Mulheres da Literatura

Mulheres e Livros

No inicio da semana passada as meninas propuseram homenagear as “grandes” mulheres da história, discorrendo sobre os maiores feitos alcançados por elas nesse último século. Afinal, mulher é muito mais que peito e bunda. Mulher é alma e causa. Ação e reação. E acima de tudo é testemunha e jurada de séculos e mais séculos de machismo trucidante.
Propus algo diferente. Se acabou ou não a semana da mulher, fica a seu critério querido leitor (a). Para mim, todas as semanas são nossas, bem como os meses e os anos. Por que nos relegarmos a apenas um dia no calendário? Por que esperar por uma data somente, quando podemos celebrar todas as horas como se fosse uma festa onde a maior atração é estarmos simplesmente vivas?
Pois bem mulheres. Proponho a convocação de todos os deuses e almas, um festival eterno de sorrisos e flores. Onde não haja motivos para choro, muito menos tristeza. Sugiro que o riso argentino de Aurélia seja a música ambiente e que os olhos de ressaca de Capitu virem aquarelas vivas penduradas pelo salão, com o único intuito de seduzir homens, desarmar exércitos e conquistar territórios inexplorados.
Nos armemos com as palavras dessas mulheres floridas que desbravaram um universo repleto de heróis masculinos. Mulheres capazes de desgraçarem vidas com um olhar e levarem famílias a bancarrota com apenas um beijo. Gostaria que falássemos sobre Marguerite/Lucíola sem nos envergonhar das fraquezas humanas ou da languidez da alma.
Pode soar egoísta, feminista ou sem nexo. Mulher tem dom, direito e dever de não fazer sentido. E assim como todas as personagens fortes do universo feminino literário, tudo isso não passa de meras e envelhecidas palavras. Mas que pela antiguidade e as marcas do uso, ganham o poder do respeito.
Que fique claro, as personagens citadas aqui fazem parte da minha coleção de lembranças literárias e elas serão descritas por uma entusiasta das visões prosaicas masculinas sobre o mundo feminino. Sou uma “alma velha” que se apaixonou a primeira vista por Alencar, tomou gosto por um tal de Assis, tentou se encantar por Guimarães Rosa, mas ao fim, descobriu que seu tipo faz parte da sessão empoeirada e amarelada de “literatura estrangeira”.

José de Alencar, escritor urbanista do século 19

José de Alencar, escritor urbanista do século 19

Aurélia, Emília e Lucíola, para mim, as três mais belas jovens dos salões de festa da alta sociedade do Rio de Janeiro do século 19. Não desconsidero, é claro, Ceci ou qualquer outra moça que tenha brilhado nas noites de galas, oferecidas por velhos barões ou jovens casais. Noites essas tão bem descritas que sempre acho possível ouvir o riso, sentir o cheiro das velas e o gosto do Xerez (um tipo de vinho espanhol, muito apreciado pelas personagens citadas). Talvez, o mais certo e justo, fosse falar delas separadamente, por conta das nuances em suas personalidades. Mas não tenho poder de escrita para tanto. Sei apenas que tais personagens podem ser consideradas um marco na literatura brasileira e não digo isso somente por admirá-las, afinal os fatos históricos estão aí e a mostra. Alencar elevou a mulher ao mesmo patamar dos homens. Hoje, isso pode não ser considerado nada, mas imaginemos uma época onde o patriarcalismo familiar impedia a ascensão feminina. Dessa forma, Alencar ao dar-lhes o poder da argumentação, explicitar o dom da sedução e assegurar a obstinação de caráter, abriu espaço para sonhos e questionamentos. Mostrou que a mulher além de poder sonhar com amores e príncipes, pode e deve desbravar o mundo dos negócios, se vingar de quem lhe fez mal e ser ela mesma, em vestidos de seda ou não. Saem os seres submissos, de feições frágeis e olhares assustados, para entrar em cena mulheres repletas de vida, capazes de sofrer e aprender a viver com suas dores, mas principalmente, capazes de lutarem com suas próprias mãos, quer seja por felicidade, respeito ou simplesmente, por amor. A mulher deixa de ser a coadjuvante das histórias para atuar de maneira fantástica em uma peça só delas, onde tudo pode acontecer, desde navios naufragados a amantes escondidos.

