Devaneios do fim de ano

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

psicodália

Hoje é um o primeiro dia do ano de 2013 e eu estou aqui, sem dor de cabeça ou ressaca moral. Escrevo diretamente do Festival Cultural Psicodália só para contar que esse foi de longe um dos piores anos da minha vida e por outro lado foi o que eu mais curti. Isso porque eu aprendi que – por mais clichê que pareça – é preciso pensar e andar distinto para conseguir resultados diferentes.

Esse ano eu conheci algumas pessoas e me aproximei de outras tantas. E esse é o momento em que eu agradeço por me fazerem acreditar na possibilidade de um mundo melhor.

  • Aos rapazes que guardaram as nossas malas, quando as perdemos.
  • Ao “loco” que devolveu meu cartão.
  • Às pessoas que conviveram por mais de 6 dias com frio e chuva e não brigaram.
  • Aos que dividiram o pão e a carne e, sobretudo a cerveja.
  • Às minhas amigas feministas que me entendem e dão suporte, mesmo quando eu falho.
  • Aos meus amigos de modo geral, que me ensinaram durante o ano todo a ser uma pessoa melhor.

Por último nada melhor do que fechar com o ensinamento do sempre mestre Hermeto Pascoal, “nunca é tarde para começar a fazer o que se gosta”. Então, bora lá gente, ninguém aqui tem permissão para ser triste. Ou melhor, transforme a tristeza, quando ela aparecer em poemas, músicas e qualquer coisa que toque o coração. A propósito, no próximo capítulo falaremos sobre como sobreviver ao fim do mundo, ao fim do ano e ao fim do mês.

Top Desaventuras de 2012

3

Parece que foi ontem que nosso Desaventuras Femininas saiu do seu ovinho e veio brilhar na vida de nós mafagafas. Claro, nem tudo é feito de rosas nessa nossa comunidade de mafagafinhas. Foram várias conversas sobre os posts, o que deveria ou não ser escrito, entrada e saída de mocinhas e claro muita pegação no pé daquelas que eram mais desligadas e esqueciam os dead lines, em conseqüência o post.

Mas isso é normal, são detalhes que ficam por trás da cortina do espetáculo e vocês Desaventurados não sabem que acontece. Só confesso nesse momento que dá um trabalhão gigantesco para colocar o que acreditamos ser melhor para vocês desfrutarem. Afinal, sabemos que nosso público é muito exigente e tem um gosto daqueles bem críticos e até mesmo “venenoso”. Por isso os adoramoooos! *-*

Chega de espera e vamos as escolhas dos melhores posts de 2012:

– O primeiro em escolha foi o Sexunga, o único post que temos sobre sexo, sim literalmente destacamos o que nossas mafagafas não curtem na hora da pegação.

– Já a segunda escolha foi o Femme Fatale: Personagens marcantes na história do cinema, o qual fala sobre as mulheres mais fatais do cinema, essa escolha foi por ele ser o Primeiro Post do Desaventuras, ou seja, ele é bem especial para as idealizadoras, já que é o inicio de tudo.

– O terceiro no coração é o Modificação Corporal e o Mercado de Trabalho,ele conta inclusive a opinião e um pouco da história daquelas mafagafas que tem modificações corporais e trabalham com isso e como foi a situação em entrevistas e tudo mais.

– Quarto na nossa colocação é o Aumento Abusivo das Tarifas no Transporte Público, essa escolha mostra que nós mafagafas também estamos ativas nas questões de nossa cidade. Afinal somos como todos e também utilizamos o transporte público de Foz, que está péssimo e mais caro do que em muitas capitais do Brasil.

-O quinto colocado conta é aquele que mostra a interação entre as culturas em nossa cidade, o qual demos um pouco de espaço para que amigos pudessem falar sobre como e ser árabe em Foz e ver as constantes batalhas no solo palestino, O outro Lado da História, contou com a colaboração de um broto e uma mafagafa escolhidos a dedo para nos falar sobre isso.

