escolhemos quem mantemos ao nosso lado e somos escolhidos para estar ao lado de alguém.

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Então por que não dizer a essa pessoa que te faz tão bem: “independente do tempo ou da distância eu te escolhi para estar ao meu lado nessa vida, nesse momento e essa foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado,   é maravilhoso que você também tenha me escolhido e que possamos seguir juntos”.

Como já dizia Renato Russo “é preciso amar as pessoas como se não ouve-se amanhã, por que se você parar pra pensar, na verdade não há”.

Feliz Aniversário

Eu não tinha ideia do que escrever. Estou um pouco cansada de mim, das minhas dores e meus monstros. Mas obviamente o tema veio fácil. Foi só sentar e esperar, fingir que não tinha nada em mente, enquanto meu inconsciente batalhava por novas palavras para falar a você. Não que já não as tenha dito em milhares de frases passadas, acontece que a data é propicia para dar um “oi” e dizer “saudades de seu cheiro” e assim como todos os anos, estou saudosa e angustiada com aquela ânsia inocente de sentir novamente sua presença.

Noeli Moreira Paz

Noeli Moreira Paz

Talvez mãe, se você estivesse aqui saltitando e falando ao meu lado ou brigando e fumando seu cigarro desgastado, eu não sentisse tanto desejo de eterniza-la em documentos de Word ou de formata-la, justificando seus espaços e reordenando suas vírgulas. Em verdade, acredito que se ainda estivéssemos juntas viveríamos em completo pé de guerra. Eu preocupada com sua saúde e comportamento e você me chamando de velha antiquada e tirana. Não que nosso comportamento antagônico não fosse nos permitir dividir alguns vícios ou bebidas ou amigos ou a nossa própria cama.

Ainda lembro desse seu jeito menina de me chamar de princesa, me pegar no colo e “rodar o mundo”, como se eu fosse apenas uma de suas bonecas. Da sua maneira doce de dizer “te amo” e da forma como me olhava quando íamos dormir. Da força que usava ao segurar minha mão para atravessarmos a rua e principalmente da maneira que você encontrou para me dar todo o necessário  a minha vida de criança, a fim de compensar sua ausência.

Você foi mulher o suficiente para carregar suas próprias dores e fazer da minha infância a mais feliz possível. Infelizmente fraquejou praticamente no inicio da nossa jornada juntas e esse seu deslize, por assim dizer, nos custou um afastamento de quase 15 anos, uma distância de sopros de vida e verões quentes. Não a culpo, afinal, há certos acontecimentos que fogem dos padrões concebíveis e aceitáveis. Você assinalou sua sina naquela manhã ensolarada em que me deu um ultimo beijo na testa. Eu criei a minha culpa a partir do momento que por birra, optei por fingir dormir enquanto você arrastava sua mala pela sala com destino a “infelicidade” de uma praia sangrenta qualquer.

Ao menos mãe, você não teve que viver com a possibilidade do “se”. E “se” eu tivesse levantado e te abraçado? E “se” tivesse chorado e pedido para você ficar? E “se” eu tivesse dito que te amava? Será que teria sido diferente? Será que a consciência teria lhe acertado entre os olhos e a feito acordar para a verdade de que o seu dever era estar ao meu lado todos os dias?

Mas não importa não é? O “se algo tivesse acontecido” não irá trazê-la de volta não é mesmo? Você se foi, assim como o frio do inverno ou as flores das árvores se vão a cada nova estação. O que ficou são duas datas importantes e uma delas é o propósito desse texto.

Quero desejar a você, senhora de meus sonhos e desejos, um feliz aniversário. Sim, é estranho depois de tantos anos já idos continuarmos nesse fingimento de que todo o dia 06/04 é seu aniversário. Afinal, suas fotos não envelheceram ou desbotaram um dia sequer com a ação do tempo. Mas acontece que isso me faz bem. Faz com que eu a sinta perto, sorridente e acima de tudo, feliz. Repleta de uma serenidade que sempre quis proporcionar a você, cheia de um amor incontido e vazado.  Então rainha de meu castelo imaginário. Nessa data querida se lembre de que em vida e morte houve e sempre haverá alguém para te amar, zelar, desejar e sonhar. E que você antes de anjo alado era a melhor mãe do mundo. Feliz aniversário linda 🙂

Nostalgias de ex-namorados

Ex-namorados são como restaurantes. Você tem uma primeira impressão, seja por uma olhada ou por indicação. Você entra, observa o menu e usufrui de todos os serviços, até ficar bem satisfeita. Depois você analisa o ambiente, a comida, os funcionários e a condição do banheiro. Quando não se tem mais nada a fazer ali, você vai embora revelando a real situação do local, seja para o bem quanto para o mal.