Capitu foi utilizada como personagem em uma minissérie na TV baseada no Livro Dom Casmurro

Capitu foi utilizada como personagem em uma minissérie na TV baseada no Livro Dom Casmurro

Acredito que Capitu seja fruto dessa revolução proposta por José. Apesar de a história ser contada por Dom, é ela o centro, a questão, o quadro a ser apreciado. E se não fosse por ela, não haveria graça e Dom Casmurro seria mais um desses livros chatos. Mas então tem os olhos oblíquos e dissimulados, uma coisa cigana, um ar de rainha em alguém que nasceu na plebe. De repente ela não é só um amor de menino e sim, o sonho de cada homem. E se eu fosse estúpida o suficiente, faria uma analogia ousada. Casaria uma personagem passada com uma que desfila nos dias de hoje, sob a vista dos avaros caçadores de histórias de cavalheiros, princesas e castelos. Como não conseguirei traçar uma linha lógica de Cersei Lannister até os cabelos escuros de Capitu, desisto antes mesmo de me divertir com a ideia de vislumbrar semelhanças em suas personalidades.
Pois bem, lá se foi Assis e Alencar, com suas divas, senhoras, esposas e Lucíolas. Abrirei as portas agora para Isabel Allende. A diva da literatura chilena, sobrinha do ex-presidente Salvador Allende. Isabel, juntamente com sua família e sim, é preciso saber sobre o ambiente em que vivia para entender sua mais fantástica obra, foi obrigada a fugir do seu então país, Chile, logo após o golpe militar que matou seu tio-presidente.
Seria morbidez dizer que há certos males que vem para o bem? Acredito nisso quando penso nessa história, repleta de simbolismos, saudosismo e acima de tudo, relatos de uma época triste em um país tão próximo. É uma graça ver a fantasia entrelaçar tão bem com a realidade, criando algo além de uma reles história. A Casa dos Espíritos é um livro capaz de trazer a sensação de transcendência da carne, expiação dos pecados e humanização dos sentimentos.
De maneira sucinta o enredo gira em torno de Clara e Esteban Trueba. Aprofunda-se no relacionamento conturbado dos dois, nos frutos provindos de suas coxas e na geração nascida de suas crias. Clara é mãe de Blanca, que por sua vez é mãe de Alba. Todas são constituídas por uma força guerreira e um coração enorme. São mulheres que nasceram para sobreviver a dores da alma e da carne. E um exemplo disso está no fato de que apesar da vergonha, Clara continua a sorrir até o fim de seus dias, mesmo após perder os dentes da frente por conta de um soco desferido por seu querido marido.

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Como se não bastassem todos os problemas familiares, rebenta-se o golpe militar e Alba então estudante/guerrilheira e neta de um grande senhor/político chileno, é presa e abusada física e psicologicamente em nome de uma bandeira que nem os soldados lembravam mais do que se tratava. E é aí que se encontra o brilhantismo de Allende. Suas mulheres não desistem. Seja do amor, da liberdade de expressão ou da família. Elas agarram com força e batem o pé, cospem na cara de militares, brigam com fantasmas e se embebedam até cair.
Pra entender o contexto todo, obviamente é necessário ler o livro. Não da para resumir em poucas palavras toda a profundidade humana presente em A Casa dos Espíritos. Seria imprudente, insano e uma tremenda falta de respeito. É preciso ter olhos para ler, bem como, coração para dar significado a tanta informação. Assim como não dá para afirmar que as sete personagens presentes nesse texto, são o resumo da força feminina literária. Não o são nem por brincadeira. Elas constituem parte de minha lista de preferências. Faltam nomes e histórias, bem como palavras de adoração.
Eu não falei de Madame Bovary, Dagny Taggart ou até mesma de Blue Van Meer. Não citei Layla, personagem fantástica de um livro espírita. Não comentei sobre “A mulher que escreveu a bíblia” do querido Scliar e muito menos adentrei ao universo de forças de Daenerys Targaryen. Como disse, não tenho poder de palavras suficientes para tanto. E o texto aqui, foi muito mais uma homenagem a minha adolescência, repleta de cenas pitorescas e românticas, reproduzidas diretamente dessas obras centradas em grandes mulheres.
Acredito que mulheres feitas de palavras, são tão fortes quanto às das telas de cinemas. E todas, sem nenhuma exceção, são o rascunho filosófico de alguém de carne, osso, alma e sentimentos. Por isso Feliz dia das Mulheres a todas aquelas que matam um leão por dia, usam salto alto e maquiagem para buscar os filhos na porta da escola e se emocionam com a leitura de grandes clássicos literários