E um bônus especial de dois posts ligados:
#ViradaCultural tira Mafagafas de casa, o qual contamos o lado bom e o ruim de termos dois dias destinados a cultura em Foz do Iguaçu. Esse post conta com foto de uma Mafagafa dando uma de grupie!

Fui ao show da Lady Gaga e só Deus pode me julgar! Esse conta as desaventuras de uma mafagafa na ponte aérea e também na cidade grande sozinha.

Os posts que estão no nosso top top (Olha a MTV ai gente) foram uma mistura de consulta aos leitores amigos e aos colaboradores, vulgo brotos e mafagafas que integram a “família desaventurada”. Caso você tenha outra preferência, solte seu veneno e nos conte ai.

Fui ao show da Lady Gaga e só Deus pode me julgar!

Conforme consta na abertura do blog, o significado de Desaventuras é: surpresa, acontecimento, peripécia e façanha. A intenção das desaventuradas que aqui escrevem, portanto, é justamente compartilhar um pouco desses acontecimentos marcantes ou atividades cotidianas que, de algum modo, possam servir de inspiração/motivação/entretenimento para os brotos e gatchinh@s online.

Como minha estreia no blog – e a pedido da querida Roberta Rodrigues, compartilho com vocês um pouco de minhas desaventuras durante o show da Mama Monster, Lady Gaga, no dia 11 de novembro, no estádio do Morumbi – São Paulo (SP).

Reunindo cerca de 50 mil pessoas, o show concentrou fãs, curiosos e pessoas, pura e simplesmente, em busca de diversão. A partir disso, apresento-lhes alguns comentários a respeito do evento. A intenção, no fim das contas, é dividir observações, na esperança que minhas particularidades e experiências possam cumprir com o objetivo do blog.

Caralho, quanta gente!

Admito que ir a um show em um dos maiores estádios de futebol do país pode ser, realmente, uma experiência emocionante. Aquele papo de sentir a energia do público, ouvir os gritos da galera, admirar as luzes, as formas e a estrutura do lugar, definitivamente, é algo capaz de arrepiar.

Meo, tá todo mundo se pegando!

Honrando a fama de defensora dos direitos homossexuais e, acima de tudo, da bandeira de ser quem você é, o show da Lady Gaga em SP reuniu inúmeros tipos, estilos e gostos em um verdadeiro caldeirão de diversidade – que faria, até você, ter vontade de gritar “I Born this way!”. O mais interessante disso, porém, foi o fato de ninguém ~aparentemente~ se incomodar com os beijos apaixonados de meninas x meninas / meninos x meninos  / meninas x meninos curtindo o show como se não houvesse amanhã. O que pude perceber? Que, realmente, o amor não faz distinção – muito menos, quanto toca uma musiquinha romântica.

Que merda é essa, cara?

Bizarro. Essa, provavelmente, deve ter sido a palavra de ordem para a escolha do figurino de alguns fãs. Se isso foi ruim? Claro que não, afinal, o vestuário de algumas pessoas foi responsável por dar um show à parte e, para exemplificar, me aproveito do post do blog Morri de Sunga Branca para que vocês possam ter uma ideia do que estou falando. O blog elegeu “Os Cinco Melhores Fãs na Fila do Show da Lady Gaga”.

Parece um ataque zumbi, né?

As recomendações para quem deseja ir a um grande show, portanto, são: Se você não quer pegar filas, chegue tarde e saia em um momento estratégico. Fique atento ao que parecer ser a última música e, em seguida, se escape para a saída. Já se você quer ficar na frente, colado no palco, chegue MUITO CEDO e prepare-se para lidar com fãs raivosos em um combate mortal. Por último, tenha noção de como você vai voltar para casa. Caso a opção seja o taxi, seguem algumas dicas especiais: não dê atestado de turista, arrume um jeito de dar a entender que sabe, exatamente, por onde o taxista está indo e, de preferência, REALMENTE faça alguma ideia de qual a melhor rota para chegar ao local desejado Além disso, informe-se sobre o valor médio da corrida (por exemplo, para chegar ao local eu paguei X, logo, a corrida de volta deve ficar entre X reais!).

