Devaneios do fim de ano

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

psicodália

Hoje é um o primeiro dia do ano de 2013 e eu estou aqui, sem dor de cabeça ou ressaca moral. Escrevo diretamente do Festival Cultural Psicodália só para contar que esse foi de longe um dos piores anos da minha vida e por outro lado foi o que eu mais curti. Isso porque eu aprendi que – por mais clichê que pareça – é preciso pensar e andar distinto para conseguir resultados diferentes.

Esse ano eu conheci algumas pessoas e me aproximei de outras tantas. E esse é o momento em que eu agradeço por me fazerem acreditar na possibilidade de um mundo melhor.

  • Aos rapazes que guardaram as nossas malas, quando as perdemos.
  • Ao “loco” que devolveu meu cartão.
  • Às pessoas que conviveram por mais de 6 dias com frio e chuva e não brigaram.
  • Aos que dividiram o pão e a carne e, sobretudo a cerveja.
  • Às minhas amigas feministas que me entendem e dão suporte, mesmo quando eu falho.
  • Aos meus amigos de modo geral, que me ensinaram durante o ano todo a ser uma pessoa melhor.

Por último nada melhor do que fechar com o ensinamento do sempre mestre Hermeto Pascoal, “nunca é tarde para começar a fazer o que se gosta”. Então, bora lá gente, ninguém aqui tem permissão para ser triste. Ou melhor, transforme a tristeza, quando ela aparecer em poemas, músicas e qualquer coisa que toque o coração. A propósito, no próximo capítulo falaremos sobre como sobreviver ao fim do mundo, ao fim do ano e ao fim do mês.

Todo mundo tem alguma mania num sábado à noite

“Sábado na balada, a galera começou a dançar”. Chega! Começar esse texto com essa música chata e grudenta serve apenas para poder compartilhar com vocês algumas teorias sobre algo que toda mulher tem: manias. Eis que você sai do ninho com as amigas mafagafas e começa a observar todas as pessoas ao seu redor, no maior estilo “embalos de um sábado à noite”. Afinal, todo mundo espera alguma coisa desse dia.

Prosseguimos com algumas situações femininas bem típicas:

– Qualquer mulher marca um horário com você, mas sempre chegará atrasada. Isso, além de ser uma mania, é uma das coisas mais chatas do mundo. Vai falar que você nunca ficou esperando uma delas se arrumar ou ficou aguardando umas delas chegar dentro de meia hora conforme o combinado, mas nunca apareceu? Se você nunca passou por isso, meu caro ou minha cara, você é uma pessoa extremamente sortuda! Não se esqueça de me passar o contato dos seus amigos ou colegas pra eu fazer parte desse seleto ninho.

– Toda mulher é um bicho ciumento e cuidadoso quando se trata de suas maquiagens. Quando mafagafas se reúnem para a produção, o primeiro passo é a pia do banheiro ficar lotada de maquiagem. Uma quantidade de produtos que nem os maquiadores profissionais devem ter em sua coleção. É um troca-troca de pó compacto, base, blush, lápis, delineador, pincéis, batons e afins. Depois de muito atraso, uma delas sempre vai soltar a seguinte pérola: “amiga eu não sei usar isso, faz pra mim?”. Tem quem não goste do que fez e limpa todo o rosto pra começar tudo de novo e as que ficam inseguras questionando se a sombra está simétrica ok ou se a produção está legal leia-se cara de panda ou rosto no maior estilo palhaço. Elas vão se atrasar ainda mais porque vão comentar sobre os cosméticos bons e ruins, os preços e as marcas.

– Como se não bastasse passar horas no banheiro, toda mulher chega no quarto das suas amigas e começam a fuçar tudo no armário. Começa o troca-troca de bolsas, sapatos, acessórios, cintos, anéis, roupas ou o que acharem pela frente. Algumas nem pedem emprestado, pois sabem que a outra vai emprestar, mas sempre fica aquele pensamento de: se ela estragar eu a soco brigo com ela.

– Mafagafas chegam ao seu destino para se divertir. Algumas vão para o bar, outras vão cumprimentar os conhecidos e os amigos. Só que sempre há a espécime que vai correndo para o banheiro e leva junto alguma amiga, logicamente. Esse é o famoso ritual secreto feminino que deixa todos os homens loucos e curiosos. O problema é quando o destino é um restaurante e não um bar. Uma sempre vai ter que ficar esperando a outra na mesa até outras pessoas chegarem. Para o desespero geral da nação, ela vai ficar olhando para o teto ou pra mesa pensando no que iria acontecer se ela tivesse acompanhado a outra. E sabe o que iria acontecer? fofocas!

– Depois de dançar, de se acabar, de fazer companhia, de ficar de vela e de beber todas, sempre haverá uma espécime mais alegre do que o normal, talvez alguém comece a passar mal no banheiro e uma das vítimas que não seja você tem que ir cuidar. Quando a espécime é da linha escandalosa, você fica torcendo pra ela não gritar o seu nome no meio do banheiro pra todo mundo no recinto ouvir.

– Hora de ir para o lar doce lar mesmo que de outra pessoa. Mais uma novela se passa até uma mulher se organizar para dar carona para as amigas. Quem leva quem, qual delas será deixada primeiro. Algumas espécimes procuram meios alternativos como o táxi e as mais desprovidas apelam para o moto táxi ou o ônibus. Também existe a opção de conseguir carona com algum broto amigo ou pretendente.

Essas são algumas das manias que toda mafagafa que se preze (ou não) tem. Caso tenha alguma história divertida pra contar sobre manias femininas, conte para nós já que adoramos bons bafos.