Marasmo

Escritor é bicho estranho, fica procurando estórias para se inspirar e escrever, ladrão do cotidiano, transforma dor, amor, realidade, barulho em palavras. Em todo momento há um conto escondido, uma poesia pela cidade cinza, uma narração contada por barulhos, o escritor esperto faz texto de borboleta voando, silêncio adormecido, ruínas, aspirador, dia de domingo. E é isso, um ladrão diário.

E como ladrona do cotidiano, deixo esse conto, percebido pela observação dos meus dias.

“MARASMO”

Helena caminha sem sentidos, com um vestido de flores mortas, anda se arrastando por obrigação, devaneio. Atravessa as avenidas sem se preocupar com a velocidade dos automóveis. O ar acinzentado pairá em sua face e camufla em seus poros.

Se alimenta com refeições das propagandas enganosas da televisão, não sentindo o sabor e engolindo por pura necessidade fisiológica, seus livros são alimentos das traças, seus discos estão sendo arranhados pelo tempo, não escuta as melodias dos pássaros, acredita nas verdade mal contadas e tem sempre a mesma opinião dos assuntos. Está acomodada, seu corpo não sente endorfinas, e não dança as musicas pulsantes, seus desejos foram ofuscados pelo conforto, suicida diária. Já não sabe o que é sorrir, amar.

Deita em seu quarto e sente-se parte de sua cama, imóvel, como poeira esquecida.

Ela até que gostaria de sentir as cores vibrantes das pinturas dos museus, mas se contenta com as cores foscas do seu dia a dia. Alma vazia, se esvazia a cada dia, ausência de vida, remoto controle, uma realidade sem suspiros, sem sorrisos. A vida escorrega pelos seus dedos e ela não se preocupa, se afoga em dormências miseráveis de sentimentos.

Helena queria sentir a gravidade dentro de si, voar, mas se contenta em caminhar pela escadaria velha, passo a passo de cabeça baixa. Repete seus passos como uma oração, anda em círculos repetidos, repetindo cada minuto de sua falsa eternidade. Suas palavras ecoam um monólogo, um terremoto de escassas afirmações, suas veracidades egocêntricas.

Helena é um reflexo desses humanos que não vivem, simplesmente existem, que caminham sem reparar nas belezas diárias.

Beijoos.

HUMOR: Chegou a vez DELAS!

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

No post passado, falei sobre as comédias que tinham como enredo a vida de mulheres modernas de uma forma cômica. A querida mafagafa e leitora, (tia) Anabella Ferrarini, lembrou em seu comentário da série que leva o nome de uma comediante que vem se destacando sobre os roteiros que assina e também com seu talk show, Whitney Cummings.

Para poder pedir desculpas por esse erro, resolvi fazer um post sobre dez comediantes nacionais e internacionais que mais se destacam fazendo mafagafas e brotos rirem.

Confesso que foi complicado de fazer, afinal a maioria dos indagados não se lembravam de mulheres que atuam nessa área. Os maiores conhecidos eram os homens, achei um absurdo, porém me lembrei de uma entrevista da Tata Werneck na Marília Gabriela onde ela contava que realmente esse ramo da atuação é meio machista e é complicado ver mulheres sendo consideradas estrelas.

Vamos agora refrescar a memória dos esquecidos, apresentar para aqueles que não conhecem e também reforçar o porque essas mulheres são ótimas na arte de fazer rir, para aqueles que curtem o trabalho delas.

