O tal do TCC e o Questionário: Um pedido de ajuda

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                 P-R-I-O-R-I-D-A-D-E-S! É esse o motivo que nos faz ficar longe do que gostamos. No meu caso foi a escrita. Afinal, “eu cresci e agora sou mulher, tenho que encarar com muita fé” LIMA, Sandy.  Brincadeiras a parte acho que a maioria das pessoas um dia teve que escolher entre fazer algo que curtia e uma responsabilidade. E acredito que uma boa parte de quem lê esse blog já passou ou vai passar pelo tão temido Trabalho de Conclusão de Curso. E essa é a minha vez de noites mal dormidas, comer até passar mal na frente do computador, olhar pro nada com lágrimas nos olhos e arrancar todos os cabelos possíveis da cabeça.

Confesso que quando escolhi o tema fui direto para algo que eu gosto e que pensei que ajudaria a não ter que abrir mão de nada, mas erro meu. Afinal com a correria pra achar os livros certos, escrever a tese, fazer pesquisas, trabalhar (no começo do TCC eu era uma pessoa trabalhadora), monitorias e descobrir que estava grávida e por isso passava mais tempo não comendo, com tontura e tudo mais acabei tendo que me afastar do Desaventuras. Mas ele continuou diariamente na minha vida através da monografia, sim mafagaf@s o caso que analiso no meu TCC de jornalismo é o blog Desaventuras Femininas.

A ideia inicial era simples, analisar como o leitor vê o blog e o feedback que recebemos através dos comentários, mas analisando tudo percebi que a maior concentração de postagens e desse retorno que vocês nos dão é pelas redes sociais, mas precisamente pelo Facebook, o foco foi mudado e agora analiso como as mídias sociais interferem na  interação com o leitor. E é por este motivo que venho humildemente pedir a ajuda de vocês para a pesquisa/questionário. É simples, rápido, a maior parte das perguntas é de x e juro que não dói nada. Então se você tem bom coração e quiser ajudar é só entrar neste link http://migre.me/eYMSG e responde-lo. Caso você tenha uma alma ainda mais bondosa e souber de algum amigo que lê/conhece o blog e quiser contribuir agradecerei também E prometo ajudar quando for sua vez de passar por tudo isso, e se você já passou por isso, olha te entendo como ninguém. O trabalho não é tão complicado, mas é chato e cansativo, mas no final ter o diploma na mão (mesmo em uma área que o diploma não é necessário) vale a pena.

Mais uma coisinha antes de voltar a programação normal por aqui: O questionário vai ser feito até o dia 15 apenas, já que dia 20 de junho tenho que protocolar ele na faculdade.
Obrigada mesmo por colaborar e continuar nos acompanhando nesse tempo de posts reduzidos. Prometo que vou me dedicar mais aos textos e ao blog quando isso terminar, quem sabe até faço algum sobre como está sendo esse período de pré-mãe né?! Enquanto isso vou voltar a ser um zumbi…

 

 

dois

Certas coisas

– Você o viu?

– Quem?

– O alto?

– Uhum.

– O que achou?

– Simpático.

– Simpático? Só?

– Alto também.

– Entendo.

– Pois é. E o outro? Quem era?

– Apolo.

– Sério? – risos

– Sim. O pai dele tem uma queda por história e três pela Grécia antiga.

– Saquei. Apolo e Alto? – Mais risos.

– Não, idiota. Apolo e Marcos. Combinam não?

– Ao que parece, sim. Mas então, qual é o problema?

– Não sei o que escolher.

– Entre?

– Pessoas.

– Vish. Não podia ser simplesmente entre duas peças de roupas?

– Quem dera. Não sei o que fazer. Estipularam um prazo, mas essas coisas não devem ser decididas sobre a pressão de uma data. Todo mundo sabe.

– Menos Jon e* Snow – risos – Agora, falando sério. Qual é o problema entre escolher?

– O problema é que gosto dos dois.

– Como assim? Ninguém gosta de duas pessoas ao mesmo tempo e na mesma proporção.

– É eu sei. Mas eu gosto.

