Homenagem para a mulher da minha vida

Estamos no mês de maio, o mês das mães e das noivas. Mas como ainda não sou e não conheço ninguém que está noiva, vamos homenagear as mães, em especial a minha.

Ser mãe não é nada fácil, primeiro quando se tem o bebê toda a atenção vai pra ele, são madrugadas a fio de dedicação e olheiras. Depois, a criança precisa ser educada, precisa dos cuidados médicos, roupas e brinquedos, lá se vai o salário do mês. Por último a adolescência, que muitos pais denominam “aborrescência”, aquela idade que o jovem não está nem aí para nada, a rebeldia chega e pronto, mais olheiras e cabelos brancos.

Tudo isso está ligado a dedicação dos pais, mas em especial quem se preocupa um pouco a mais é a mãe. Por motivos ainda não explicados, a mãe tem uma ligação a mais com os filhos, talvez seja pelos nove meses com aquela barriga pesada e com os hormônios a flor da pele. Ou talvez seja por que as mulheres em geral tem mais sensibilidade e de certa forma isso afeta mais em se tratando de filhos. Pois bem, as mães estão lá em todos os momentos da vida de um filho, em muitos casos essa parceria é muito difícil.

Minha mãe que o diga, logo que eu tive meus anos de “aborrescência” ela estava saindo de um casamento fracassado, como se não bastasse uma doença iria chocar a família, o câncer de mama. Eu me culpo por que na época eu era uma daquelas adolescentes que não ligavam pra nada a não ser para o próprio umbigo. Então eu dei trabalho na época que minha mãe mais precisou da compreensão de todos.

Enfim, com muita luta, já que meu pai não ajudou em nada e meus irmãos faziam faculdade particular, minha mãe conseguiu vencer o câncer e criar a filha caçula que ainda precisava de educação. Alguns anos mais tarde, eu comecei a entender mais as razões da vida e a compreender minha razão na sociedade, então as brigas tiveram outro cunho: o serviço doméstico.

Resumindo, a convivência com minha mãe não é das melhores, mas eu jamais fui uma filha problemática, envolvida com drogas ou com amigos indesejáveis. O único problema é a nossa diferença, talvez até igualdade, de gênios, temos ambas um gênio muito forte.

Minha mãe sempre lutou com todas as garras para ser uma boa mãe, como todas as outras. A diferença é que ela teve que lutar com um pouco mais de força e medo que talvez outras mulheres não tenham: o divórcio, o câncer, a falta de trabalho. Ainda assim ela conseguiu com que os filhos fossem pessoas descentes, nunca se envolvendo com problemas da sociedade moderna e sempre seguindo o melhor caminho para as conquistas.

Minha rainha, musa, diva...

Minha rainha, musa, diva…

Então minha homenagem vai para essa mãe, que me cuidou, educou, brigou, e mais ainda, me amou incondicionalmente. Peço desculpas pelos meus erros, mas quem nunca não é mesmo. Hoje eu tenho a consciência de que tudo aquilo foi para meu bem, um eterno clichê de todas as mães. Dona Marta Beatriz Tebes, este dia das mães é apenas mais um de todos os anos, mas você é especial para mim todos os outros 364 dias do ano. Te amo.

E um Feliz Dia das Mães!

 

 

HOMOFOBIA, O QUE É ISSO?

A sociedade moderna se organiza por setores, rótulos, catálogos e definições por vezes dualistas e  restritivas, sendo, difícil para o indivíduo, uma vez definido, fujir ao rótulo que lhe é imposto.

O preconceito se origina exatamente durante este processo de individualização, registro e catálogo do ser. Em uma tentativa de organizar “todas as folhas da floresta” até mesmo o preconceito é denominado, legalizado e definido.

Surge assim o termo homofobia para definir  a antipatia imotivada, o desprezo,  o preconceito, a aversão, o medo irracional transformado em atos de discriminação e violência com base em uma percepção de orientação sexual discordante.

400_F_47721689_rMooeA0XqHqBwiBYileNIZiCrMPLT7TBA homofobia é termo geral pois exprime todo o preconceito sofrido pelas diversas  minoritárias de indivíduos de orientação sexual distinta da orientação sexual majoritária: a hétero (pois sim, a heterossexualidade também é uma orientação sexual).