Dividi esse post em cinco mulheres internacionais e cinco nacionais. Vamos começar pelo território brazuca:

A eterna Cornélia de Toma Lá Da Cá

A eterna Copélia de Toma Lá Da Cá

Arlete Salles: Pode-se dizer que essa mulher nascida em 1942 é ainda hoje uma das maiores atrizes brasileiras. Além de fazer teatro, cinema, rádio (na época das radio novelas) e televisão. Quem não se lembra de uma de suas personagens extravagantes e super engraçadas na rede globo de comunicação? Um dos mais lembrados é a Delegada Fransisquinha em Pedra sobre Pedra e claro não poderíamos esquecer a perúa, periguete e louquíssima Copélia de Toma Lá Da Cá.

 

A Über modelo mais louca do mundo

A Über modelo mais louca do mundo

Ingrid Guimarães: Quem nunca ouviu falar da Ingrid Guimarães? Não deve ser desse país ou do mundo. A moça foi a modelo Leandra Borges na Escolinha do Professor Raimundo, depois fez o mesmo papel no Fantástico. Além de interpretar a sócia de Heloísa Périssé, no Sob Nova Direção. Atualmente ela está em cartaz com a peça Cócegas, o qual o roteiro foi escrito por ela mesma e conta com a atuação da amiga e humorista, que já falamos aqui, Heloísa Périssé. E também no filme De Pernas Pro Ar 2 com a Maria Paula.

 

A mulher de terno e gravata!

A mulher de terno e gravata!

Monica Iozzi: Ela é a mulher entre o bando de machos do CQC. É isso mesmo que você leu, ela é a responsável por representar nós mulheres no meio de nada mais e nada menos que Marcelo Tass, Felipe Andreoli, Marco Luque, Maurício Meirelles, Ronald Rios. Começou a participar do Custe o Que Custar a partir de 2009, depois de ganhar o concurso para o oitavo integrante do programa, mas começou a carreira antes disso, fazendo Artes Cênicas na Unicamp.

 

A baixinha da MTV

A baixinha da MTV

Tatá Werneck: Essa publicitária também é formada em Artes Cênicas e foi chamada para fazer parte do DEZImprovisa, que era um extensão do DEZnecessários. Até que seus colegas de palco, Paulinho Serra e Rodrigo Capella. Atualmente ela faz parte do elenco do programa Comédia MTV e do Trolalá. Além desse currículo, a moça também tem um projeto paralelo, Os Inclusos e os Sisos, que é a primeira iniciativa voltada para deficientes, visando a acessibilidade dessas pessoas no teatro. Por último podemos dizer que é considerada a mulher do momento no que se diz respeito ao humor e ao stan up brasileiro. No cinema seu filme mais recente é com outra senhora que está nessa lista, De Pernas Pro Ar 2 com Ingrid Guimarães.

 

Humor no trabalho e no amor

Humor no trabalho e no amor

Dani Calabresa: A loira é amiga de infância de Danilo Gentili e esposa do Marcelo Adnet. Mas olha que vida chata que essa comediante deve ter. É uma das integrantes do Comédia MTV e também do Furo MTV, onde divide a cena com o Bento Ribeiro. Em 2011 foi considerada uma das brasileiras que mais se destacaram, pelo poder, pelo trabalho e pela capacidade de mobilizar/inspirar. Para este ano, dizem, por ai, que ela será a mais nova integrante do CQC na Band e também poderá ter futuramente um programa só dela.

Deixando de lado nossas divas nacionais, vamos dar um hello para as gringas:

 

Mulher do humor sincero e inteligente

Mulher do humor sincero e inteligente

Whitney Cummings: É a uma das responsáveis pelo roteiro de Two Broke Girls e também pelo Whitney, série a qual estrela e tem como tema a sua vida. Além disso, é conhecida nos estados unidos pela comédia de stand up e por participar do programa de sua amiga e também humorista Chelsea Hendler. No final de 2012 as duas começaram um novo projeto, produzida por Chelsea, o talk show Love You, Mean It. Tem aquele humor cheio de duplo sentido, divertido, espontâneo e sem papas na língua. O seriado Whiney é uma das suas grandes sacadas porque mostra a vida de uma mulher moderna, que trabalha, tem amigos e também vive desaventuras amorosas.

 

A loira da língua afiada do canal E!

A loira da língua afiada do canal E!

