Consumismo é para os fracos

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Nesses corpos nós viveremos, nestes corpos nós morreremos. Onde você investe seu amor, você investe a sua vida.

Eu ia começar dizendo que vida de mulher não é fácil, mas não. Viver em sociedade é que não é fácil. Afinal, as cobranças vêm para todos e de todos os lados. O público feminino, porém, sente sim uma pressão maior, tanto é que você pode reparar: a maioria das propagandas de roupas, calçados, acessórios e cosméticos tem como intenção vender para as mulheres.

E aí, como lidar? Os comerciais mostram mulheres lindas, ‘bem-sucedidas’, maquiadas, magras, bem vestidas, bem calçadas dizendo que só dentro deste padrão é que a mulher tem poder e é feliz. O que é mais fácil? Se render a essa ideia ou sair por aí atraindo olhares (negativos e reprovadores). Sim, porque se você usa a mesma roupa por três dias, você é uma relaxada. Se você usa o mesmo vestido para sair três vezes, você não tem classe. Se você não se maquia todos os dias, você não se ama. Eu poderia ficar a noite inteira aqui falando.

A minha sorte (e é justamente por isso que estou escrevendo este texto hoje) é que eu nunca fui convencida por propagandas. Nunca pedi um brinquedo para a minha mãe só porque eu vi na TV o quanto era legal. Nunca quis uma melissa porque todo mundo usava e a TV dizia que era chique. Sorte dos meus pais. Afinal, não tínhamos dinheiro pra isso tudo – eu poderia fazer um melodrama aqui dizendo que minhas roupas sempre foram usadas (ou presentes da minha) até eu me tornar uma adolescente, mas isso realmente nunca teve importância pra mim, até que…

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Nãããoooooo!

Até que eu comecei a ouvir comentários do tipo “nossa, ela é tão brega” ou “ela até que a bonitinha, mas se veste mal, que nem piá”. E isso, na adolescência, gente, dói. Mas o que eu podia fazer? Me descabelar porque não tinha dinheiro para comprar roupas? Implorar para a minha mãe fazer um empréstimo pra eu me vestir com as roupas da moda?

Não, né? Eu sempre fui levando a minha vida sem me importar. Aí, comecei a trabalhar. Ganhei meu primeiro salário e o que fiz com o meu primeiro dinheirinho? Não, não comprei roupas. Comprei uma bicicleta. Adoro essa história. E o que é que tudo isso tem a ver com vocês? Ah sim, eu escrevo este texto pra você, que como eu, não tem tanto dinheiro assim. Se você pode gastar, querida, nem deveria ter chegado aqui. Vai curtir a sua graninha, vai.

O que eu quero dizer é que sim, temos que ser forte. Afinal, todo mundo quer ter um estilo, uma personalidade, uma identidade. E isso se constrói com o que? Roupas, calçados e acessórios – pelo menos no mundo de aparências onde vivemos, com o qual não concordo e poderia muito bem viver sem. Só que o que muita gente não sabe ou não quer saber é que nada disso importa. Isso mesmo. Existe um ser dentro de você. E ele seria lindo (ou não, até porque não te conheço) em qualquer tribo. Com qualquer vestimenta.

Não estou querendo chegar ao clichê de que você deve se aceitar do jeito que você é, embora isso também seja verdade e necessário. Minha intenção é fazer com que você perceba que se você não tem dinheiro para comprar peças novas a cada três meses, você não vai morrer por isso. Aliás, ninguém vai morrer por isso. O único a sair ferido nessa história toda é o comércio. E a não ser que você seja um comerciante, você não tem nada a ver com isso.

Então, assim ó: por isso o meu título. Sim, o consumismo é para os fracos. É para aqueles que não aguentam a pressão e a cobrança de estar sempre impecável. É para quem acha que o mais importante é a aparência e, o pior, acredita que a primeira impressão é a que fica – isso só acontece se você não encontrar as pessoas por mais de uma vez, porque todo mundo consegue causar uma primeira, segunda e até terceira impressão, sem falar nos casos quando conhecemos alguém por anos e, de repente, essa pessoa se transforma em outra, surpreendente, não?