– Isso é estranho. Talvez você devesse escolher o que mais combina contigo

– Pois é. Mas veja Marcos e Apolo.

– O que têm eles?

– São completamente diferentes.

– Como assim?

– Um é Flamenguista, ouve sertanejo e trabalha com contabilidade. O outro é fluminense, adora música clássica e é administrador. Marcos vai à academia todos os dias, tem um Iphone e gosta de roupas caras. Apolo diz que o melhor exercício do mundo é andar pelo parque carregando um livro até achar sombra suficiente em baixo de uma árvore, para sentar e ler. Consegue entender?

– Acho que sim. Você quis dizer que os dois são totalmente contrários?

– Exatamente e, no entanto, vivem uma das relações amorosas mais bonitas que já vi.

– Não sabia que namoravam. Que fofos.

– Uhum. São lindos mesmo. Mas voltando ao meu problema. Preciso escolher entre duas pessoas que me completam de diferentes formas e não sei o que fazer.

– Talvez deva escolher a que você goste mais.

– Gosto das duas.

– E do gosto também?

– Como assim?

– Do gosto ué. Tem gente que tem gosto de café, baunilha, hortelã, cigarro. Eu mesma costumo avaliar se gosto ou não de alguém pelo gosto da boca dela.

– Credo, que maneira estranha de saber as coisas.

– Melhor do que não saber, não é?

– Talvez.

– Talvez você deva tentar. Ou como já dizia o poeta, talvez você deva seguir o caminho que tem mais coração.

– Mas como saberei com qual dos dois trilharei esse caminho?

– Nunca saberá – risos.

– Do que está rindo?

– Acho engraçado o fato de batermos a cabeça sobre algo que não temos nenhuma certeza se dará certo ou não. E de que quando tomada a decisão, sempre haverá aquela dúvida ecoando no fundo da mente “e se?”.

– Não acho graça.

– Pois é melhor começar a achar. A vida tem o dom de nos pregar peças desse gênero.

– Você não me ajudou.

– Nunca disse que a ajudaria.

– Mas sempre disse ser minha amiga.

– Nunca disse que não seria.

– Então por que não me ajuda a decidir?

– Porque há coisas do coração que somente nós mesmas podemos resolver.

Vinte e poucos anos

Eis que eu tive uma ideia brilhante:

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Recentemente li em algum blog que ter vinte e poucos anos é como ser da classe média, explico. Você está entre duas faixas “bem” definidas, aqueles que adorariam ter seus privilégios e os outros dos quais, por sua vez, você inveja a posição.

As vantagens de se ter vinte e poucos anos é ter relativa autonomia quanto a onde, quando e com quer ir. Bem com voltar. Em suma – isso de ir e vir sem dar explicações – é exatamente como eu pensei que seria aos 14. É lindo e eu adoro, também não reclamo de pagar minhas contas e afins.

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O chato de ter vinte e poucos anos é ver suas ilusões diminuídas. Olha, não estou reclamando do destino, mas com a idade que eu tenho já era pra eu ter recebido o Nobel de Literatura. E, claro, minha vida teria virado um filme. Muito provavelmente a atriz escolhida para me representar ser a Maria Flor, isso na versão nacional do filme né?! James Franco também ia querer fazer sua ~ homenagem ~ a mim. Enfim, era isso que eu merecia.

Infelizmente, parece que o mundo não sabe apreciar a minha literatura tanto quanto minha mãe.Outro problema que se tem aos vinte e poucos anos é ser uma pessoa que se quer livre do “jugo do dinheiro”. Isso porque ninguém em sã consciência quer ser escravo do vil metal, mas todo mundo quer viver de um modo minimamente confortável.

Cheguei à conclusão que para viver sem preocupações com dinheiro é preciso ter muito dinheiro. Chato né?! Ainda não tenho opinião muito clara sobre essa questão e isso é um problema, já que eu tenho vinte e poucos anos e deveria ser uma adulta bem resolvida com uma carreira brilhante. Continuo achando que é esse problema da humanidade de só reconhecer seus gênios tardiamente.