Chealse Handler: Essa loira é conhecida como escritora, comediante e apresentadora. Atualmente é produtora do programa da Whitney Cummings, produtora e apresentadora do Chelsea Lately e roteirista da série Are You There, Chelsea?, que é baseado em um dos seus livros auto biográficos. O seu humor é meio ácido, sem papas e tem o costume de tirar o bom sarro das celebridades e dos programas de televisão. Em seu Talk show costuma receber outros três comediantes para satirizar a vida hollywoodiana e no final uma rápida entrevista com celebridades.

 

A girl do momento

A girl do momento

Lena Dunham: A ganhadora dos dois prêmios mais cobiçados pelos concorrentes no Golden Globe 2013 (melhor atriz de comédia e melhor show de comédia). É a nova queridinha quando se trata de humor nos Estados Unidos. Lena é a criadora do fantástico seriado Girls, produzido pela HBO. Essa garota de apenas 26 anos é roteirista, atriz e também cineasta. Para aqueles que conhecem o seu seriado, sabem que ela é a protagonista e que quis fazer algo totalmente anti Sexy and The City, nesta versão as 4 amigas estão em Nova York, porém tentando se adaptar a esse estilo de vida.

 

"Deusa" da comédia americana

“Deusa” da comédia americana

Tina Fey: OMG! O que dizer da Tina Fey? Ela é simplesmente fantástica! Uma das roteiristas e antiga participante do elenco de Saturday Night Life e roteirista e atriz de 30 Rock. Não tem como dizer que ninguém a conhece, se você é uma dessas pessoas, só poderia estar fora desse planeta ou então em uma ilha deserta no meio do nada. Tina Fey é um fenômeno da comédia americana nos últimos anos. Podem achar que é um exagero, mas olha a lista de premiações de Fey:sete Emmy Awards, três Golden Globe, quatro Screen Actor Guild Awards, quatro Write Of America Awards, um “Animadora do Ano” pela Associated Press e uma nomeação ao Gremmy Award pelo livro Bossypants. Além disso, esse ano apresentou o Gonden Globes ao lado de Amy Poehler, marcando assim a primeira vez que o prêmio é apresentado por uma, ou melhor, duas mulheres.

 

A semi deusa do humor americano

A semi deusa do humor americano

Amy Poehler: É a coleguinha de Tina Fey, aquela que arrasa e faz todo mundo rir quando estão juntas. Mas é conhecida por ser roteirista, comediante, atriz e produtora. Ficou mundialmente conhecida por seu trabalho em Saturday Night Live, atualmente está na série Parks and Recreation. Os dois filmes mais conhecidos que participou foram Mean Girls, produzido por Tina, e o Mama Baby, que foi estrelado também ao lado da amiga. Destaque pelas duas indicações ao Emmy e também por ser uma das apresentadoras do Golden Globes 2013.

http://www.youtube.com/watch?v=ZeQssS61_mg

Para finalizar e deixar um gostinho para vocês do que foi ver um pouco de Tina Fey e Amy Poehler no Golden Globes:

Ráh! Primeira vez que duas mulheres apresentam a premiação.

Ráh! Primeira vez que duas mulheres apresentam a premiação.

http://www.youtube.com/watch?v=LQdpW_hZfik

Beijo e um tapa na cara dos comediantes homens, porque as mulheres estão ai para nos fazer rir lindamente!

Seriados de humor femininos que não podemos deixar de assistir

Sexta-feira é um ótimo dia para sair e ir no cinema, porém como esta é a primeira sexta do ano e a maioria ainda sofre com os desfalques bancários que aconteceram por causa das festas de Natal e Reveillon, decidimos que nada seria melhor do que ligar a televisão ou o computador e curtir seriados com a galera.

Que tal então se as séries escolhidas fossem humorísticas, atuais e tivessem como tema central o cotidiano feminino? Maravilha! Escolhemos então as 5 séries que passam atualmente na telinha e que nos matam de rir.

Muita hora nessa calma, porque não tem posição, já que não conseguimos escolher qual seria a melhor de todas.