Outra coisa importante a ser dita: não tem problema nem um você comprar roupas e calçados novos, desde que você não se endivide por isso ou acabe transformando isso em uma neura ou compulsão. Além disso, existem opções alternativas ao consumo com o qual estamos acostumados a lidar. Vale a pena sim, por exemplo, pagar caro em uma peça boa, mas à vista. E você não precisa renovar todo o seu guarda-roupa toda vez que precisar de roupas novas. O mesmo vale para os calçados.

Na verdade, verdadeira, queria encerrar meu post dizendo: o mundo é lindo e cada um pode sair por aí vestido como bem entender, mas…

Pare encerrar, então, pense bem onde você está investindo o seu ‘amor’. Isto é, seus recursos, seja ele o dinheiro ou disposição. Existem coisas melhores e mais importantes que se vestir bem e andar por aí cheio de estilo, não é?

Fui ao show da Lady Gaga e só Deus pode me julgar!

Conforme consta na abertura do blog, o significado de Desaventuras é: surpresa, acontecimento, peripécia e façanha. A intenção das desaventuradas que aqui escrevem, portanto, é justamente compartilhar um pouco desses acontecimentos marcantes ou atividades cotidianas que, de algum modo, possam servir de inspiração/motivação/entretenimento para os brotos e gatchinh@s online.

Como minha estreia no blog – e a pedido da querida Roberta Rodrigues, compartilho com vocês um pouco de minhas desaventuras durante o show da Mama Monster, Lady Gaga, no dia 11 de novembro, no estádio do Morumbi – São Paulo (SP).

Reunindo cerca de 50 mil pessoas, o show concentrou fãs, curiosos e pessoas, pura e simplesmente, em busca de diversão. A partir disso, apresento-lhes alguns comentários a respeito do evento. A intenção, no fim das contas, é dividir observações, na esperança que minhas particularidades e experiências possam cumprir com o objetivo do blog.

Caralho, quanta gente!

Admito que ir a um show em um dos maiores estádios de futebol do país pode ser, realmente, uma experiência emocionante. Aquele papo de sentir a energia do público, ouvir os gritos da galera, admirar as luzes, as formas e a estrutura do lugar, definitivamente, é algo capaz de arrepiar.

Meo, tá todo mundo se pegando!

Honrando a fama de defensora dos direitos homossexuais e, acima de tudo, da bandeira de ser quem você é, o show da Lady Gaga em SP reuniu inúmeros tipos, estilos e gostos em um verdadeiro caldeirão de diversidade – que faria, até você, ter vontade de gritar “I Born this way!”. O mais interessante disso, porém, foi o fato de ninguém ~aparentemente~ se incomodar com os beijos apaixonados de meninas x meninas / meninos x meninos  / meninas x meninos curtindo o show como se não houvesse amanhã. O que pude perceber? Que, realmente, o amor não faz distinção – muito menos, quanto toca uma musiquinha romântica.

Que merda é essa, cara?

Bizarro. Essa, provavelmente, deve ter sido a palavra de ordem para a escolha do figurino de alguns fãs. Se isso foi ruim? Claro que não, afinal, o vestuário de algumas pessoas foi responsável por dar um show à parte e, para exemplificar, me aproveito do post do blog Morri de Sunga Branca para que vocês possam ter uma ideia do que estou falando. O blog elegeu “Os Cinco Melhores Fãs na Fila do Show da Lady Gaga”.

Parece um ataque zumbi, né?