 Como tem zona aqui…

Essas dicas são para quem deseja viajar e, realmente, desfrutar do lugar que está visitando. Primeiro: não seja (tão) mão de vaca. Se a sua intenção for se divertir, de verdade, e conhecer novos lugares, sufoque o Tio Patinhas que existe em você e não hesite (tanto) em gastar um pouco mais para aproveitar (muito) mais. Na dúvida, se pergunte: “eu gastei até as calças para chegar até aqui e, agora, vou deixar de fazer isso?”. Pense na relação de custo x benefício. Segundo: NÃO CUSTA dar uma olhadinha na internet em busca de opções para sair, antes de chegar ao seu destino. Anote o endereço/telefone do lugar, trace rotas, planeje um orçamento e, principalmente, confira os comentários de outros consumidores sobre o local…

 A propaganda é a alma do negócio.

Na verdade, esse tópico não tem nada a ver com o show da Lady Gaga. Mas, quis comentar o acontecido com vocês. Enquanto estava passeando por São Paulo, me deparei com uma cena comum, porém, diferenciada. Um homem ~jovem e forte~ com a perna enfaixada estava pedindo dinheiro no sinal. Tudo corria tranquilamente até o momento em ele parou para contar as esmolas recebidas. O homem, então, abriu sua pochete e começou a folhear um bolo de notas de R$ 10,00, R$ 20,00 e, quiçá, R$ 50,00. Meu primeiro pensamento para a cena: VOU VIRAR MENDIGA EM SÃO PAULO! Meu segundo pensamento para a cena: Não, não vou! A moral da história, porém, e, na verdade, o GRANDE DIFERENCIAL da cena, foi quando o fdp que tinha mais dinheiro que eu homem virou as costas para o sinal e pude ler em sua camiseta: “Só Deus pode me julgar!”. Então, tá.

 Foz é um ovo!

Conhecer uma nova cidade pode ser uma experiência excitante, assustadora e maravilhosa. Se tratando de São Paulo, então, as possibilidades se multiplicam e ao mesmo tempo em que você se sente um jacu por nunca ter andado de metrô, uma IMENSA vontade de “ir além” passa a te acompanhar. O que quero dizer aqui, na verdade, é que viver situações, até então, inimagináveis e fora do “seu” comum pode servir como um impulso para olhar a vida com outros olhos. Papos complexos e divagações à parte, estou querendo dizer que o mundo É MUITO GRANDE e se limitar, diante que tudo o que a vida pode lhe oferecer, é uma bobagem.

 Obrigada por viver isso comigo.

Com certeza você já ouviu ditados ou nicks de MSN como: “Existem pessoas capazes de transformar pequenos instantes em grandes momentos”. Encerrando minhas observações a respeito do show da Lady Gaga em SP, devo admitir para vocês que essa é uma grande verdade. Gostaria, realmente, de deixar uma série de agradecimentos, citando inúmeros nomes nesse post (inclusive, o de cada uma das pessoas para quem liguei aos berros durante o show!), mas… em resumo, quero dedicá-lo à senhorita Elisangela ~favela~ Schwantes.

Por enquanto, me contento com a dedicatória. A declaração de amor fica para outra hora (fdp feelings). E quanto aos brotos e gatchinh@s online… Fiquem com a música que, em grande parte, me motivou a ir ao show (e atenção especial para a coreografia no 1min02 seg).

Até a próxima desaventura!

#ViradaCultural tira mafagafas de casa

O final de semana foi cheio de emoções para as mafagafas de plantão. Teve movimentos artísticos para todos os gostos: uma das espécimes invadiu a cidade de São Paulo e o estádio do Morumbi para ver de perto a Lady Gaga aguardem mais informações, outra foi conferir a Virada Cultural Paraná em Curitiba, enquanto que as demais, impossibilitadas de saírem de Foz do Iguaçu, também tiveram a chance de conferir o mesmo evento, que aconteceu simulteaneamente nestas duas cidades, Maringá, Cianorte e Campo Mourão.