Assim, quando falamos de homofobia falamos de lesbofobia, bifobia, transfobia,  e a própria homofobia em sentido estrito, ou seja, o preconceito direcionado a indivíduos: lésbicas, bissexuais, transsexuais, travestis,  transgêneros e gays, E SIM EXISTE DIFERENÇA ENTRE CADA UM DESTES TERMOS.

Sendo a sexualidade parte integrante da personalidade individual de cada ser humano e vivendo nós, ainda, em uma sociedade  de rótulos e catálogos onde, aparentemente, não existe simplesmente a possibilidade de sermos indivíduos únicos e indefiníveis que se moldam continuamente de modo livre, é interessante que entendamos corretamente cada um destes termos.

Para isso é preciso primeiramente falar de gênero,  identidade de gênero e orientação sexual POIS SIM, MAIS UMA VEZ, AQUI TAMBÉM EXISTEM DIFERENÇAS:

Gênero é o que culturalmente seriam características do ser “masculino” e do ser “feminino”: forma física, anatomia, maneira de se vestir, falar, gesticular, enfim as atitudes, comportamentos, valores e interesses de cada gênero e que habitualmente lhe é atribuído no nascimento (levando-se em conta apenas o caráter biológico do indivíduo).

Identidade de gênero se refere à forma como alguém se sente, se identifica, se apresenta, para si próprio e aos que o rodeiam, bem como, relaciona-se à percepção de si como ser “masculino” ou “feminino”, ou ambos, independe do sexo biológico ou de sua orientação sexual, ou seja, da sua maneira subjetiva de ser masculino ou feminino, de acordo com comportamentos ou papéis socialmente estabelecidos.

Orientação sexual por sua vez, diz respeito á atração mas não apenas sexual, faz referencia à aquele que é objeto de desejo, por quem nos apaixonamos a primeira vista, amamos, uma soma de  instintos, impulsos, genes, hormônios, genitálias, ato sexual, amor platônico, subjetivo, possibilidades corporais e imateriais de vivenciar prazer, amor e afeto independente de gênero.

 A tabela abaixo sumariza as possibilidades existentes de orientação sexual e identidade de gênero:

Sexo biológico Gênero psíquico Orientação sexual Como reconhecemos
Mulher Feminino Bissexual Mulher bissexual
Mulher Feminino Heterossexual Mulher heterossexual
Mulher Feminino Homossexual Mulher homossexual
Mulher Feminino Assexual Mulher assexual
Mulher Masculino Bissexual Homem bissexual
Mulher Masculino Heterossexual Homem heterossexual
Mulher Masculino Homossexual Homem homossexual
Mulher Masculino Assexual Homem assexual
Homem Masculino Bissexual Homem bissexual
Homem Masculino Heterossexual Homem heterossexual
Homem Masculino Homossexual Homem homossexual
Homem Masculino Assexual Homem assexual
Homem Feminino Bissexual Mulher bissexual
Homem Feminino Heterossexual Mulher heterossexual
Homem Feminino Homossexual Mulher homossexual
Homem Feminino Assexual Mulher assexual

Então de modo simplista e direto (sabendo que os graus desta sexualidade podem sim variar) podemos entender:

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Lésbica: mulher (gênero); que se identifica como mulher (identidade de gênero); e sente atração por outras mulheres (orientação sexual).

Gay: homem (gênero); que se identifica como homem (identidade de gênero); e sente atração por outros homens (orientação sexual).

Bissexual: homem ou mulher (gênero); que se identifica com o seu gênero de nascimento (identidade de gênero); e sente atração por ambos os gêneros (orientação sexual).

Travesti: homem ou mulher (gênero); que se identifica com seu sexo biológico, no entanto adota os hábitos do gênero oposto (identidade de gênero); gay, hetero ou bissexual (orientação sexual).

Transexual: homem ou mulher (gênero); que não se identifica sente desconforto com seu sexo biológico e deseja modifica-lo (identidade de gênero);  gay, hetero ou bissexual (orientação sexual).

Transgênero: homem ou mulher (gênero); transita entre os gêneros e não sente necessidade de alterar seu sexo biológico (identidade de gênero); gay, hetero ou bissexual (orientação sexual).