As recomendações para quem deseja ir a um grande show, portanto, são: Se você não quer pegar filas, chegue tarde e saia em um momento estratégico. Fique atento ao que parecer ser a última música e, em seguida, se escape para a saída. Já se você quer ficar na frente, colado no palco, chegue MUITO CEDO e prepare-se para lidar com fãs raivosos em um combate mortal. Por último, tenha noção de como você vai voltar para casa. Caso a opção seja o taxi, seguem algumas dicas especiais: não dê atestado de turista, arrume um jeito de dar a entender que sabe, exatamente, por onde o taxista está indo e, de preferência, REALMENTE faça alguma ideia de qual a melhor rota para chegar ao local desejado Além disso, informe-se sobre o valor médio da corrida (por exemplo, para chegar ao local eu paguei X, logo, a corrida de volta deve ficar entre X reais!).

 Como tem zona aqui…

Essas dicas são para quem deseja viajar e, realmente, desfrutar do lugar que está visitando. Primeiro: não seja (tão) mão de vaca. Se a sua intenção for se divertir, de verdade, e conhecer novos lugares, sufoque o Tio Patinhas que existe em você e não hesite (tanto) em gastar um pouco mais para aproveitar (muito) mais. Na dúvida, se pergunte: “eu gastei até as calças para chegar até aqui e, agora, vou deixar de fazer isso?”. Pense na relação de custo x benefício. Segundo: NÃO CUSTA dar uma olhadinha na internet em busca de opções para sair, antes de chegar ao seu destino. Anote o endereço/telefone do lugar, trace rotas, planeje um orçamento e, principalmente, confira os comentários de outros consumidores sobre o local…

 A propaganda é a alma do negócio.

Na verdade, esse tópico não tem nada a ver com o show da Lady Gaga. Mas, quis comentar o acontecido com vocês. Enquanto estava passeando por São Paulo, me deparei com uma cena comum, porém, diferenciada. Um homem ~jovem e forte~ com a perna enfaixada estava pedindo dinheiro no sinal. Tudo corria tranquilamente até o momento em ele parou para contar as esmolas recebidas. O homem, então, abriu sua pochete e começou a folhear um bolo de notas de R$ 10,00, R$ 20,00 e, quiçá, R$ 50,00. Meu primeiro pensamento para a cena: VOU VIRAR MENDIGA EM SÃO PAULO! Meu segundo pensamento para a cena: Não, não vou! A moral da história, porém, e, na verdade, o GRANDE DIFERENCIAL da cena, foi quando o fdp que tinha mais dinheiro que eu homem virou as costas para o sinal e pude ler em sua camiseta: “Só Deus pode me julgar!”. Então, tá.

 Foz é um ovo!

Conhecer uma nova cidade pode ser uma experiência excitante, assustadora e maravilhosa. Se tratando de São Paulo, então, as possibilidades se multiplicam e ao mesmo tempo em que você se sente um jacu por nunca ter andado de metrô, uma IMENSA vontade de “ir além” passa a te acompanhar. O que quero dizer aqui, na verdade, é que viver situações, até então, inimagináveis e fora do “seu” comum pode servir como um impulso para olhar a vida com outros olhos. Papos complexos e divagações à parte, estou querendo dizer que o mundo É MUITO GRANDE e se limitar, diante que tudo o que a vida pode lhe oferecer, é uma bobagem.

 Obrigada por viver isso comigo.

Com certeza você já ouviu ditados ou nicks de MSN como: “Existem pessoas capazes de transformar pequenos instantes em grandes momentos”. Encerrando minhas observações a respeito do show da Lady Gaga em SP, devo admitir para vocês que essa é uma grande verdade. Gostaria, realmente, de deixar uma série de agradecimentos, citando inúmeros nomes nesse post (inclusive, o de cada uma das pessoas para quem liguei aos berros durante o show!), mas… em resumo, quero dedicá-lo à senhorita Elisangela ~favela~ Schwantes.

Por enquanto, me contento com a dedicatória. A declaração de amor fica para outra hora (fdp feelings). E quanto aos brotos e gatchinh@s online… Fiquem com a música que, em grande parte, me motivou a ir ao show (e atenção especial para a coreografia no 1min02 seg).

