Mulheres têm opção sim de querer ou não transar

Atualmente existem alguns mitos relacionados ao sexo e a preferência das mulheres. Alguns homens desavisados ainda pensam que elas aceitam toda e qualquer forma do ato, mas não é assim. Hoje as mulheres têm preferências, fazem sexo oral se quiserem e até comandam as posições. E tem mais um detalhe, se elas quiserem, podem ter mais de um parceiro sexual, aliás se não há comprometimento, ninguém tem nada haver com a vida de ninguém não é mesmo?

Como nos meus outros textos escrevi sobre machismo, hoje, digamos, seja mais um texto da saga contra o machismo. Alguns homens ainda não aceitam que as mulheres tenham vida sexual ativa. Para eles as mulheres que saem a noite, encontram alguém e vão direto pro “vamos ver”, são tachadas como putas, biscates, piriguetes e por aí vai.

Também acontece dos homens “pegarem” as tais mulheres, terem o melhor sexo da vida deles e dizerem pra meio mundo o que ela fez ou deixou de fazer. É engraçado, porque se ela for a mulher independente (estilo Samantha do Sex and The City), que simplesmente não quer passar a noite agarradinha com ele, no outro dia ele irá dizer poucas e boas sobre ela, tudo porque ela não precisa de homem para que a noite dela esteja completa, ela pode muito bem dormir sozinha.

A eterna Samantha, o exemplo de independência feminina

A eterna Samantha, o exemplo de independência feminina

Em muitos filmes e até em séries, alguns dos primeiros encontros mostra o homem empurrando a cabeça dela pra fazer o tal do boquete. Sério isso é muito desagradável. Quer dizer que se as mulheres estão lá no maior amasso, a noite só irá valer a pena se rolar um oral no cara. Já para o cara querer fazer um oral nela, leva no mínimo muitas semanas para acontecer. Ah, e não vamos esquecer daqueles que nem chegam perto por não gostarem. Só que ninguém pergunta se as mulheres gostam de fazê-lo certo?

Por receio de perder o homem, têm mulheres que se perguntam a todo momento se está fazendo tudo direitinho, como se fosse obrigação satisfazer o homem. Então mulherada segue uma dica, não é necessário fazer nada que não queira. Já ouviram falar naquela frase “Se ele ficar bravo porque você não quis dar pra ele, é porque ele não te merece”, acreditem, isso é muito real. Sexo é bom, façam sem ter peso na consciência e sem se apegar aquele cara. Nem se preocupem se ele não ligar no dia seguinte. Se rolou uma sintonia, com certeza ele irá procurar.

Para as mulheres que buscam um relacionamento, não será aquele cara idiota que empurrou a sua cabeça que irá conquistar essa vaga. Os relacionamentos nascem da amizade, da sintonia de ideias, do sexo (claro), mas muito mais que isso, do companheirismo. Todos procuram conforto num relacionamento, jamais dores de cabeça ou obrigações. Imaginem passar o resto da vida com uma pessoa egoísta que não dá a mínima para o que você quer.

Então se depois disso, você homem que está lendo, pensar “nossa essa guria não sabe o que fala”. Acreditem, podem falar mal de nós mulheres, mas não esqueçam que se não for bom, nós nem faremos questão de atender às suas ligações.

Qual é?

Bela mensagem Ensine os homens a respeitar. Não as mulheres a temer

O que anda acontecendo com os homens desse mundo? Será que falar mentiras quando conhece alguém é a forma para tentar “pegar”? Não somos um objeto, somos seres humanos como eles e temos sentimentos. Na primeira noite o cara não deve forçar a menina a dar um beijo sequer, ou falar que é o porto seguro dela sem ela saber e que os dois terão uma noite incrível de sexo se ela nem está disposta a um beijo. Onde foi parar o cavalheirismo?

Enquanto uns inventam mentiras outros acham um absurdo quando a menina tem o domínio do próprio corpo e quer ter uma relação não séria, apenas para manter algo saudável e tranquilo, sem pressões, sem obrigações. Daquelas em que você chama a pessoa pra ver um filme e se depois surgir à vontade de algo mais ok, mas se não o que valeu foi apenas a companhia da pessoa.

Ou será que aquele cara que fala que está com outra mulher, mas que sente tesão por outra e quer de toda forma “comer” a menina porque os hormônios estão a flor da pele é tão incompreensível com os sentimentos de quem está com ele? Fica tendo casinhos pela internet enquanto a sua menina acredita que ele é o tipo de cara certo, cavalheiro, romântico. Pra que tanta hipocrisia?