Apesar de todos estes rótulos e catálogos, é interessante por vezes nos conscientizarmos  enquanto seres sociais, pois o preconceito homofóbico existe dentro do meio LGBTTT, está na lésbica feminina que tem preconceito quanto a lésbica “bofinho”, no gay que ridiculariza o travesti, no bissexual que conta piadas de gays, na lésbica que não tem contato com gays por julga-los “espalhafatosos”…

A sociedade ainda sexista e heteronormativa por vezes cataloga  divide e exclui os indivíduos para melhor controla-los e já é  difícil enfrentar a homofobia social (assumida e principalmente a velada) então muitas vezes não contar com o apoio daqueles também por eles marginalizados por puro preconceito é algo que simplesmente não faz sentido algum, não acham?

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Mas esta pode ser apenas a minha opinião,  idealista, militante, sonhadora e igualitarista.

Leia Mais Em:

http://www.academia.edu/2387656/Feminismo_transgenero_e_movimentos_de_mulheres_transexuais

http://www.plc122.com.br/orientacao-e-identidade-de-genero/entenda-diferenca-entre-identidade-orientacao/#ixzz2SOcB7rbk

http://educacaoesexualidadeprofclaudiabonfim.blogspot.com.br/2009/07/genero-identidade-de-genero-e.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Homofobia

O cheiro que vai. A saudade que fica.

Se as almas possuíssem alguma característica física, a minha seria representada por um grande e anguloso nariz. Desses que aspiram cada partícula de odor do ar e que inspiram com a confiança militar de que nunca lhe faltara o que respirar. A verdade é que “os cheiros” são minhas lembranças mais vivas.
Sinto cada pessoa, vivo cada momento e lembro de cada sorriso através de uma passagem de ar. São inúmeros odores doces, acres, mofados ou vivos que estabelecem vínculos em minha vida. Ninguém passa por mim sem deixar um cheiro marcado, almiscarado ou salpicado de suor. Não importa. A pessoa vai e seu cheiro fica, incrustado em minha pele, fixado em meu cérebro e registrado no meu nariz adunco.
Talvez seja por isso que invejo tanto essas autoras de livros virais. Elas retratam os cheiros de uma maneira sensual, única e precisa. E isso vai desde o couro forte e esticado até as fogueiras que crepitam com o calor de corpos sem cabeças. O odor desenhado por palavras em cada pagina penetra meus olhos e preenche cada mínimo espaço de meu nariz imaginário.
Costumo dizer que pessoas ricas cheiram tudo igual e que Caroline Herrera é usado como água em certos residenciais. Mas graça a essa coisa chamada “pele”, cada perfume ganha a sua característica inovadora. Cada aroma se adequa a nosso corpo de forma diferente. Afinal, o seu doce não é o meu. Minha madeira não faz a tua casa e o suco cítrico do outro não nos convêm.
Por exemplo, o cheiro do garoto de séculos atrás era nauseante. Uma mistura de suor, desodorante de perfume e essência putanesca. Deixava um rastro de menino que a mãe precisa implorar para que limpe o quarto. A culpa em todo não era dele. Era da natureza que o fez intolerante a temperaturas maiores que 8°C. Para resumir, não durou mais do que alguns banhos de suor que me martirizavam.
O da pessoa ao qual esse texto é em parte dedicado, ao contrário do que sempre dizia, era uma mistura de roupa limpa, sonhos e óleos almiscarados. Tinha um quê de flores do campo e menta, muita menta. O perfume ora adocicado ora perdido em forças cítricas, vinha bater em minha cara como uma lufada boa de vento, indicando que “estava tudo bem” e que bons ares só poderiam indicar bonança.
Em noites frias era um cheiro diferente, de roupa quente e calor abrasador. Temperado com o frio das bochechas, criava um ar de realeza, desses odores que você imagina em salões de festas, repletos de buquês de flores e danças puritanas. Era algo que sempre foi, é e será doce.
E também há o cheiro de outra pessoa especial. Um que me fazia sentir parte de algo maior, de uma família completa. Um aroma de parente de sangue em alguém que me presenteou com amizade. Se eu for parar pra analisar, eram cheiros simples, de pessoas incríveis, que por descuido deixei caírem da penteadeira. Aromas que quebraram em mil pedaços e se espalharam, com a ajuda do vento, por minha vida e que de vez em quando chegam como vendaval, devastando todas as forças que criei para superar, arrastando para longe toda a base que reconstruí.
Eu gosto de cheiros. Gosto de sentir e lembrar de pessoas pelo perfume deixado em meu pescoço ao me abraçarem e não gosto da ideia de deixá-los irem embora, de perdê-los em meio a tantos novos odores. Pra mim, perfumes têm um pouco dessa coisa de amizade, você tanto, tanto, mas tanto usa que um dia perde o olfato para ele. Não o sentindo nem quando despeja o frasco inteiro pela roupa. Nessa hora é necessário trocar. Experimentar um novo, se encantar com outro. Quem sabe, se o perfume for paixão antiga, você um dia volte a usá-lo para relembrar uma época boa de sorrisos e canções?