Até a próxima desaventura!

“LEAVE THE FEMALE BODY ALONE”

Editora Responsável: Adriana  Tateishi

O broto é daqueles que acredita que o amor é uma invenção, daqueles pra explicar  porque o homem e a espécime devem ficar juntos. Ele até me explicou a teoria de que no início era pegação geral, até que depois nasceram os trovadores que entendiam que se falassem coisas bonitas as mulheres iam deixar ser “conquistadas” e aí viria a copulação. E depois disso vieram os trovadores que passaram a acreditar nas palavras que escreviam e então sofriam para escrever, em consequência nasceram os românticos e toda a história do amor e do “felizes para sempre”.

Bom, a mafagafa, que aqui vos escreve, acredita que o amor é uma ilusão, um sentimento falho e que felizes para sempre só existe em comédias românticas e em contos de fadas.

Tá, mas e agora? Acredito que consegui fazer uma teoria unindo as duas. Mas que não envolve o amor e sim o padrão de beleza atual que é um contraste enorme com o que era tido no passado.

Se voltarmos ao início dos tempos em o homem passou a “falar, pensar” e foi isso que o diferenciou dos animais, veremos que a mulher considerada perfeita era aquela mais gordinha. A mulher tinha que ter quadris largos, seios fartos, o famoso “corpão violão”. Isso porque se acreditava que esta seria ideal para ter filhos e garantir o futuro da espécie. Já que as mulheres magrinhas não aguentariam ter muitos filhos e sofreriam muito durante a gestação por falta de espaço. E faz sentido…

Venus de Willendorf

E como chegamos a um tempo onde o belo corpo feminino se tornou algo tão fino a ponto de vermos crianças, adolescentes, jovens e adultas morrendo de fome e desenvolvendo vários tipos de transtornos alimentares para tentar entrar nesse padrão?!

Vou dar uma de Chris Crocker (não defendendo a Neide/Britney): LEAVE THE FEMALE BODY ALONE (pros que são péssimos em inglixi como eu “DEIXE O CORPO FEMININO EM PAZ!”)

Escuto muito de vendedoras, amigas, mãe, primas, tias, amigas de amigas, enfim, que as roupas “caem” melhor nas magrinhas. Morram com essa, prestem atenção na Adele, linda de mais com aquele corpão todo, foi uma das únicas capas da vogue sendo gordinha, quem nunca babou nela num daqueles vestidos? E a Amber Riley, quantas vezes ela não ficou entre as melhores vestidas das premiações e estava mais deslumbrante que muita menina considerada linda por ser magrinha?

Amber Riley (Glee)

 

Eu sou fascinada pelo corpo feminino, acho seios fartos uma das maravilhas mundiais. As bundas grandes então nem se fala… Eu acho que a Sofia Vergara é uma das mulheres mais delícia da TV atualmente e, olha que ela tem peitões e bundão. No território brasileiro não acompanho muito, mas me julguem, acho a Preta Gil um arraso, não só por assumir sua sensualidade com aquele corpão, mas pela personalidade.

Homens e mulheres, não se deixem levar por coisas tão banais, comam o quanto sentirem vontade. Falo isso de coração, porque muitas vezes me peguei em banheiros colocando tudo pra fora porque ouvia que tava gordinha demais. E até hoje fico me controlando porque escuto esse tipo de repressão e admiro muito de coração e amo quem assume a gordice linda!

Tudo isso pra tentar explicar que parece que o ser humano quer a extinção da raça humana querendo apenas mulheres magras demais, que não aguentam nem a si próprias e quem dirá uma criança por 9 meses. Então voltamos novamente à era das pedras onde o homem e a mulher agiam por instinto e só se pegavam. Fim.

Eu e a moda

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

Antigamente homens que trabalhavam com moda eram julgados pela sociedade, hoje em dia esse pré-conceito acabou, e isso acabou sendo “normal” perante os olhos dos mesmos.