É claro que a mulher que se dispõe a esse tipo de situação tem total liberdade de fazer isso e decidir por si se aceita essas propostas ou não. Mas o que me indigna é a cara de pau de querer se fazer de santo e de julgar as mulheres por seus atos se eles fazem o contrário daquilo que pregam.

482574_509732439083987_1753622551_n

Marcha De La Mujer Latino Americana, Foz do Iguaçu, 08/03/2013

No dia 08 de março deste ano participei da Marcha De La Mujer Latino Americana aqui em Foz. E a sensação de estar na rua gritando que somos mulheres e não mercadoria, que merecemos respeito independente da roupa que queremos usar, foi libertador. Eu como mulher acho que devo tratar o próximo com respeito e espero o mesmo. E é exatamente por isso que todas espécimes e brotos que foram estavam na rua gritando e protestando. Pela igualdade em todos os sentidos, pela falta de respeito que a sociedade tem com o “sexo frágil”. Só que foram as nossas ancestrais que foram queimadas em uma indústria por querer seus direitos, foram elas que queimaram o sutiã e lutaram pelo anticoncepcional e o direito de fazer o que bem entender. São essas pessoas ditas como frágeis, chatas e sensíveis que conseguem andar num salto alto o dia todo, trabalhar, fazer depilação, aguentar a cólica todo mês, cuidar dos filhos e mais um milhão de coisas ao mesmo tempo.

417744_509735345750363_652335762_n

Marcha de La Mujer Latino Americana, Passando pela Avenida Brasil em Foz do Iguaçu

Na real os homens é que são frágeis perto de nós e o pior ainda é que com essa revolução feminina, nós conseguimos progredir, enquanto vocês queridos homens, só regrediram! E o pior de tudo é que a sociedade é tão hipócrita que se diz anti a ação machista, mas vejam só as três histórias que contei no começo deste texto. Um cara disse mentiras e no final tentou agarrar a menina a força, o outro falou que era conservador de mais pra outra menina e o último queria que a menina fosse o caso de sexo dele enquanto a atual rolo/ficante/namorada dele não transa com ele.

Só uma coisa pra finalizar: “A nossa luta é todos os dias, somos mulheres e não mercadorias!”

601542_509735019083729_475754004_n

Cartaz representando um dos versos cantados durante a marcha

Top Desaventuras de 2012

3

Parece que foi ontem que nosso Desaventuras Femininas saiu do seu ovinho e veio brilhar na vida de nós mafagafas. Claro, nem tudo é feito de rosas nessa nossa comunidade de mafagafinhas. Foram várias conversas sobre os posts, o que deveria ou não ser escrito, entrada e saída de mocinhas e claro muita pegação no pé daquelas que eram mais desligadas e esqueciam os dead lines, em conseqüência o post.

Mas isso é normal, são detalhes que ficam por trás da cortina do espetáculo e vocês Desaventurados não sabem que acontece. Só confesso nesse momento que dá um trabalhão gigantesco para colocar o que acreditamos ser melhor para vocês desfrutarem. Afinal, sabemos que nosso público é muito exigente e tem um gosto daqueles bem críticos e até mesmo “venenoso”. Por isso os adoramoooos! *-*

Chega de espera e vamos as escolhas dos melhores posts de 2012:

– O primeiro em escolha foi o Sexunga, o único post que temos sobre sexo, sim literalmente destacamos o que nossas mafagafas não curtem na hora da pegação.

– Já a segunda escolha foi o Femme Fatale: Personagens marcantes na história do cinema, o qual fala sobre as mulheres mais fatais do cinema, essa escolha foi por ele ser o Primeiro Post do Desaventuras, ou seja, ele é bem especial para as idealizadoras, já que é o inicio de tudo.

– O terceiro no coração é o Modificação Corporal e o Mercado de Trabalho,ele conta inclusive a opinião e um pouco da história daquelas mafagafas que tem modificações corporais e trabalham com isso e como foi a situação em entrevistas e tudo mais.

– Quarto na nossa colocação é o Aumento Abusivo das Tarifas no Transporte Público, essa escolha mostra que nós mafagafas também estamos ativas nas questões de nossa cidade. Afinal somos como todos e também utilizamos o transporte público de Foz, que está péssimo e mais caro do que em muitas capitais do Brasil.