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1-      Aline: A série é tupiniquim, o que quer dizer que foi feita aqui no nosso querido Brasil! E retrata a vida da Aline, aquela dos quadrinhos do Adão Iturrusgari (quem não conhece o cara deve procurar, ele também é o responsável pela Kiki, aquela que saia na revista Capricho), que tem dois namorados. A série era estrelada pela Maria Flor, Pedro Neschiling e Bernardo Marinho.  Ela durou duas temporadas e foi retirada do ar porque os conservadores fizeram um protesto por achar que a cena que fez alusão a um swing não era adequada para o horário. Uma pena, diga-se de passagem.

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2-      2 Broke Girl$: Se for pela história pode ser um pouco previsível e até dar aquele ar “de novo algo falando sobre isso”, mas não vá pela “história”, já que os criadores do sitcom, Whitney Cummings e Michael Patrick King, tiveram uma boa sacada de humor unido a bela interpretação de Kat Dennings e Beth Behrs deixam ela ainda melhor. Se estão curiosos para saber a “historía”senta que ai vai: Max Black (Kat Dennings) vive no Brooklyn e está praticamente falida, afinal, mesmo trabalhando como garçonete vive no vermelho. Já Caroline Channing (Beth Behrs) é uma ex-socialite que perdeu tudo. As duas passam a morar e trabalhar juntas e por incrível que pareça as diferenças fazem as duas ganharem o pão de cada dia e ainda conseguir guardar um caixinha.

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3-      New Girl: Conta com a linda da Zooey Deschamel como Jess Day, que pega seu namorado na cama com outra e por isso tem que mudar de casa. Em busca de um lugar para morar ela encontra um apartamento que é dividido por três amigos inseparáveis, Nick que é barman, Winston que era um jogador de basquete e Schmidt que é um conquistador de mulheres. Além de aprender a viver com todos esses “cuecas” ela passa por loucuras juntamente com sua amiga de infância a modelo Cece.

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4-      Drop Dead Diva: uma comédia daquelas improváveis, pelo roteiro é claro. Imagine só uma linda modelo, Deb Dobkins , que morre enquanto está andando em seu conversível e bate em um caminhão e vai para o céu. Lá ela começa a brigar com o anjo da guarda Fred pois quer voltar pra terra, só que no mesmo momento  Jane Bingum, advogada de um grande escritóiro, também morre por um tiro. Então Deb acaba voltando no corpo de Jane, detalhe que a Jane tem o corpo “fora dos padrões”, ou seja, é morena e gordinha. Desde então Deb/Jane tem que aprender a conviver no novo corpo e a trabalhar com o seu noivo, Glayson, que não pode saber que Deb está no corpo de Jane. Totalmente improvável, porém, muito divertido!

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5-      Cougar Town: Essa é a série que trás a eterna Mônica de Friends, Courteney Cox, de volta ao auge das séries de humor. Imagine a seguinte situação: uma bela mulher de uma certa idade consegue ser uma mãe perfeita, trabalhar, sair com os amigos e ainda conseguir um tempo para namorar? Pois bem, Jules Cobb acabou de se separar e quer dar conta de tudo isso. E pra ajudar tem uma amiga que tem quase a idade de seu filho que quer levá-la a festas e tudo mais que garotas da idade dela não fazem mais. Em contraponto ainda tem uma antiga amiga que continua casada e tem um bebê recém nascido que acha tudo isso um absurdo. Além disso, continua uma boa amizade com seu ex-marido, com o marido de sua melhor amiga e com o barman. Sem falar que seu filho acaba sempre se metendo nas loucuras dessa turma.

 http://www.youtube.com/watch?v=R40MXlVSH6I

Agora como Bônus, uma série que ainda não assistimos, mas que já ganhou prêmios internacionais. Ela também foi feita aqui no Brasil e é um projeto da HBO.

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Mulher de Fases conta a história de Graça (Elisa Volpatto) que é recém divorciada e está em busca do novo amor da sua vida. A busca não é nada fácil e ela vai mudando sua personalidade de acordo com cada novo amor. Nessa sua vida cheia de fases, Graça tem o apoio de uma amiga e de sua filha. Além de viver fugindo da super proteção da mãe e das armações do ex-marido.

Esses são as nossas escolhas, espero que curtam essa sexta linda e depois dividam suas Desaventuras conosco! Até mais.