Consumismo é para os fracos

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Nesses corpos nós viveremos, nestes corpos nós morreremos. Onde você investe seu amor, você investe a sua vida.

Eu ia começar dizendo que vida de mulher não é fácil, mas não. Viver em sociedade é que não é fácil. Afinal, as cobranças vêm para todos e de todos os lados. O público feminino, porém, sente sim uma pressão maior, tanto é que você pode reparar: a maioria das propagandas de roupas, calçados, acessórios e cosméticos tem como intenção vender para as mulheres.

E aí, como lidar? Os comerciais mostram mulheres lindas, ‘bem-sucedidas’, maquiadas, magras, bem vestidas, bem calçadas dizendo que só dentro deste padrão é que a mulher tem poder e é feliz. O que é mais fácil? Se render a essa ideia ou sair por aí atraindo olhares (negativos e reprovadores). Sim, porque se você usa a mesma roupa por três dias, você é uma relaxada. Se você usa o mesmo vestido para sair três vezes, você não tem classe. Se você não se maquia todos os dias, você não se ama. Eu poderia ficar a noite inteira aqui falando.

A minha sorte (e é justamente por isso que estou escrevendo este texto hoje) é que eu nunca fui convencida por propagandas. Nunca pedi um brinquedo para a minha mãe só porque eu vi na TV o quanto era legal. Nunca quis uma melissa porque todo mundo usava e a TV dizia que era chique. Sorte dos meus pais. Afinal, não tínhamos dinheiro pra isso tudo – eu poderia fazer um melodrama aqui dizendo que minhas roupas sempre foram usadas (ou presentes da minha) até eu me tornar uma adolescente, mas isso realmente nunca teve importância pra mim, até que…

consumismo

Nãããoooooo!

Até que eu comecei a ouvir comentários do tipo “nossa, ela é tão brega” ou “ela até que a bonitinha, mas se veste mal, que nem piá”. E isso, na adolescência, gente, dói. Mas o que eu podia fazer? Me descabelar porque não tinha dinheiro para comprar roupas? Implorar para a minha mãe fazer um empréstimo pra eu me vestir com as roupas da moda?

Não, né? Eu sempre fui levando a minha vida sem me importar. Aí, comecei a trabalhar. Ganhei meu primeiro salário e o que fiz com o meu primeiro dinheirinho? Não, não comprei roupas. Comprei uma bicicleta. Adoro essa história. E o que é que tudo isso tem a ver com vocês? Ah sim, eu escrevo este texto pra você, que como eu, não tem tanto dinheiro assim. Se você pode gastar, querida, nem deveria ter chegado aqui. Vai curtir a sua graninha, vai.

O que eu quero dizer é que sim, temos que ser forte. Afinal, todo mundo quer ter um estilo, uma personalidade, uma identidade. E isso se constrói com o que? Roupas, calçados e acessórios – pelo menos no mundo de aparências onde vivemos, com o qual não concordo e poderia muito bem viver sem. Só que o que muita gente não sabe ou não quer saber é que nada disso importa. Isso mesmo. Existe um ser dentro de você. E ele seria lindo (ou não, até porque não te conheço) em qualquer tribo. Com qualquer vestimenta.

Não estou querendo chegar ao clichê de que você deve se aceitar do jeito que você é, embora isso também seja verdade e necessário. Minha intenção é fazer com que você perceba que se você não tem dinheiro para comprar peças novas a cada três meses, você não vai morrer por isso. Aliás, ninguém vai morrer por isso. O único a sair ferido nessa história toda é o comércio. E a não ser que você seja um comerciante, você não tem nada a ver com isso.