-O quinto colocado conta é aquele que mostra a interação entre as culturas em nossa cidade, o qual demos um pouco de espaço para que amigos pudessem falar sobre como e ser árabe em Foz e ver as constantes batalhas no solo palestino, O outro Lado da História, contou com a colaboração de um broto e uma mafagafa escolhidos a dedo para nos falar sobre isso.

E um bônus especial de dois posts ligados:
#ViradaCultural tira Mafagafas de casa, o qual contamos o lado bom e o ruim de termos dois dias destinados a cultura em Foz do Iguaçu. Esse post conta com foto de uma Mafagafa dando uma de grupie!

Fui ao show da Lady Gaga e só Deus pode me julgar! Esse conta as desaventuras de uma mafagafa na ponte aérea e também na cidade grande sozinha.

Os posts que estão no nosso top top (Olha a MTV ai gente) foram uma mistura de consulta aos leitores amigos e aos colaboradores, vulgo brotos e mafagafas que integram a “família desaventurada”. Caso você tenha outra preferência, solte seu veneno e nos conte ai.

Fui ao show da Lady Gaga e só Deus pode me julgar!

Conforme consta na abertura do blog, o significado de Desaventuras é: surpresa, acontecimento, peripécia e façanha. A intenção das desaventuradas que aqui escrevem, portanto, é justamente compartilhar um pouco desses acontecimentos marcantes ou atividades cotidianas que, de algum modo, possam servir de inspiração/motivação/entretenimento para os brotos e gatchinh@s online.

Como minha estreia no blog – e a pedido da querida Roberta Rodrigues, compartilho com vocês um pouco de minhas desaventuras durante o show da Mama Monster, Lady Gaga, no dia 11 de novembro, no estádio do Morumbi – São Paulo (SP).

Reunindo cerca de 50 mil pessoas, o show concentrou fãs, curiosos e pessoas, pura e simplesmente, em busca de diversão. A partir disso, apresento-lhes alguns comentários a respeito do evento. A intenção, no fim das contas, é dividir observações, na esperança que minhas particularidades e experiências possam cumprir com o objetivo do blog.

Caralho, quanta gente!

Admito que ir a um show em um dos maiores estádios de futebol do país pode ser, realmente, uma experiência emocionante. Aquele papo de sentir a energia do público, ouvir os gritos da galera, admirar as luzes, as formas e a estrutura do lugar, definitivamente, é algo capaz de arrepiar.

Meo, tá todo mundo se pegando!

Honrando a fama de defensora dos direitos homossexuais e, acima de tudo, da bandeira de ser quem você é, o show da Lady Gaga em SP reuniu inúmeros tipos, estilos e gostos em um verdadeiro caldeirão de diversidade – que faria, até você, ter vontade de gritar “I Born this way!”. O mais interessante disso, porém, foi o fato de ninguém ~aparentemente~ se incomodar com os beijos apaixonados de meninas x meninas / meninos x meninos  / meninas x meninos curtindo o show como se não houvesse amanhã. O que pude perceber? Que, realmente, o amor não faz distinção – muito menos, quanto toca uma musiquinha romântica.

Que merda é essa, cara?

Bizarro. Essa, provavelmente, deve ter sido a palavra de ordem para a escolha do figurino de alguns fãs. Se isso foi ruim? Claro que não, afinal, o vestuário de algumas pessoas foi responsável por dar um show à parte e, para exemplificar, me aproveito do post do blog Morri de Sunga Branca para que vocês possam ter uma ideia do que estou falando. O blog elegeu “Os Cinco Melhores Fãs na Fila do Show da Lady Gaga”.

Parece um ataque zumbi, né?

As recomendações para quem deseja ir a um grande show, portanto, são: Se você não quer pegar filas, chegue tarde e saia em um momento estratégico. Fique atento ao que parecer ser a última música e, em seguida, se escape para a saída. Já se você quer ficar na frente, colado no palco, chegue MUITO CEDO e prepare-se para lidar com fãs raivosos em um combate mortal. Por último, tenha noção de como você vai voltar para casa. Caso a opção seja o taxi, seguem algumas dicas especiais: não dê atestado de turista, arrume um jeito de dar a entender que sabe, exatamente, por onde o taxista está indo e, de preferência, REALMENTE faça alguma ideia de qual a melhor rota para chegar ao local desejado Além disso, informe-se sobre o valor médio da corrida (por exemplo, para chegar ao local eu paguei X, logo, a corrida de volta deve ficar entre X reais!).