Todos já tiveram ex-namorados que deixaram marcas, boas ou ruins. Para chegar a essa conclusão, foi preciso experimentar e o começo é sempre bom, até conhecer alguns defeitos que talvez deixassem a desejar.

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Mas porque quando lembramos dos ex pensamos no início? Fixamos aquele momento na mente como se só houvesse aquilo durante o tempo que ficaram juntos. Seria melhor lembrar dos momentos fracassados e os motivos que levaram à falência, do que o início maravilhoso.

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Por incrível que pareça, o começo dos relacionamentos deixam marcas que perduram por toda a vida. As músicas, os lugares, até mesmo roupas são representações daqueles momentos. Haja o que houver, são esses fatos que serão lembrados quando aquele momento é experimentado novamente.

As pessoas, depois de um breve período de tempo, relembram as coisas boas vividas, como uma espécie de catarse para os momentos ruins, porém, isso causa um certo conflito de sentimentos. Aquele relacionamento terminou por que alguma coisa deu errado, mas as pessoas lembram quando aquele período foi bom e sentem saudade daquele relacionamento, apenas lembrando dos bons momentos.

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Isso não quer dizer que você ainda goste do ex, mas com certeza aquele início marcou uma nova fase em sua vida. Por mais que você não queira, ele esteve lá, fazendo parte dessa fase. A questão disso tudo é que apesar dos pesares, o passado bom que os ex-namorados deixaram ficarão registrados. Mas só como uma fase boa, como uma experiência para os próximos relacionamentos ou fazer da maneira certa desta vez ou errar novamente.

Você é você mesmo ou só quer se enturmar?

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Desde ceddo, temos a necessidade de nos enturmar. Ou talvez, essa necessidade seja imposta, não se sabe. O certo é que você precisa conviver socialmente, ter amigos, ter contatos e estar sempre rodeado por outras pessoas – caso contrário, as pessoas vão achar que você tem distúrbios e sempre que tiverem uma oportunidade vão te atacar.

Nesse cenário, mesmo que a coisa seja contraditória, é preciso se destacar. Afinal, você quer fazer parte de um grupo, mas quer ser único, original e diferente. E aí, começam as confusões na sua cabeça. Como ter personalidade própria sem gostar ou vestir ou ouvir ou assistir o que os outros gostam, vestem, ouvem e assistem?

É assim que surgem dois grupos de pessoas: as de muitos amigos e as de poucos amigos.

No primeiro, estão aqueles que gostam das mesmas coisas, se vestem do mesmo jeito e curtem o mesmo estilo de música, filme e livros, mas são diferentes, cada um à sua maneira. Um dia aparecem com um calçado que ninguém usa ou colocam um adereço incomum para se destacar na multidão. Aqui, só entram os convidados. Eles fazem um teste e se você tiver as mesmas ideias, concordar com tudo e o que você disser eles acharem bonito, você faz parte do grupo.

No segundo, estão pessoas tentando se encontrar. Elas não sabem ao certo do que gostam, porque acreditam que sempre há algo além do óbvio e do que está diante de seus olhos. Cheias de dúvidas, questionam e falam coisas que ‘fogem do padrão’. Até podem gostar das mesmas coisas que as pessoas do primeiro grupo gostam, mas elas não se vangloriam por isso. Sabem que cada um tem o seu direito de escolha. No entanto, como estão sempre a divagar, a imaginar e a tentar se encontrar, elas acabam percebendo que nesse mundo há poucas pessoas com pretensões de liberdades.

ImageLiberdades, no plural sim, porque cada um sabe como ser livre. O problema é que muitos confundem a liberdade e acabam querendo impor suas ideias – afinal, pra ser meu amigo, você tem que pensar como eu. Assim, impõem regras, pensamentos e ideias. É isso o que as pessoas do primeiro grupo fazem. E por incrível que pareça, este grupo está cada vez maior e possui várias vertentes (a sorte deles é que a maioria das pessoas quer se enturmar e sente necessidade de pertencer a ‘algo’). Existem milhares de grupos dentro desse primeiro e maior. Enquanto isso, o segundo diminui e, desesperançado, se recolhe diante de si mesmo, deixando que o mundo do primeiro grupo seja livre. E por quererem também ser livres, acabam em minoria (não as desfavorecidas), justamente porque quiseram ter vida e personalidade próprias.

Quem sabe, um dia, os indivíduos que fazem parte desse segundo grupo se encontrem, consigam ter uma boa conversa e, juntos, caminhem rumo à solidão que lhes revigora a alma, equilibra o espírito e harmoniza as mentes.