Então, assim ó: por isso o meu título. Sim, o consumismo é para os fracos. É para aqueles que não aguentam a pressão e a cobrança de estar sempre impecável. É para quem acha que o mais importante é a aparência e, o pior, acredita que a primeira impressão é a que fica – isso só acontece se você não encontrar as pessoas por mais de uma vez, porque todo mundo consegue causar uma primeira, segunda e até terceira impressão, sem falar nos casos quando conhecemos alguém por anos e, de repente, essa pessoa se transforma em outra, surpreendente, não?

Outra coisa importante a ser dita: não tem problema nem um você comprar roupas e calçados novos, desde que você não se endivide por isso ou acabe transformando isso em uma neura ou compulsão. Além disso, existem opções alternativas ao consumo com o qual estamos acostumados a lidar. Vale a pena sim, por exemplo, pagar caro em uma peça boa, mas à vista. E você não precisa renovar todo o seu guarda-roupa toda vez que precisar de roupas novas. O mesmo vale para os calçados.

Na verdade, verdadeira, queria encerrar meu post dizendo: o mundo é lindo e cada um pode sair por aí vestido como bem entender, mas…

Pare encerrar, então, pense bem onde você está investindo o seu ‘amor’. Isto é, seus recursos, seja ele o dinheiro ou disposição. Existem coisas melhores e mais importantes que se vestir bem e andar por aí cheio de estilo, não é?

Mulheres têm opção sim de querer ou não transar

Atualmente existem alguns mitos relacionados ao sexo e a preferência das mulheres. Alguns homens desavisados ainda pensam que elas aceitam toda e qualquer forma do ato, mas não é assim. Hoje as mulheres têm preferências, fazem sexo oral se quiserem e até comandam as posições. E tem mais um detalhe, se elas quiserem, podem ter mais de um parceiro sexual, aliás se não há comprometimento, ninguém tem nada haver com a vida de ninguém não é mesmo?

Como nos meus outros textos escrevi sobre machismo, hoje, digamos, seja mais um texto da saga contra o machismo. Alguns homens ainda não aceitam que as mulheres tenham vida sexual ativa. Para eles as mulheres que saem a noite, encontram alguém e vão direto pro “vamos ver”, são tachadas como putas, biscates, piriguetes e por aí vai.

Também acontece dos homens “pegarem” as tais mulheres, terem o melhor sexo da vida deles e dizerem pra meio mundo o que ela fez ou deixou de fazer. É engraçado, porque se ela for a mulher independente (estilo Samantha do Sex and The City), que simplesmente não quer passar a noite agarradinha com ele, no outro dia ele irá dizer poucas e boas sobre ela, tudo porque ela não precisa de homem para que a noite dela esteja completa, ela pode muito bem dormir sozinha.

A eterna Samantha, o exemplo de independência feminina

A eterna Samantha, o exemplo de independência feminina

Em muitos filmes e até em séries, alguns dos primeiros encontros mostra o homem empurrando a cabeça dela pra fazer o tal do boquete. Sério isso é muito desagradável. Quer dizer que se as mulheres estão lá no maior amasso, a noite só irá valer a pena se rolar um oral no cara. Já para o cara querer fazer um oral nela, leva no mínimo muitas semanas para acontecer. Ah, e não vamos esquecer daqueles que nem chegam perto por não gostarem. Só que ninguém pergunta se as mulheres gostam de fazê-lo certo?

Por receio de perder o homem, têm mulheres que se perguntam a todo momento se está fazendo tudo direitinho, como se fosse obrigação satisfazer o homem. Então mulherada segue uma dica, não é necessário fazer nada que não queira. Já ouviram falar naquela frase “Se ele ficar bravo porque você não quis dar pra ele, é porque ele não te merece”, acreditem, isso é muito real. Sexo é bom, façam sem ter peso na consciência e sem se apegar aquele cara. Nem se preocupem se ele não ligar no dia seguinte. Se rolou uma sintonia, com certeza ele irá procurar.

Para as mulheres que buscam um relacionamento, não será aquele cara idiota que empurrou a sua cabeça que irá conquistar essa vaga. Os relacionamentos nascem da amizade, da sintonia de ideias, do sexo (claro), mas muito mais que isso, do companheirismo. Todos procuram conforto num relacionamento, jamais dores de cabeça ou obrigações. Imaginem passar o resto da vida com uma pessoa egoísta que não dá a mínima para o que você quer.