A Banda Mais Bonita da Cidade fecha o primeiro dia

A Secretária de Estado do Paraná, em parceria com as fundações culturais, SESI-PR e do ICAC (Instituto Curitiba de Arte e Cultura), teve um trabalhão para conseguir desenvolver um evento como este, pela primeira vez no Paraná, mas tudo funcionou bem e já se fala em expansão para as próximas edições.

Juca Rodrigues, ator, diretor, produtor cultural, secretário-geral da Fundação Cultural e um dos organizadores, comentou que “espera que este evento seja só o primeiro e que nos próximos anos a #ViradaCultural possa ser estendida aos bairros”. Juca chegou até mesmo a utilizar o bairro Porto Meira como exemplo: “seria interessante utilizar o Parque do Remador para intervenções culturais, até mesmo para atividades em conjunto com os centros de atividades bairro-escola”. Outro local citado foi o canteiro central da Unioeste, que “seria uma forma de aproximar as atividades dos universitários com a comunidade e até mesmo poder mostrar os grandes talentos da região do bairro Cidade Nova e da Vila “C”, finalizou Juca Rodrigues.

As mafagafas que foram prestigiar as apresentações, puderam conferir atividades desenvolvidas com as atrações locais e tiveram a chance de ver bandas conhecidas nacionalmente, como a curitibana A Banda Mais Bonita da Cidade, além do poeta Zeca Baleiro que estava acompanhado da Orquestra à Base de Cordas no último dia do evento.

A Loira sendo abraçada pelo broto de preto é a Giovanna curtindo o clima de romance!

Nossa queridona Giovanna Ritchely falou que achou interessante um evento como este, em que pode ver bandas locais no palco, dando espaço para quem é da cidade e quase nunca tem uma oportunidade como essa. Ela também destacou a intervenção dos cegos, que “chamou a atenção para a falta de acessibilidade que essas pessoas têm”. Sobre as duas grandes atrações que encerraram o primeiro e o segundo dia, Giovanna destacou a clássica música “Oração” que finalizou o show da Banda Mais Bonita da Cidade. No show do Zeca Baleiro,a mafagafa destacou o clima de romance entre os casais ao ouvir as músicas cheias de poemas do cantor. A música que mais gostou foi “Telegrama”, que foi cantada em alto e bom som! Ela também levantou questões sobre a falta de atividades que poderiam prender a galera por mais tempo naquele belo gramado e a carência de atividades culturais com frequência na nossa bela Foz do Iguaçu.

A Alice Maneschy contou pra gente que a cerveja estava quente triste isso aê produção! Loiras geladas pra esse calor, né? e também que a banda do broto dela teve as canções próprias do repertório vetadas por causa de uma atração cover que viria na sequência, mas elogiou o fato de saberem como aproveitar bem o espaço da Praça da Paz, que estava esquecida pela população.

Outra desaventurada que esteve presente foi a Priscila Martz. Ela não gostou do fato de sempre escolherem as mesmas bandas pra tocar em todos os eventos da cidade, acredita que poderiam dar oportunidade para muitos artistas ocultos pela cidade, mas relatou que adorou o clima de amizade da galera, aquela coisa de todo mundo sentado na grama e curtindo o show bem à vontade. Ela também disse ter adorado o fato da cantora Uyara Torrente também ser atriz, já que a jovem curitibana causou a maior emoção no público ao unir a interpretação de cada canção com a sua expressão corporal afiada e decidida. Além disso, a vocalista da Banda Mais Bonita da Cidade soube muito bem como interagir com o público presente no gramado. Ela não soube dizer qual música mais gostou e deixou a nosso dispor escolher uma para ela… Alguém aí quer dizer qual música mais gostou para a Priscila?