Top Desaventuras de 2012

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Parece que foi ontem que nosso Desaventuras Femininas saiu do seu ovinho e veio brilhar na vida de nós mafagafas. Claro, nem tudo é feito de rosas nessa nossa comunidade de mafagafinhas. Foram várias conversas sobre os posts, o que deveria ou não ser escrito, entrada e saída de mocinhas e claro muita pegação no pé daquelas que eram mais desligadas e esqueciam os dead lines, em conseqüência o post.

Mas isso é normal, são detalhes que ficam por trás da cortina do espetáculo e vocês Desaventurados não sabem que acontece. Só confesso nesse momento que dá um trabalhão gigantesco para colocar o que acreditamos ser melhor para vocês desfrutarem. Afinal, sabemos que nosso público é muito exigente e tem um gosto daqueles bem críticos e até mesmo “venenoso”. Por isso os adoramoooos! *-*

Chega de espera e vamos as escolhas dos melhores posts de 2012:

– O primeiro em escolha foi o Sexunga, o único post que temos sobre sexo, sim literalmente destacamos o que nossas mafagafas não curtem na hora da pegação.

– Já a segunda escolha foi o Femme Fatale: Personagens marcantes na história do cinema, o qual fala sobre as mulheres mais fatais do cinema, essa escolha foi por ele ser o Primeiro Post do Desaventuras, ou seja, ele é bem especial para as idealizadoras, já que é o inicio de tudo.

– O terceiro no coração é o Modificação Corporal e o Mercado de Trabalho,ele conta inclusive a opinião e um pouco da história daquelas mafagafas que tem modificações corporais e trabalham com isso e como foi a situação em entrevistas e tudo mais.

– Quarto na nossa colocação é o Aumento Abusivo das Tarifas no Transporte Público, essa escolha mostra que nós mafagafas também estamos ativas nas questões de nossa cidade. Afinal somos como todos e também utilizamos o transporte público de Foz, que está péssimo e mais caro do que em muitas capitais do Brasil.

-O quinto colocado conta é aquele que mostra a interação entre as culturas em nossa cidade, o qual demos um pouco de espaço para que amigos pudessem falar sobre como e ser árabe em Foz e ver as constantes batalhas no solo palestino, O outro Lado da História, contou com a colaboração de um broto e uma mafagafa escolhidos a dedo para nos falar sobre isso.

E um bônus especial de dois posts ligados:
#ViradaCultural tira Mafagafas de casa, o qual contamos o lado bom e o ruim de termos dois dias destinados a cultura em Foz do Iguaçu. Esse post conta com foto de uma Mafagafa dando uma de grupie!

Fui ao show da Lady Gaga e só Deus pode me julgar! Esse conta as desaventuras de uma mafagafa na ponte aérea e também na cidade grande sozinha.

Os posts que estão no nosso top top (Olha a MTV ai gente) foram uma mistura de consulta aos leitores amigos e aos colaboradores, vulgo brotos e mafagafas que integram a “família desaventurada”. Caso você tenha outra preferência, solte seu veneno e nos conte ai.

Cinema de fim de ano

Final do ano todo mundo tem um tempinho de folga, nem que seja a semana entre o Natal e o Ano Novo. Por isso porque não reunir os amigos ou a família para ver aqueles filmes que nos lembram essa época do ano? O Desaventuras separou algumas dicas de filmes legais para curtir nessa época do ano. Então ligue a televisão, pegue o saco de pipocas, sente no sofá e aproveite.

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Franquia “Esqueceram de mim”, no total são quatro filmes. Sendo que o primeiro saiu em 1990 e tinha como estrela o então ainda pequeno Macaulay Culkin. O longa foi dirigido por Chris Columbus. A história todo mundo conhece, é aquela onde o garotinho de oito anos é esquecido pela família nas férias de Natal e passa por muita confusão, inclusive espantar os ladrões que tentam entrar na casa.

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O estranho mundo de Jack, é um filme produzido e co-escrito por Tim Burton (*-*) e dirigido por Hery Selick. Essa animação além de ter todas as características de Burton ainda conta a história de Jack Skelling que vivia na “Cidade do Halloween” e abriu uma porta para a “Cidade do Natal”. Nessa história existe o amor entre a boneca Sally e Jack e até mesmo o rapto do Papai Noel.