Então se depois disso, você homem que está lendo, pensar “nossa essa guria não sabe o que fala”. Acreditem, podem falar mal de nós mulheres, mas não esqueçam que se não for bom, nós nem faremos questão de atender às suas ligações.

REVIRAVOLTAS E AMOR

O corpo cansado, ferido, agitado pela mente agora inquieta

Luta, resiste, mas parece quase impossível continuar em pé.

Músculos doloridos desejam movimentos fortes, ágeis,

Mas apenas roçam em caricias de ódio.

O coração assustado se nega a sentir, se esconde

E a mente se afasta do mundo.

 

Um rosto

Sorridente, olhos profundos

Aos poucos desperta algo oculto,

Transforma o líquido gélido das veias e artérias em fogo vivo.

Os ferimentos são consumidos pelo calor escaldante que toca a alma

Movimentos retomam força e agilidade o corpo revive.

O coração não resiste, arrisca novamente se deixa levar,

A mente aconchegada  se acalma,

Passado o tempo, o tempo do passado desaparece.

Aquele um solitário, machucado e ferido, em fim tornou-se dois.

 Stephany Mencato.

Alguém que havia decidido não acreditar em relacionamentos encontra alguém que sonha com um futuro. A ansiedade e a paixão se chocam com a calma e o carinho. A insegurança e o medo de compromisso perdem espaço no dia a dia e é impossível imaginar uma vida sem aqueles olhos por perto.

Como dois corpos podem combinar tanto? Simplesmente combinam ou não, existem pessoas e pessoas. Biologia, Química, Psicologia, Poesia? Quem poderia me explicar com certeza por que essa pessoa?

“São três os estágios da paixão. O primeiro se caracteriza pela busca de satisfação sexual, quando o principal hormônio responsável é a testosterona, tanto no homem, quanto na mulher. O segundo é a atração física, caracterizado por um estado de euforia e grande felicidade, quando não se consegue enxergar defeitos no outro. E, por fim, o terceiro estágio é o estabelecimento do vínculo duradouro e a transformação ou não da paixão em amor…’O outro é encarado como a grande fonte de prazer, que o cérebro identifica sempre que está perto. Por isso, quando há afastamento há insegurança, dúvida, conflito. A química cerebral é semelhante a um vício‘… A escolha do par passa pelos cinco sentidos… À medida que a aproximação acontece”.  http://www.amorebobagens.com.br/noticias/93-materias-sobre-biologia-do-amor-na-folha-de-londrina

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“Na verdade o amor é química! Todos os sintomas relatados acima têm uma explicação científica: são causados por um fluxo de substâncias químicas  fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias estão: adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas”. http://biologiacomoideologia.blogspot.com.br/2011/05/quimica-do-amor.html

“O amor não é um sentimento, não é uma sensação ou um estado de espírito.
É um milhão de coisas diferentes ao mesmo tempo.
É um turbilhão de conceitos rodopiando dentro de nós.
Com tanta força nos acertam que transformam o mais forte e feroz dos homens no mais terno cordeiro.
É capaz de derreter a mais sólida mulher no mais doce e vulnerável néctar das abelhas”. http://prosador.blogspot.com.br/2003/11/explicao-do-amor.html

Em meio a tudo isso nem uma das explicações me parecem suficiente, de algum modo esse vício chamado AMOR é incontestável, inexplicável para um apaixonado e incompreensível para quem nunca amou.

Aonde quero chegar com este texto não tenho certeza, mas entre tantos debates e ideias que todos os dias percorrem nossa mente por que não dispensar um tempo para conversamos  sobre algo que não seja  violência, preconceito, injustiça e pensarmos sobre algo que é tão pessoal e intransferível quanto o mais forte de todos os sentimentos?

É maravilhoso olharmos para dentro e nos vermos repletos de amor, pensar ao menos por um momento NAQUELA pessoinha, lembrar DAQUELE amigo ou DAQUELA amiga especiais.

Estamos sujeitos a tantas mudanças e reviravoltas todo o tempo, e podemos até não escolher quem amamos, mas escolhemos quem mantemos ao nosso lado e somos escolhidos para estar ao lado de alguém.