Zeca Baleiro e a Orquestra à Base de Cordas finalizam a Virada Cultural com a platéia pedindo bis duas vezes

Também teve a Roberta Rodrigues, que curtiu os dois shows finais e também a Feira Antiquarium no domingo pela manhã. Somente lamentou o fato da feirinha não ter ficado lá durante todo o domingo, “imagina só comer um pastel ao som das bandas?”. Mas, simplesmente adorou conhecer A Banda Mais Bonita da Cidade e destacou a música “Meu Príncipe”. As palavras de Roberta foram:  “ela mostra que toda mulher gosta sim de um conto de fadas, só que um pouco diferente, já que na letra a vocalista fala sobre príncipes que lavam roupa, cuidam das crianças e cozinham”. Já do repertório de Zeca Baleiro, Roberta comentou que ouviu brotos de plantão chamando ele de gostoso, enquanto outros fizeram piadinhas sobre o nome e as músicas que o Zeca Pagodinho, não o Baleiro, iria tocar. Em resumo, a mafagafa curtiu Zeca Baleiro tocando a música Proibida Pra Mim, mas destaca a canção Lenha.

Partindo da #ViradaCultural de Foz do Iguaçu para Curitiba, a correspondente em questão foi a Mirian Carla Barbosa. Sabe o que ela contou em off pra gente? Que ela está de boca aberta com a banda Trio Quintina, especificamente com a música “Cecília”. O conjunto mistura teatro, música e circo. Mirian também comentou sobre a super organização do evento, sendo que todos os shows começaram no horário exato, enquanto que a organização estava super preocupada com a limpeza. Teve até uma empresa trocando lixo por copos de água limpos. A mafagafa destacou a apresentação de Arnaldo Antunes também, sendo que a sua música predileta foi Socorro.

E vocês, foram na #ViradaCultural? O que acharam? Contem!

Música de mafagafa, ouvido de broto

Revisora Responsável: Roberta Rodrigues

“Para tudo! Você ouve Lady GaGa? Que babado!”

Quem nunca? É difícil encontrar alguém que, mesmo não gostando, já ouviu e curtiu esse gênero musical amado por muitos e odiado por poucos: POP!

Sem dúvidas, todas (ou quase todas) as meninas se inspiram em alguma diva do Pop. Roupas, acessórios, sapatos, estilos, enfim, tudo.

Mas quando se trata de homens, a questão é bem diferente. Vivemos em uma sociedade que tem uma opinião formada sobre tudo, até mesmo (e principalmente) daquilo que não conhecem. Tendo esse conceito, dá pra entender o porquê ser homem e amar o mundo do Pop é “babado”! Opiniões à parte, é quase impossível resistir as músicas chicletes, as batidas que te levam ao meio da pista de dança, e principalmente as vozes e estilos diversos que só o mundo Pop tem a oferecer.

“Girls, Girls everyday, from London, Canada and U.S.A.” diz Nicki Minaj em uma de suas canções, e, vamos concordar, o mundo Pop é dominado pelas mulheres, essas Divas e suas habilidades diversas que atraem todos os tipos de fãs, de qualquer sexo, idade, etnia ou país. Algumas delas conhecidas pela voz, outras pela dança, também pelos bons videoclipes, polêmicas e boa atuação. Independente de suas características, ninguém resiste aos seus encantos.

Difícil resistir a voz e beleza de Beyoncé, a doçura de Taylor Swift, o “swag” de Rihanna, a voz de Adele, a energia de Katy Perry, a femme fatale Britney Spears, as polêmicas de Madonna e Lady GaGa, enfim, são tantas!

Também não podemos esquecer os brotos. De boybands à carreira solo, os boys conseguem ganhar espaço no mundo Pop com rapidez, e espaço no coração da meninada também. The Wanted, One Direction, as boybands londrinas que estão estourando nas rádios do mundo todo, Justin Bieber, Ne-Yo, Chris Brown, e muitos outros que fazem o coração das mafagafinhas bater muito mais rápido em cada apresentação ou videoclipe novo.