Eu trabalhei em uma loja de sapatos e posso afirmar para vocês que 90% das mulheres que entravam na loja preferiam ser atendidas por mim. Elas falavam que era como se tivessem um personal consultor de moda, podendo pedir dicas de look e afins. Hoje em dia eu não trabalho mais nessa loja, porém tenho um blog que é a minha paixão, pois falo de moda e tendências, decor, beauté, tudo que eu simplesmente amo.

A minha paixão por moda é infinitamente absurda, pois esse é o meu mundo. E para poder trabalhar com ela eu tenho que ler muito, pois não posso sair passando as informações erradas e nem posso falar? Tem cada coisa linda nesse mundo fashion, um exemplo são os sapatos Luiza Barcelos que eu simplesmente estou amando e se pudesse usaria todos. E sabe o que é legal? As mulheres adoram descobrir que nós homens sabemos disso, pois elas se sentem mais seguras ouvindo a nossa opinião do que a de uma mulher, porque elas vêem sinceridade naquilo que nós falamos.

Agora vamos falar um pouco de sapatos?

Vocês repararam em como o metalizado está em alta? Não só em roupas, mas em sapatos também.Se  acharam que iria ficar parado dentro do guarda-roupa e só iria usar no próximo inverno, estão engadas. Eles junto com os sapatos verniz, estão em alta #aposte

Nessa foto tem a gladiadora Luiza Barcelos que nós estamos super in love com ela.

Outro estilo que está sendo usando muito são os espadrilha, sendo ele o salto mais fino ou sendo Anabela. Os espadrilhas vieram com uma grande força nesse verão.

O que virou febre é está no guarda-roupa de todas as fashionistas é o sneaker, super confortável e combinando com vários estilos. o sneaker veio com uma proposta totalmente diferente e mostrou que veio pra ficar por um bom tempo.

Bom, espero que vocês tenham gostado. E não se esqueçam amores:

blog
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Beijos ❤

Jonnes Alves mora em Campo Grande, é formado em Marketing e atualmente trabalha com assessoria através do seu blog de moda.

Unhas mais caras de que jóias!

Editora Responsável: Adriana  Tateishi

Verdade seja dita, qual mulher nunca chorou porque quebrou a unha (pode ter sido de dor)? O assunto parece brincadeira e meio fútil, afinal que mania é essa de ficar colocando as coisas na unha? Pelúcias, bolinhas conhecidas como caviar, adesivos, desenhos, esmaltes que mudam de cor e até mesmo magnéticos. Quando entramos em alguma loja de cosméticos a vendedora logo vem falar dessas novidades todas, aqui em Foz mesmo durante o “Fozhair” aconteceu um campeonato de manicures, o primeiro, pra ser mais exata.

Admito que eu adoro novidades, desde quando comecei a pintar as unhas sou das que adora uma cor diferente, que misturava tons comuns pra fazer esmaltes que nunca vi na vida. Dos metalizados até o caviar, já fiz, menos essa coisa de magnéticos ou que mudam de cor (porque ainda não achei, brinks). O problema é que isto tudo está fugindo do controle. Já pararam pra perceber os preços absurdos desses esmaltes e até mesmo disso em um salão?

Potinhos de Caviar encontrados no Paraguai, R$12 todos

Do outro lado da ponte encontrei o famoso esmalte magnético que promete formar desenhos de acordo com como você passa o imã perto dele, por R$12 reais, isso mesmo gente, um vidrinho pequeno custando 12 réis. Antigamente a gente comprava esmalte por R$1 e ficava feliz da vida.

Enquanto isso em alguns salões de beleza de Foz do Iguaçu, você pode colocar a pelúcia na mão por exatos R$10, ai você: “nossa, que barato, só isso pra fazer a unha?” NÃO! Minha querida colega louca por novidades de unhas, esse é o que você terá que pagar a mais pelo serviço. Detalhe bem pequeno: Você acha o pote da pelúcia por R$6 em algumas lojas e em ‘Parisguai’ o preço cai um pouco. Faça as contas, R$14 da mão e mais R$10 da pelúcia, suas mãos prontinhas e na moda saem por exatos R$24. Esse preço é o que um salão cobrava para fazer o pé e a mão há um tempo atrás. E se você achar esse trabalho completo em um salão por menos de R$25 fique feliz da vida.