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Felizmente (?) as pessoas sempre têm as respostas para a minha vida – para a delas não -. “Menina, você precisa procurar outro emprego. O que falta pra você é um namoradinho. Pare de mudar de ideia, você tem que amadurecer. Deixe o cabelo crescer. (ad nauseam / ad infinitum). Uma querida teve a pachorra – adoro essa palavra – de me dizer: MAS VOCÊ JÁ TEM VINTE E POUCOS ANOS JÁ DEVERIA SABER O QUE QUER DA SUA VIDA.

Euzinha linda respondi: Eu sei exatamente o que quero da minha vida, é que eu quero muitas coisas. Depois fiquei pensando que é essa a graça de ter vinte e poucos anos é poder se reinventar. Aliás, essa é a coisa linda e bacanuda da vida, poder se reinventar até pra depois dos cento e pouco.

E o que eu quero agora é mais ou menos isso:

vinte e poucos anos

 

POR QUE?

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REVIRAVOLTAS E AMOR

O corpo cansado, ferido, agitado pela mente agora inquieta

Luta, resiste, mas parece quase impossível continuar em pé.

Músculos doloridos desejam movimentos fortes, ágeis,

Mas apenas roçam em caricias de ódio.

O coração assustado se nega a sentir, se esconde

E a mente se afasta do mundo.

 

Um rosto

Sorridente, olhos profundos

Aos poucos desperta algo oculto,

Transforma o líquido gélido das veias e artérias em fogo vivo.

Os ferimentos são consumidos pelo calor escaldante que toca a alma

Movimentos retomam força e agilidade o corpo revive.

O coração não resiste, arrisca novamente se deixa levar,

A mente aconchegada  se acalma,

Passado o tempo, o tempo do passado desaparece.

Aquele um solitário, machucado e ferido, em fim tornou-se dois.

 Stephany Mencato.

Alguém que havia decidido não acreditar em relacionamentos encontra alguém que sonha com um futuro. A ansiedade e a paixão se chocam com a calma e o carinho. A insegurança e o medo de compromisso perdem espaço no dia a dia e é impossível imaginar uma vida sem aqueles olhos por perto.

Como dois corpos podem combinar tanto? Simplesmente combinam ou não, existem pessoas e pessoas. Biologia, Química, Psicologia, Poesia? Quem poderia me explicar com certeza por que essa pessoa?

“São três os estágios da paixão. O primeiro se caracteriza pela busca de satisfação sexual, quando o principal hormônio responsável é a testosterona, tanto no homem, quanto na mulher. O segundo é a atração física, caracterizado por um estado de euforia e grande felicidade, quando não se consegue enxergar defeitos no outro. E, por fim, o terceiro estágio é o estabelecimento do vínculo duradouro e a transformação ou não da paixão em amor…’O outro é encarado como a grande fonte de prazer, que o cérebro identifica sempre que está perto. Por isso, quando há afastamento há insegurança, dúvida, conflito. A química cerebral é semelhante a um vício‘… A escolha do par passa pelos cinco sentidos… À medida que a aproximação acontece”.  http://www.amorebobagens.com.br/noticias/93-materias-sobre-biologia-do-amor-na-folha-de-londrina

o-que-é-o-amor

“Na verdade o amor é química! Todos os sintomas relatados acima têm uma explicação científica: são causados por um fluxo de substâncias químicas  fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias estão: adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas”. http://biologiacomoideologia.blogspot.com.br/2011/05/quimica-do-amor.html

“O amor não é um sentimento, não é uma sensação ou um estado de espírito.
É um milhão de coisas diferentes ao mesmo tempo.
É um turbilhão de conceitos rodopiando dentro de nós.
Com tanta força nos acertam que transformam o mais forte e feroz dos homens no mais terno cordeiro.
É capaz de derreter a mais sólida mulher no mais doce e vulnerável néctar das abelhas”. http://prosador.blogspot.com.br/2003/11/explicao-do-amor.html

Em meio a tudo isso nem uma das explicações me parecem suficiente, de algum modo esse vício chamado AMOR é incontestável, inexplicável para um apaixonado e incompreensível para quem nunca amou.