 Como tem zona aqui…

Essas dicas são para quem deseja viajar e, realmente, desfrutar do lugar que está visitando. Primeiro: não seja (tão) mão de vaca. Se a sua intenção for se divertir, de verdade, e conhecer novos lugares, sufoque o Tio Patinhas que existe em você e não hesite (tanto) em gastar um pouco mais para aproveitar (muito) mais. Na dúvida, se pergunte: “eu gastei até as calças para chegar até aqui e, agora, vou deixar de fazer isso?”. Pense na relação de custo x benefício. Segundo: NÃO CUSTA dar uma olhadinha na internet em busca de opções para sair, antes de chegar ao seu destino. Anote o endereço/telefone do lugar, trace rotas, planeje um orçamento e, principalmente, confira os comentários de outros consumidores sobre o local…

 A propaganda é a alma do negócio.

Na verdade, esse tópico não tem nada a ver com o show da Lady Gaga. Mas, quis comentar o acontecido com vocês. Enquanto estava passeando por São Paulo, me deparei com uma cena comum, porém, diferenciada. Um homem ~jovem e forte~ com a perna enfaixada estava pedindo dinheiro no sinal. Tudo corria tranquilamente até o momento em ele parou para contar as esmolas recebidas. O homem, então, abriu sua pochete e começou a folhear um bolo de notas de R$ 10,00, R$ 20,00 e, quiçá, R$ 50,00. Meu primeiro pensamento para a cena: VOU VIRAR MENDIGA EM SÃO PAULO! Meu segundo pensamento para a cena: Não, não vou! A moral da história, porém, e, na verdade, o GRANDE DIFERENCIAL da cena, foi quando o fdp que tinha mais dinheiro que eu homem virou as costas para o sinal e pude ler em sua camiseta: “Só Deus pode me julgar!”. Então, tá.

 Foz é um ovo!

Conhecer uma nova cidade pode ser uma experiência excitante, assustadora e maravilhosa. Se tratando de São Paulo, então, as possibilidades se multiplicam e ao mesmo tempo em que você se sente um jacu por nunca ter andado de metrô, uma IMENSA vontade de “ir além” passa a te acompanhar. O que quero dizer aqui, na verdade, é que viver situações, até então, inimagináveis e fora do “seu” comum pode servir como um impulso para olhar a vida com outros olhos. Papos complexos e divagações à parte, estou querendo dizer que o mundo É MUITO GRANDE e se limitar, diante que tudo o que a vida pode lhe oferecer, é uma bobagem.

 Obrigada por viver isso comigo.

Com certeza você já ouviu ditados ou nicks de MSN como: “Existem pessoas capazes de transformar pequenos instantes em grandes momentos”. Encerrando minhas observações a respeito do show da Lady Gaga em SP, devo admitir para vocês que essa é uma grande verdade. Gostaria, realmente, de deixar uma série de agradecimentos, citando inúmeros nomes nesse post (inclusive, o de cada uma das pessoas para quem liguei aos berros durante o show!), mas… em resumo, quero dedicá-lo à senhorita Elisangela ~favela~ Schwantes.

Por enquanto, me contento com a dedicatória. A declaração de amor fica para outra hora (fdp feelings). E quanto aos brotos e gatchinh@s online… Fiquem com a música que, em grande parte, me motivou a ir ao show (e atenção especial para a coreografia no 1min02 seg).

Até a próxima desaventura!

Seu amor, nosso ódio

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

trip-198-intolerancia-005

Existe uma bancada evangélica na nossa política (estado laico mandou um beijo!) que está tentando promover a cura gay.  Essa “cura” é um projeto que deseja sustar os artigos em que é proibido tratar a homossexualidade como um transtorno. Sim, eles querem que a homossexualidade seja tratada como doença.

Nesse contexto, surgem nomes como Jean Wyllys. Baiano de Alagoinhas, ele ficou conhecido, nacionalmente, após ganhar o reality show Big Brother Brasil, em 2005. Jornalista, Mestrado em Letras e Linguística pela UFBA, professor de Cultura Brasileira e Teoria da Comunicação e eleito em 2010 pelo PSOL, é um defensor da igualdade.