Unha de pelúcia

O que estou tentando dizer é que atualmente este setor aproveita do que chamamos de “tendência”, “moda”, “novidade” e do gosto que um grupo de pessoas (do qual eu não estou fora) têm, para super faturar.

Muitas pessoas vão poder dizer: “Para menina! Faça isso em casa, sai mais barato, você mesma está falando que compensa mais comprar tudo e fazer por si”, só que mulheres “moderninhas” também possuem outras necessidades além de fazer a própria unha. Demoro uma eternidade para fazer isso sozinha e é nesses tempinhos que sobram e que no salão conseguem fazer por menos da metade do tempo, por isso sou adepta do salão o do ter uma manicure que vai em casa, porém desta não posso reclamar, faz um ótimo serviço em um precinho maravilhoso. O ponto em questão é até quando o setor da beleza vai aproveitar da vaidade feminina para ganhar em cima? Isso é revoltante, muitos chegam a faturar mais de R$200% em cima.

Unhas Caviar

Fica então a pergunta para vocês: O real preço da beleza, da moda, da tendência e das fashions nails e suas abrangências é mesmo esse?

Música de mafagafa, ouvido de broto

Revisora Responsável: Roberta Rodrigues

“Para tudo! Você ouve Lady GaGa? Que babado!”

Quem nunca? É difícil encontrar alguém que, mesmo não gostando, já ouviu e curtiu esse gênero musical amado por muitos e odiado por poucos: POP!

Sem dúvidas, todas (ou quase todas) as meninas se inspiram em alguma diva do Pop. Roupas, acessórios, sapatos, estilos, enfim, tudo.

Mas quando se trata de homens, a questão é bem diferente. Vivemos em uma sociedade que tem uma opinião formada sobre tudo, até mesmo (e principalmente) daquilo que não conhecem. Tendo esse conceito, dá pra entender o porquê ser homem e amar o mundo do Pop é “babado”! Opiniões à parte, é quase impossível resistir as músicas chicletes, as batidas que te levam ao meio da pista de dança, e principalmente as vozes e estilos diversos que só o mundo Pop tem a oferecer.

“Girls, Girls everyday, from London, Canada and U.S.A.” diz Nicki Minaj em uma de suas canções, e, vamos concordar, o mundo Pop é dominado pelas mulheres, essas Divas e suas habilidades diversas que atraem todos os tipos de fãs, de qualquer sexo, idade, etnia ou país. Algumas delas conhecidas pela voz, outras pela dança, também pelos bons videoclipes, polêmicas e boa atuação. Independente de suas características, ninguém resiste aos seus encantos.

Difícil resistir a voz e beleza de Beyoncé, a doçura de Taylor Swift, o “swag” de Rihanna, a voz de Adele, a energia de Katy Perry, a femme fatale Britney Spears, as polêmicas de Madonna e Lady GaGa, enfim, são tantas!

Também não podemos esquecer os brotos. De boybands à carreira solo, os boys conseguem ganhar espaço no mundo Pop com rapidez, e espaço no coração da meninada também. The Wanted, One Direction, as boybands londrinas que estão estourando nas rádios do mundo todo, Justin Bieber, Ne-Yo, Chris Brown, e muitos outros que fazem o coração das mafagafinhas bater muito mais rápido em cada apresentação ou videoclipe novo.

Não importa a cultura em que você vive, os gêneros musicais que escuta, nem mesmo sexo, idade ou opção sexual, o Pop está em todo lugar, e, mesmo que não queira, você é sim, mais uma vítima dessa febre que nunca passa e que a cada dia ganha novos seguidores.