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O Grinch, lançado em 2000 o filme tem Jim Carrey interpretando o famoso personagem de um dos livros do Dr. Seuss, no qual a fábula de Natal se passa dentro de um bloco de neve. O Grinh que lá vive é mal humorado e quer acabar com o Natal, o que colocaria a felicidade das pessoas em risco. Então a pequena Cindy Lou Who tenta convencê-lo de que isso não seria o certo a fazer.

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New Year’s Eve (Noite de Ano Novo),  o longa metragem tem um elenco bem estrelado. Ele conta com Sarah Jessica Parker, Jessica Biel, Zac Efron, Michelle Pfeiffer, Robert De Niro, Halle Berry, Jon Bom Jovi, Sofia Vergara, Ashton Kutcher, Lea Michele, Hilary Swank, Abigail Breslin e muitos outros. A história é meio clichê, conta a história de vários personagens que são interligados de alguma maneira pela noite de Reveillon.

"DISNEY'S A CHRISTMAS CAROL"

Os Fantasmas de Scrooge, é uma animação de 2009,baseada no conto dos Fantasmas do Natal. O velho ranzinza Ebenezer Scrooge está cada dia mais mal humorado pela proximidade do Natal. Além disso, ele passa a desprezar seu fiel assistente, Bob Cratchit e seu sobrinho Fred. Este milionário que não possui nenhuma emoção e só pensa em dinheiro é visitado na noite de Natal pelos três fantasmas natalinos, o passado, o presente e o futuro e é obrigado a repensar na sua vida e fazer novas escolhas.

Além desses, existem outros diversos filmes que tem como temática essa época do ano. Caso conheça algum e queiram ajudar a completar a nossa lista, fiquem a vontade. No mais, vamos saindo daqui e curtir um pouco desses filmes.

Uma Jornada Inesperada – CUIDADO SPOILERS

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A espera foi grande, mas finalmente consegui entrar na sala de cinema sentar e desfrutar do melhor filme do ano! (eu acho pelo menos). O enredo foi típico de Tolkien, onde cada detalhe na história tem um grande significado. A fotografia do filme era impecável e esse foi o primeiro filme em 3D dos últimos tempos que não era só a legenda e sim as imagens todas, principalmente nas cenas onde tinha a impressão que as rochas caiam sobre a platéia.

Se os dois próximos filmes da junção entre Peter Jackson e Tolkien continuarem seguindo o mesmo padrão poderemos sim ver mais um chuva de Oscars e outros prêmios destinados a essa Trilogia. Sei que estou sendo muito passional neste texto, mas sou bem crítica em relação a alguns pontos, mesmo quando não tenho admiração nem carinho pelo diretor ou pela própria história. Lembro-me de “Avatar”, todos falavam horrores e eu não achei tudo isso que falaram.

Voltando para “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada”, a ideia de iniciar o filme com uma pequena mistura de Senhor dos Anéis foi espetacular. Afinal, aqueles que não sabem ou que estão começando a ter interesse agora, precisavam entender qual a ligação das duas histórias. E parabéns de verdade por esse contexto. Afinal, podemos ver o Frodo na Toca, curioso para saber o que seu tio, Bilbo, está escrevendo e também ansioso para a chegada do Gandalf.

Na telona não teve tantas batalhas como o esperado, mas era o primeiro da trilogia e por isso sempre há uma explicação da história maior do que as grandes batalhas, porque precisamos conhecer cada personagem e compreender os lugares no enredo.

Estou me segurando para não dar mais spoilers por isso só vou dizer mais uma coisinha: A cena em que Bilbo encontra o Smeagol e o anel é maravilhosa! O que é o jogo de adivinhação no qual os dois se enfrentam? E quando o pequeno hobbit utiliza o anel pela primeira vez com a trilha sonora da trilogia do Senhor dos Anéis?!

Olha, pra terminar com esse texto onde conto quase tudo, só posso dizer para vocês correrem para o cinema e aproveitar essa delicia de filme, garanto que não vão se arrepender. E depois quem sabe vocês compartilhem esse amor pelo filme comigo.

Para aqueles que já viram o filme, espero comentários para poder saber a opinião de vocês.

Até a próxima jornada.

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