Não importa a cultura em que você vive, os gêneros musicais que escuta, nem mesmo sexo, idade ou opção sexual, o Pop está em todo lugar, e, mesmo que não queira, você é sim, mais uma vítima dessa febre que nunca passa e que a cada dia ganha novos seguidores.

Portanto, meninas, não julguem um cara pelo que ele escuta, porque você nunca sabe se ele está assistindo California Gurls e analisando a roupa colorida de Katy Perry, ou se ele realmente está mais interessado em seu belo par de cupcakes com aquelas cerejas deliciosas! #devassa

* Pedro Henrique Brusnicki (@PBrusnicki) é apaixonado pela música pop, não se segura ao ouvir a batida na pista. Tem um humor meio ácido e venenoso, adora bolos azuis e é fã da saga do Percy Jackson. E é mais conhecido como #cortesã (só que não)

 

Músicas que são muito amor

 

Revisora Responsável: Roberta Rodrigues

Hoje estou toda romântica e, por isso, quero falar sobre amor. Ou melhor, sobre músicas que falam sobre o amor. Justamente por ser o gosto musical algo muito particular, a ideia aqui não é dizer que as canções mencionadas sejam as mais belas ou as melhores. O objetivo é apenas espalhar o amor com letras musicais que podem nos deixar mais felizes no dia de hoje.

Para começar essa playlist que é puro amor, não tem como eu começar por outro artista que não seja o Raulzito, a despeito da dificuldade que é escolher apenas uma música. Raul Seixas tem um legado de centenas e centenas de músicas, cada qual com a sua particularidade e razão especial. Somente as que falam sobre amor somam um bom número: À beira do Pantanal, A maçã, Eu quero mesmo, Ângela, Pegando Brabo, Mas I Love You… E por aí vai. Estas são apenas algumas das letras, tem muito mais. Mas como eu decidi que escolheria apenas uma, optei por Coisas do Coração.

Com um ritmo envolvente, poucas palavras e lirismo puro, esta é uma daquelas músicas que me fazem rir só de lembrar, que contagiam e que provocam a vontade de sair amando e mostrar ao mundo o tamanho do nosso amor.

Em todos os versos, o amor se esconde em uma metáfora que quando interpretada mostra o momento mais bonito (e gostoso) que pode ser vivido entre duas pessoas. A letra toda é linda e muito amor e você pode ouvi-la no vídeo aí embaixo. Para destacar uma estrofe, escolho os seguintes versos: “Somos a resposta exata do que a gente perguntou/ Entregues num abraço que sufoca o próprio amor / Cada um de nós é o resultado da união/ De duas mãos coladas numa mesma oração! / Coisas do coração”.

 

A segunda música da minha humilde playlist é de uma banda que gravou apenas um CD e depois não se teve mais notícia. Os Tribalistas fizeram um curto e bonito trabalho e entre as 21 músicas gravadas pelas vozes de Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, a que mais me encanta e a que é a mais amor de todas ficou conhecida como Grão de Amor. O título, por si só, é intrigante, já que grão é algo tão pequeno, enquanto o amor descrito pelos belos versos desta canção é de uma imensidão sem igual.

Como destaque, a terceira estrofe mostra a complexidade que só quem ama sente ao tentar não ser egoísta, mas sem conseguir: “Me esqueça sim pra não sofrer / Pra não chorar, pra não sentir / Me esqueça sim, que eu quero ver / Você tentar sem conseguir”.

Para encerrar, a música que é a mais amor desse mundo. Love of my life, escrita por Freddie Mercury. A canção foi inspirada em Mary Austin, namorada de Freddie, com quem ele manteve um relacionamento de cinco anos. No final do que os dois chamavam de casamento, Freddie revelou sua homossexualidade à sua parceira.

O mais bonito dessa história é que os dois continuaram amigos inseparáveis depois do término e como prova de seu amor por Mary, Freddie compôs a música mais bonita da história da música (no meu universo musical, claro).