Portanto, meninas, não julguem um cara pelo que ele escuta, porque você nunca sabe se ele está assistindo California Gurls e analisando a roupa colorida de Katy Perry, ou se ele realmente está mais interessado em seu belo par de cupcakes com aquelas cerejas deliciosas! #devassa

* Pedro Henrique Brusnicki (@PBrusnicki) é apaixonado pela música pop, não se segura ao ouvir a batida na pista. Tem um humor meio ácido e venenoso, adora bolos azuis e é fã da saga do Percy Jackson. E é mais conhecido como #cortesã (só que não)

 

Slut Shaming nosso de cada dia

A naturalização da violência contra a mulher é algo que me assusta. A violência travestida de “meme” muito mais. Já está na hora de percebemos que humilhar mulheres não é algo aceitável e nem de longe engraçado. Permitam-me explicar sobre o que falarei nesse texto.

No tumblr Slut Shaming Detected, a definição exata do termo é: qualquer forma de tentar controlar a sexualidade da mulher, sua autonomia e seu corpo. E aí, sacou sobre o que estamos falando? O assunto aqui é sobre “cagar-regra” sobre como as mulheres devem se comportar, falar, vestir, andar, respirar. Se julgar necessário – acrescente aqui alguma ação.

Todas as mulheres – isso mesmo: todas – em algum momento de suas vidas sofreram ou sofrerão slut shaming. Eu, nossas mães, sua namorada, sua melhor amiga e, mesmo aquela senhorinha simpática que mora na casinha branca da esquina, já fomos alguma vez apontadas por infringirmos alguma regra do manual da mulher perfeita.

Algumas usam maquiagem demais e por isso são “vulgares”. Outras não usam maquiagem, logo são desleixadas, masculinizadas ou na pior das hipóteses “feministas”. Não podemos esquecer as piriguetes que não sentem frio, só usam roupas justas e são burras. Claro, porque piriguetes não estudam. Pior que esse tipo são aquelas que só pensam em estudar e, por isso, não conseguem arrumar um namorado. Há determinados “tipos de mulheres” que não querem casar, outras só pensam em trabalhar.

Não importa como uma mulher age, há quem nunca será boa o suficiente. Claro, podemos afirmar que há padrões para os homens também. Mas diga lá, quantos homens seriam hostilizados na faculdade por estar com uma roupa que os outros consideram “vulgar”? Quantos homens teriam sua inteligência avaliada negativamente por terem mais do que uma parceira ou por não terem parceiras fixas?

Sabe o que é pior? É que isso está enraizado em nossa cultura, somos condicionados a agir dessa maneira. O Slut shaming está aí, estampado em vitrines, escancarado nas novelas e músicas. Afinal, o enredo de toda “boa” novela é contrapor às mocinhas boas – de preferência virgens – às piriguetes, sem-vergonhas, putas – insira alguma palavra ofensiva aqui.

Onde eu pretendo chegar com esse trololó todo? É que como disse a diva Simone de Beauvoir – deusa, maravilhinda, tudo de bom – não se nasce mulher, isso é uma coisa que se aprende de acordo com a cultura, sociedade e classe social em que estamos inseridas. Afinal, ser uma mulher perfeita aqui é bem diferente da ideia de mulher perfeita na Índia, não é mesmo?

Então, se esses comportamentos impostos são culturalmente construídos significa que eles podem ser desconstruídos? BINGO! Olha que coisa linda: não precisamos falar que a menina é vadia porque ela está com um shortinho, dormiu com um cara com o qual não tem compromisso ou coisa que o valha.

Parafraseando a linda, again, não se nasce machista, aprende-se a sê-lo em uma sociedade que traz determinados padrões e “cagações de regra” como se fossem naturais. Ô gente, eles não são naturais não. E por falar nisso, não se nasce naturalmente um ser humano supimpa, mas pode-se aprender a ser um. Pegou a dica?