Aonde quero chegar com este texto não tenho certeza, mas entre tantos debates e ideias que todos os dias percorrem nossa mente por que não dispensar um tempo para conversamos  sobre algo que não seja  violência, preconceito, injustiça e pensarmos sobre algo que é tão pessoal e intransferível quanto o mais forte de todos os sentimentos?

É maravilhoso olharmos para dentro e nos vermos repletos de amor, pensar ao menos por um momento NAQUELA pessoinha, lembrar DAQUELE amigo ou DAQUELA amiga especiais.

Estamos sujeitos a tantas mudanças e reviravoltas todo o tempo, e podemos até não escolher quem amamos, mas escolhemos quem mantemos ao nosso lado e somos escolhidos para estar ao lado de alguém.

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Então por que não dizer a essa pessoa que te faz tão bem: “independente do tempo ou da distância eu te escolhi para estar ao meu lado nessa vida, nesse momento e essa foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado,   é maravilhoso que você também tenha me escolhido e que possamos seguir juntos”.

Como já dizia Renato Russo “é preciso amar as pessoas como se não ouve-se amanhã, por que se você parar pra pensar, na verdade não há”.

Maria da Penha, força e coragem em combate à violência doméstica

O tabu que considera a mulher ser do sexo frágil já foi quebrado há muito tempo. As mulheres não apenas são capazes de fazer atividades masculinas, mas conseguem aguentar certas coisinhas a mais que os homens nem conseguem imaginar.

Mas se tratando em aguentar dores e sofrimentos, nem tudo são flores. Existem muitas mulheres que sofrem agressões domésticas o tempo todo. Atualmente a cada 2 minutos, cinco mulheres são espancadas no Brasil. Dentre elas, a homenageada do dia é a cearense Maria da Penha Maia Fernandes, mais conhecida por Maria da Penha.

Maria_da_Penha_PassaporteMaria da Penha era como a maioria das mulheres, tinha um bom emprego e aparentemente um bom casamento. Quem poderia imaginar que um professor universitário de economia poderia aterrorizar a vida dela para sempre. Ele tentou matá-la duas vezes, tendo a primeira deixado-a paraplégica. Não contente, ele tentou uma segunda, jogando ela dentro do chuveiro e tentar eletrocutá-la. Na primeira tentativa ele alegou pensar estar sendo vítima de assalto.

O agressor Marco Antonio Herredia Viveros foi a júri duas vezes, primeiro em 1991 quando os advogados conseguiram a anulação do julgamento. A segunda, em 1996, foi condenado a oito anos de prisão, mas os advogados entraram com recursos e cumpriu apenas dois anos. Atualmente ele está em liberdade.

Maria da Penha luta até hoje contra os crimes de violência à mulher. Ela é coordenadora da Associação de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV); e também escreveu o livro “Sobrevivi… Posso Contar”, narrando a própria história.

Maria da PenhaO caso Maria da Penha ganhou repercussão internacional quando denunciado a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), assim o governo brasileiro sancionou a lei 11.340, em 2006, levando o nome dela. Precisou de 20 anos para que a mulher que confiava no marido pudesse enfim conseguir justiça.

Mas, depois de toda essa história é difícil acreditar como os homens ainda vivem na Idade da Pedra. As mulheres já se viram em mil para trabalhar, estudar, cuidar da casa e fazer um agrado aos maridos e namorados, e muitas recebem o mesmo que a Maria recebeu. Nenhuma justiça no mundo pode trazer os movimentos das pernas dela, mas os homens deveriam parar de imaginar que as mulheres devem fazer as suas vontades e cuidar da pessoa que mais faz de tudo para ver o lar em harmonia.

Maria da Penha é a guerreira que proporcionou a muitas mulheres a oportunidade de condenar os agressores. Poderia ser de outra maneira, mas nas duas tentativas de homicídio, ela conseguiu sobreviver para mostrar que essa realidade, infelizmente, invade muitas casas no Brasil.

As mulheres não deveriam precisar de leis e datas especiais para serem lembradas como tais. Elas precisam de igualdade e respeito, assim como todos os outros. Mulher sexo frágil, não mais. Homens que não merecem o titulo de “homem”, existem aos milhares.penha

Você é você mesmo ou só quer se enturmar?