Do outro lado da história, surge Silas Malafaia: um pastor evangélico homofóbico e grande estimulador dessa sustação. (Se você ainda não viu o vídeo da audiência pública, pode ver aqui.).

ex-gays-libertos-do-pecado2

Quando você expressa sua opinião de que a homossexualidade é algo errado, ruim, do capeta, de lúcifer, do demônio (…) você justifica atos de violência e homofobia. É uma pena que qualquer crítica a isso vire uma suposta tentativa de censura.

O que muitos não entendem é que a questão não é censura, é o preconceito – mas, a homofobia não é considerada crime no Brasil. A situação se torna ainda mais grave, se levarmos em consideração a influência da igreja evangélica no país. Só pelo fato de existir uma bancada evangélica no senado, já se pode perceber que há algo errado e que, realmente, essa suposta laicidade já está mandando um abraço faz tempo!

Autoridade científica (só que não), Malafaia diz que o racismo é errado, pois a pessoa não tem escolha, é algo genético. Já a homossexualidade é escolhida, ou seja, é a OPÇÃO sexual de cada um. O que ele não se dá conta que é, na realidade, não existe opção sexual, e sim, orientação. (Vale lembrar que a igreja já utilizou discursos bíblicos para negar direitos aos negros.).

Para completar, a constituição fala sobre a tolerância religiosa e liberdade de crença, incluindo a de não acreditar em nada (o que, para mim, é um mito, pois se você não acredita em algo, as pessoas logo te julgam como “endemoniado” ou tentam te enfiar alguma crença goela abaixo).

Infelizmente, essa tolerância não acontece. O que vemos por aí é que vários fatos são ignorados e outros, simplesmente, são manipulados, fazendo com que muitos até concordem com essa cultura de ódio e alienação. O resultado são pessoas que não questionam mais o que é certo ou errado, afinal, se o padre/pastor está dizendo, está tudo certo. Amém.

O burro, a cabra e o espinafre

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

Sendo bem direta, esse post é uma análise do artigo “Parada gay, cabra e espinafre”, afinal, não podemos ignorar a desagradável matéria de J.R Guzzo (quem quiser ler na íntegra o link é esse).

O autor começa seu texto afirmando que o chamado “Kit Gay” foi uma ação “infeliz”. Em seguida, alega que não é normal ser gay, defendendo seu ponto de vista com a seguinte frase: “(…) houve muito ruído em torno do infeliz “kit gay” que o Ministério da Educação inventou e logo desinventou, tempos atrás, para sugerir aos estudantes que a atração afetiva por pessoas do mesmo sexo é a coisa mais natural do mundo”.
A introdução do texto de Guzzo afirma que ser gay não é tão difícil como era antes, mas que, mesmo assim, as famílias não querem que seus filhos sejam homossexuais. Além do mais, o autor aponta que o Código Penal Brasileiro pode considerar denúncias por injúria (de acordo com o artigo 140) quando alguém heterossexual é chamado de gay.

No segundo parágrafo, o colunista continua discursando sobre a pouca importância de combater a antipatia social em torno do homossexualismo. Diz ainda que os homossexuais querem mais direitos que os heterossexuais, que o
que desejam é serem tratados como uma raça frágil. Suas palavras seguem preconceituosas, atestando, até mesmo, a inexistência da comunidade gay e de suas lideranças. Ele justifica essa afirmação com a seguinte frase: “(…) a única coisa que têm em comum são suas preferências sexuais – mas isso não é suficiente para transformá-los num conjunto isolado na sociedade, da mesma forma como não vem ao caso falar em “comunidade heterossexual” para agrupar os indivíduos que preferem se unir a pessoas do sexo oposto (…)”.

No 4º parágrafo, Guzzo comete um grave erro (entre tantos outros, facilmente identificados em seu deplorável texto). Ele diz que a estatística de homossexuais assassinados em 2010 (que foi de 250 a 300) está dentro do número de homicídios ocorridos por ano (um total de 50.000). O detalhe é que o autor esqueceu-se de considerar que esse número corresponde a pessoas mortas, simplesmente por sua orientação sexual – e não por qualquer outro motivo.
Continuando nossa análise, segundo o texto o termo homofobia é utilizado para qualquer ato que desagrade às entidades ou militantes da causa gay. Guzzo ainda diz que todos têm o direito de não gostar de homossexuais, assim como têm o direito de não gostar de espinafre e, logo, que isso não é crime. Para ele, o preconceito é imaginário. O fato de homossexuais não poderem doar sangue não é algo preconceituoso – já que pessoas com mais de 65 anos ou doentes também não podem. Mas espere um momento… Qual a semelhança de um homossexual com essas pessoas? Uma das piores e mais infelizes partes do texto é quando o autor fala que pessoas do mesmo sexo podem, sim, viver e andar livremente juntas. Mas, não podem se casar, pois o casamento, por lei, é uma união entre um homem e uma mulher.