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Então por que não dizer a essa pessoa que te faz tão bem: “independente do tempo ou da distância eu te escolhi para estar ao meu lado nessa vida, nesse momento e essa foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado,   é maravilhoso que você também tenha me escolhido e que possamos seguir juntos”.

Como já dizia Renato Russo “é preciso amar as pessoas como se não ouve-se amanhã, por que se você parar pra pensar, na verdade não há”.

Feliz Aniversário

Eu não tinha ideia do que escrever. Estou um pouco cansada de mim, das minhas dores e meus monstros. Mas obviamente o tema veio fácil. Foi só sentar e esperar, fingir que não tinha nada em mente, enquanto meu inconsciente batalhava por novas palavras para falar a você. Não que já não as tenha dito em milhares de frases passadas, acontece que a data é propicia para dar um “oi” e dizer “saudades de seu cheiro” e assim como todos os anos, estou saudosa e angustiada com aquela ânsia inocente de sentir novamente sua presença.

Noeli Moreira Paz

Noeli Moreira Paz

Talvez mãe, se você estivesse aqui saltitando e falando ao meu lado ou brigando e fumando seu cigarro desgastado, eu não sentisse tanto desejo de eterniza-la em documentos de Word ou de formata-la, justificando seus espaços e reordenando suas vírgulas. Em verdade, acredito que se ainda estivéssemos juntas viveríamos em completo pé de guerra. Eu preocupada com sua saúde e comportamento e você me chamando de velha antiquada e tirana. Não que nosso comportamento antagônico não fosse nos permitir dividir alguns vícios ou bebidas ou amigos ou a nossa própria cama.

Ainda lembro desse seu jeito menina de me chamar de princesa, me pegar no colo e “rodar o mundo”, como se eu fosse apenas uma de suas bonecas. Da sua maneira doce de dizer “te amo” e da forma como me olhava quando íamos dormir. Da força que usava ao segurar minha mão para atravessarmos a rua e principalmente da maneira que você encontrou para me dar todo o necessário  a minha vida de criança, a fim de compensar sua ausência.

Você foi mulher o suficiente para carregar suas próprias dores e fazer da minha infância a mais feliz possível. Infelizmente fraquejou praticamente no inicio da nossa jornada juntas e esse seu deslize, por assim dizer, nos custou um afastamento de quase 15 anos, uma distância de sopros de vida e verões quentes. Não a culpo, afinal, há certos acontecimentos que fogem dos padrões concebíveis e aceitáveis. Você assinalou sua sina naquela manhã ensolarada em que me deu um ultimo beijo na testa. Eu criei a minha culpa a partir do momento que por birra, optei por fingir dormir enquanto você arrastava sua mala pela sala com destino a “infelicidade” de uma praia sangrenta qualquer.

Ao menos mãe, você não teve que viver com a possibilidade do “se”. E “se” eu tivesse levantado e te abraçado? E “se” tivesse chorado e pedido para você ficar? E “se” eu tivesse dito que te amava? Será que teria sido diferente? Será que a consciência teria lhe acertado entre os olhos e a feito acordar para a verdade de que o seu dever era estar ao meu lado todos os dias?

Mas não importa não é? O “se algo tivesse acontecido” não irá trazê-la de volta não é mesmo? Você se foi, assim como o frio do inverno ou as flores das árvores se vão a cada nova estação. O que ficou são duas datas importantes e uma delas é o propósito desse texto.

Quero desejar a você, senhora de meus sonhos e desejos, um feliz aniversário. Sim, é estranho depois de tantos anos já idos continuarmos nesse fingimento de que todo o dia 06/04 é seu aniversário. Afinal, suas fotos não envelheceram ou desbotaram um dia sequer com a ação do tempo. Mas acontece que isso me faz bem. Faz com que eu a sinta perto, sorridente e acima de tudo, feliz. Repleta de uma serenidade que sempre quis proporcionar a você, cheia de um amor incontido e vazado.  Então rainha de meu castelo imaginário. Nessa data querida se lembre de que em vida e morte houve e sempre haverá alguém para te amar, zelar, desejar e sonhar. E que você antes de anjo alado era a melhor mãe do mundo. Feliz aniversário linda 🙂