O fim de ano e suas tradições

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

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Para o Natal não pode faltar o famoso peru. Já para o Réveillon nada que cisque para trás para não “dar ré” na vida. Trajes com cores que tragam boas energias, champanhe, superstições, comida (muita comida), alegria, brindes, fogos, contagem regressiva e por aí vai. Mas isso tudo é realmente necessário?

A razão pela qual as festas de fim de ano funcionam é o simples fato de que o ser humano, após ter trabalhado o ano inteiro na busca por aperfeiçoar ou obter melhoras em sua vida, acaba extravasando nos dias em que lhe é concedida essa liberdade que se esconde por trás de nomes bonitos. É a forma que o indivíduo encontra para expor seus sentimentos, sendo eles positivos ou negativos, e purificar a mente para, após a ressaca, prepará-la novamente para mais um ano de muito trabalho pelo seu sustento.

Os artefatos combinados a essa libertação, como trajes (que na maioria das vezes são adquiridos apenas para as datas festivas), comilança, bebidas tidas como extravagantes, entre outros são meras ideias implantadas pelo sistema publicitário para fazer com que o consumo destes produtos se eleve garantindo lucros. Pois bem, parece mesmo que a publicidade já vem comandando o planeta a cerca de séculos, não?!

Mas se você deseja ser feliz e, ao mesmo tempo, fugir dela neste tão esperado fim de ano é fácil. Basta não adquirir nada mais do que você realmente precise, unir com sonhos e metas que queira conquistar no próximo ano, estar próximo a pessoas que te façam bem, elevar seu lado positivo e voilá! Sua virada de ano será próspera e repleta de felicidade, pois o que realmente importa neste dia é o seu estado de espírito.

A todos(as) um 2013 furtivo de graças e energias positivas!

Então o fim…

domo natal

O Natal mal passou e todos já começam a se preparar para o Ano Novo. As promessas começam a ser pensadas, planos a serem feitos, sonhos idealizados, expectativas e claro toda a organização para as festas. Qual roupa usar? Qual sapato? Acessórios, aonde ir? O que fazer? E tudo mais o que vem… Quando a virada do ano acontece começam então as “simpatias”, comer sete romãs, sete uvas e guardas as sementes para jogar para trás, pular sete ondinhas, comer lentilha, ascender velas, encher a carteira com louros e muitas outras.

Claro, além da expectativa para o início do próximo ano, vemos as lojas lotadas com aqueles que precisam trocar os presentes. Alguns não serviram, outros não gostaram do presente, outros não gostam de algum detalhe. Outros lugares que vemos lotados são as rodoviárias e os aeroportos, tantas pessoas querendo correr contra o tempo para comemorar ao lado da família ou daqueles que moram longe.

Em algumas cidades os hotéis também estão lotados, afinal, que data melhor para se conhecer um lugar do que o Reveillon? É… Uma boa parte da população acha que essa é a melhor data para viajar e curtir um novo lugar.

Mas além dessas experiências todas tenho que ser realista e dizer que essa época do ano é mesmo mágica. Principalmente se voltar ao tempo em que era uma pequena mafagafa. Esperava o ano todo só pelo Natal e pelo Ano Novo. A família inteira reunida, amigos em casa, a contagem regressiva para distribuir os presentes, pro Papai Noel chegar… E na virada do ano, que aquele último minuto era mágico… Como uma máquina do Tempo que trazia o futuro. Os fogos pareciam ser feitos de mágica. Como era gostoso abrir os presentes e ficar o dia todo brincando com eles. Já primeiro dia do ano era aquela delicia acordar cedo e sair pedindo a tal das “Boas Festas” e comprar tudo em balas…

E agora depois de virar “gente grande”, o que fazer nessas datas? A magia se perdeu? A graça, os presentes e as Boas Festas? É tudo mudou inclusive as tradições, mas nem por isso deixo de curtir ao meu modo esses dias.  Escutei uma prima dizer que sente saudades de ser criança e poder sentir o cheirinho do brinquedo novo e de esquecer o tempo brincando com as besteiras que ganhou. Também ouvi aqueles que diziam que ser criança nessa época é mais divertido que ser adulto, afinal não tem que ficar atento aos papos de adultos que eram chatos.

Pessoalmente acredito que cada idade tem o seu lado bom e o seu ruim, cabe a cada um ver os pequenos detalhes que são oferecidos e que passam despercebidos. Por isso aproveite as férias ou os dias de folga por causa do fim do ano.