Ame o que é seu!

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

amor eterno

Há algumas semanas, iniciei a leitura de um livro chamado “Ame o que é seu”, que fala sobre a personagem Ellen, que depois de casada e com uma carreira promissora como fotógrafa, reencontra um amor da faculdade, o qual ela julgava ser o homem de sua vida. As emoções do reencontro levam-a de volta ao passado, fazendo ressurgir antigos sentimentos. Mas, afinal, a pergunta é: O amor eterno ou mesmo “coisas do destino” existem?

O ser humano, apesar de racional, se ilude com meras coincidências e as transforma (na maioria das vezes) em grandes contos. Com isso, o “tombo” após uma decepção é muito mais doloroso.

É claro que o amor e a paixão existem, mas são raros os sentimentos duradouros já que atualmente para largar tudo e seguir uma nova vida está muito mais fácil.

O melhor a fazer quando alguém especial cruza seu caminho é tornar únicos os momentos juntos, guardar as boas lembranças de cada pessoa, pois nunca se sabe quando um verdadeiro amigo pode surgir ou mesmo aquele alguém que você tanto procura, não é?!

A intimidade de um casal

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

rotina

Tempo e sintonia, são os ingredientes chave para o sucesso, ou uma miserável falha, em um relacionamento. Podemos dizer que o produto dessa soma se chama: intimidade. Como bem diziam vários amigos, quem avisa amigo é: A intimidade é uma merda. Ela é a confiança que permite que um casal, ou até amigos, compartilhem problemas, histórias secretas, coisas que deveriam permanecer sem ser compartilhadas, como por exemplo: Peidos, aquela verruguinha em um local duvidoso, arrotos, piadas sobre as partes íntimas (geralmente esse se resume aos casais mesmo).

Enfim, a intimidade parte da sintonia do casal e serve exatamente para permitir que os mesmos mantenham essa conexão, porém quando alguém ultrapassa esse limite é quando as coisas começam a não funcionar muito bem. Há uma linha tênue entre intimidade e privacidade, o perigo em atravessá-la é grande, já que quanto mais próximos mais arriscados se torna.

Porém, o segredo para que isso funcione, é que ela não tem apenas o caminho de vinda, mas de ida e em algumas vezes alguém pode falar alguma coisa a qual o parceiro não está pronto para ouvir, seja por preconceito ou por qualquer outro motivo. Indo direto ao ponto, fiquei chocado com minha namorada falando de cropologia*, não me recordo bem em como foi isso, mas ocorreu após reclamações do meu ronco (sou daqueles que ronca toda a noite), certo foi um choque, mulheres não defecam algodão doce e peidam fragrâncias relacionadas à sua personalidade? Comecei a desconfiar que minha namorada é uma péssima pessoa.

Claro, todos peidam, todos fazem totô, pipi, todos limpam o salão de festas em algum momento, outros até despejam a sujeira logo abaixo, mas certamente, poder se fingir ignorante, é algo muito relaxante, alívio que eu não tenho mais. Mas sinceramente, praticamente moro na casa da minha namorada, dormi umas três semanas seguidas lá, dormimos juntos. Além disso, todo o tempo em que eu não estava no trabalho, francês ou faculdade estava com ela, então eu penso, será que essa intimidade não é exatamente algo que nos mantém unidos e faz com que a gente quase dê certo?! Intimidade é bom, quando queremos que assim seja.

Intimidade é poder mostrar suas banhas, dividir a escova de dente, dormir sem medo de roncar, acordar sem medo de parecer a medusa de tpm em um bad hair day. Intimidade é passar talquinho no bumbum da moça, se um dia ela tiver mal de parkinson em estágio avançado, trocar as fraldas da coitada. Intimidade é um perigo para os tímidos, mas um baita de um preventivo para a tal da monotonia, o que custa rirmos um do outro, aceitar roncos, peidos, melhor, peidos não, por favor, comprar absorvente pra ela no mercado, aqueles negócios pra lavar lingerie, veet, gilette, o que mais for… Mas não com dois meses de namoro, né?!

*Cropologia: ciência que estuda as fezes humanas, com o intuito de diagnosticar e prognosticar doenças do sistema digestivo.