Conforme levantado por Guzzo, o casamento deve ser entre pessoas do sexo oposto para que seja possível gerar filhos, laços de parentesco e, de fato, formar uma família. Eis então, que o autor libera uma das maiores pérolas de seu artigo ao dizer que, assim como pessoas do mesmo sexo não podem se unir legalmente, um homem também não pode se casar com uma cabra. Em sua defesa, o colunista afirma que esse mesmo homem pode até ter uma relação estável com a tal cabra, mas que, definitivamente, não pode se casar com ela.

E as comparações não param por aí. Guzzo também diz: “(…) Não pode se casar com a própria mãe, ou com uma irmã, filha, ou neta, e vice-versa. Não poder se casar com uma menor de 16 anos sem autorização dos pais, e se fizer sexo com uma menor de 14 anos estará cometendo um crime. Ninguém, nem os gays, acha que qualquer proibição dessas é um preconceito. Que discriminação haveria contra eles, então, se o casamento tem restrições para
todos? (…)”. Diante disso, a tentativa de transformar a homofobia em crime é classificada como nociva, já que, segundo o texto, todos têm o direito de odiar homossexuais. O que ele se esquece, porém, é que 77% da população brasileira é a favor da criminalização da homofobia – ao contrário do querido jornalista Roberto Guzzo.

Na conclusão de seu texto, o autor fala que não há necessidade de fazer paradas gays, pois as maiores conquistas dos homossexuais foram alcançadas graças ao curso natural da história. Baseado em argumentos totalmente homofóbicos, o colunista da revista Veja, Exame e diretor editorial da Abril, prega uma cultura de preconceito e, como se não bastasse, usa dados manipulados. Fatos como esse demonstram que o Brasil está longe de ser um lugar pacífico, como muitos dizem. Permitir que um jornalista exponha uma opinião preconceituosa em uma revista com tiragem de 1 milhão, definitivamente, acarreta consequências muito mais graves do que uma mera conversa em uma roda de amigos. Trata-se de uma influência midiática que pode incentivar a homofobia e fortalecer a de quem já a possui. Preocupante, Sr. Guzzo!

Goza

Goza, guria!

Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de sexo.

Eu não conheço nenhuma pessoa que não goste de sexo, que existem, existem, mas nunca as conheci. Então esse texto é para aqueles que, assim como eu, gostam da coisa.

Na verdade, poderíamos dizer que o que temos aqui é um apelo direcionado especialmente às mulheres que ainda se intimidam ao falar sobre esse assunto, que é sim natural, embora possa – e seja – socialmente construído e, porque não dizer, deturpado?

Grande parte das mulheres que conheço, titubeiam ao falar sobre orgasmos, masturbação, fantasias e, claro, o número de parceiros. Isso porque como sabemos, mulheres têm vagina apenas para procriação, só que não.

E não muito distante, porém, às vezes esquecido, está o lindo – e maravilhoso – “clitóris” que, embora esteja na ponta da língua de muita gente, ainda, causa controvérsias quanto a sua pronúncia.

Eu não sei a pronúncia correta, se não me engano há mais de uma. Mas, sei onde ele fica. Você, amiga, sabe onde o seu está? Já deu um oizinho para ele hoje? Gata, se toca. Como já dizia o grande sábio Chorão, do Charlie Brown Jr, “o segredo do sucesso está no sino dourado”. Encontre-o, sem medo, sem pressa e sem dramas.

Esqueça tudo que te disseram sobre ser feio, errado, pecado ou perversão. A coisinha linda aí é sua, então, use-a como melhor lhe agradar. E claro, brinque com a coisa do ou da coleguinha, com o devido consentimento, claro.

Whatever, tenho mais coisas a dizer e sei que vocês também. Por isso, menines, usem o espaço para comentários e deixem dicas, sugestões, compartilhem suas experiências conosco. Botem a boca no trombone, ou onde acharem melhor, e vamos gozar a vida.