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Desde ceddo, temos a necessidade de nos enturmar. Ou talvez, essa necessidade seja imposta, não se sabe. O certo é que você precisa conviver socialmente, ter amigos, ter contatos e estar sempre rodeado por outras pessoas – caso contrário, as pessoas vão achar que você tem distúrbios e sempre que tiverem uma oportunidade vão te atacar.

Nesse cenário, mesmo que a coisa seja contraditória, é preciso se destacar. Afinal, você quer fazer parte de um grupo, mas quer ser único, original e diferente. E aí, começam as confusões na sua cabeça. Como ter personalidade própria sem gostar ou vestir ou ouvir ou assistir o que os outros gostam, vestem, ouvem e assistem?

É assim que surgem dois grupos de pessoas: as de muitos amigos e as de poucos amigos.

No primeiro, estão aqueles que gostam das mesmas coisas, se vestem do mesmo jeito e curtem o mesmo estilo de música, filme e livros, mas são diferentes, cada um à sua maneira. Um dia aparecem com um calçado que ninguém usa ou colocam um adereço incomum para se destacar na multidão. Aqui, só entram os convidados. Eles fazem um teste e se você tiver as mesmas ideias, concordar com tudo e o que você disser eles acharem bonito, você faz parte do grupo.

No segundo, estão pessoas tentando se encontrar. Elas não sabem ao certo do que gostam, porque acreditam que sempre há algo além do óbvio e do que está diante de seus olhos. Cheias de dúvidas, questionam e falam coisas que ‘fogem do padrão’. Até podem gostar das mesmas coisas que as pessoas do primeiro grupo gostam, mas elas não se vangloriam por isso. Sabem que cada um tem o seu direito de escolha. No entanto, como estão sempre a divagar, a imaginar e a tentar se encontrar, elas acabam percebendo que nesse mundo há poucas pessoas com pretensões de liberdades.

ImageLiberdades, no plural sim, porque cada um sabe como ser livre. O problema é que muitos confundem a liberdade e acabam querendo impor suas ideias – afinal, pra ser meu amigo, você tem que pensar como eu. Assim, impõem regras, pensamentos e ideias. É isso o que as pessoas do primeiro grupo fazem. E por incrível que pareça, este grupo está cada vez maior e possui várias vertentes (a sorte deles é que a maioria das pessoas quer se enturmar e sente necessidade de pertencer a ‘algo’). Existem milhares de grupos dentro desse primeiro e maior. Enquanto isso, o segundo diminui e, desesperançado, se recolhe diante de si mesmo, deixando que o mundo do primeiro grupo seja livre. E por quererem também ser livres, acabam em minoria (não as desfavorecidas), justamente porque quiseram ter vida e personalidade próprias.

Quem sabe, um dia, os indivíduos que fazem parte desse segundo grupo se encontrem, consigam ter uma boa conversa e, juntos, caminhem rumo à solidão que lhes revigora a alma, equilibra o espírito e harmoniza as mentes.

As coisas desgastam sem precisar

O ponteiro do teclado na tela estava me martirizando. Não suportava mais vê-lo piscando na caixa de mensagem sem ter uma resposta de desculpa pronta para digitar.

Por mais que eu já tivesse falado que não estava mentindo, não era suficiente.

Acontece que as coisas desgastam. Assim como a pedra que está em contato com o mar por séculos e séculos. Mas a pedra resite quase intacta e nossos corações nem um pouco.

Pois somos feitos de carne, osso e sentimento. Este último item da receita é o que mais pesa, isto porque é imaterial e não dá para entender algo que não podemos tocar.

Não podemos ver, mas podemos sentir. Sentimos pq às vezes arde e nas outras dói muito.

Demais.

Dói apenas pq não sabemos nos controlar.

O pedido de desculpas inicial? Não sei se foi válido e nunca saberei.

Se fui realmente culpado? Pode ser sim que seja culpado por todas as minhas escolhas, até quando não estou errado posso ser ser culpado de algo.