Love of my life é especial pelo conjunto da obra: o ritmo, a inspiração, a história por trás dela, a voz de Freddie e ele, enfim. A estrofe mais bonita: “You’ll remember when this is blown over / and everything’s all by the way / When I grow older, I will be there at your side to remind you / how I still love you, I still love you…”

Estas são uma das muitas músicas que me fazem sentir o amor em cada palavra, verso e nota. Agora, diz aí: quais são as músicas muito amor na sua vida? Vem comigo deixar o dia de hoje mais bonito, vem?

A menina que virou uma mulher devassa

Editora Responsável: Mirian Barbosa

Foi entre 1998 e 1999 que Sandy Leah (ou apenas Sandy para alguns ela chega a ser a Sandy & Junior) começou a dar os primeiros passos e dizer que tinha crescido e virado mulher (tenho que enfrentar com muita fé). De lá pra cá várias coisas aconteceram. A mocinha conhecida por ser filha de Xororó e por ter uma das vozes mais doces do país saiu em várias capas de revistas, em entrevistas na TV e rádio tentando mostrar à população que não era mais uma criança.

Mas como mostrar isso a uma nação que a viu pela primeira vez, ainda pequena, cantando Maria Chiquinha ao lado do irmão mais novo, do pai e do tio? Imaginem ser criada em frente aos holofotes da mídia e ter um país inteiro te observando… É gente para caray, falando bem e mal da sua vida, questionando um milhão de coisas que muitas vezes a própria família nem se importaria. Como a questão de se ela era virgem ainda ou não antes de casar.

Poxa, nós temos a liberdade de sair quando queremos, de fazer o que queremos, de dançar até o chão, de falar palavrão. E a pobre da Sandy? Falavam que ela tinha cara de quem não cagava, de quem não peidava e de quem nunca jamais falaria um palavrão, nunca teve liberdade alguma nem de ir ao bar da esquina tomar uma cerveja com as amigas da faculdade. Foi nessa época que ela escreveu a música Discutível Perfeição, onde fala que vai ao banheiro, que também fala palavrão e que é como uma pessoa comum.

Depois disso tudo uma marca de cerveja teve a brilhante ideia de colocá-la de garota propaganda. Pronto! Piadinha maravilhosa prontíssima saindo do forno, quando ela foi e soltou que preferia batidinha a cerveja. Sem comentários sobre o nome da cerveja, que já tinha utilizado Paris Hilton como garota propaganda.

E mesmo assim a sociedade ainda questiona se ela já fez sexo com o marido, ainda olham pra ela e conseguem ver aquela menininha doce cantando Maria Chiquinha. Numa entrevista para a Playboy ela até tentou mostrar que tem uma mente aberta e que não é muito de frescuras e nem de neuras ao dizer que acredita sim que é possível ter prazer anal. Pronto de novo, as pessoas ficaram chocadas. Até o pai dela, o cantor Xororó deu entrevista falando que pai nenhum quer ouvir a filha falando sobre sexo anal.

Agora, com quase 30 anos de idade, Sandy Leah mais uma vez tenta mostrar a sociedade brasileira e ao mundo que cresceu, que é sim uma mulher e que vive como uma. Na letra da música meio pop, bem estilo ao que ela fazia na época da dupla com o irmão, ela fala sobre como é ser uma jovem mulher de quase 30 anos. Que é “jovem demais pra ser velha, e velha demais pra ser jovem”.

Escutei a música e me apaixonei – não que já não fosse fã das músicas, da voz e da pessoa – pois ela conseguiu colocar na letra não só sua experiência pessoal, que mostra as controvérsias de estar nessa idade, como faz muita mulher entender perfeitamente o que é isso. Quem por volta dos vinte e poucos anos não se pegou pensando “Porrãhh já tenho tudo isso, daqui a pouco eu completo 30 e não sou mais tão jovem assim!”?!

A ficha cai e o medo das responsabilidades vem à tona, é normal, minha psicóloga sempre diz que todos passam por fases em que temos medo de mudanças e isso acontece principalmente nas horas de mudanças mais radicais, como o final da adolescência e a passagem para vida.

Para quem quiser ouvir a música: