Mulher dona de casa? Não mais!

Até quando a mulher será tachada como uma empregada doméstica? Durante os últimos dias, eu sofri com esse preconceito. Me ofereci a cuidar de uma pessoa acidentada, tudo certo até aí, porém as pessoas acreditam que prestar assistência é sinônimo de “vou fazer a faxina em sua casa Sir!”. Resumindo, nós mulheres devemos apenas ser úteis para serviços domésticos. Não importa a ocasião, o grau de escolaridade ou a profissão, o trabalho dentro de casa é “obrigação” das mulheres. mulher A história da humanidade foi muito cruel com o sexo feminino. Pequenas coisas, como por exemplo respeito, demoraram muito para acontecer. Visto isso, as mulheres para conseguirem uma boa reputação e até mesmo um marido, precisavam ser prendadas (saber bordar, cozinhar, limpar a casa, tocar piano e outras coisinhas a mais). A casa era dever exclusivo de todas as mulheres, só que essa atitude persegue as do século XXI. Homens do mundo moderno entendam: as mulheres já se tornaram engenheiras, médicas, juízas, promotoras, delegadas, ou no meu caso, jornalista. As tarefas de casa, podem (e devem) ser compartilhadas com todos envolvidos. Pensar que isto é coisa de mulherzinha é machismo. Machismo para mim é sinônimo de antiguidade. mulher-do-trabalho-doméstico-28960829 Com tanta independência e autonomia, as mulheres podem escolher as prioridades diárias da vida. Hoje em dia as mulheres fazem o que realmente querem naquele exato momento. Por questões profissionais, tentam resolver os problemas do trabalho, algumas fazer cursos, pensam nas escolas dos filhos, até mesmo cuidam para que o casamento não termine. São muitas coisas que ganharam o lugar das atividades domésticas. A casa já não é mais o lugar onde se encontra mulheres que apenas vivem para isso. trabalho-doméstico Então uma dica para os homens, esqueçam das mulheres para que somente elas realizem a faxina dentro de casa. Mas entendam a rotina diária das mesmas, as circunstâncias e ajudem. Respeitem a igualdade que elas demoraram a conseguir, e não precisam ter vergonha em dividir tudo. Lembrem-se, o mundo moderno exige apenas respeito entre todos.

Sobre Dar

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

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A mulher foi obrigada, por muito tempo, a dar carinho, atenção e se dedicar totalmente ao seu companheiro. Na verdade, a sociedade ainda impõe que a mulher dê tudo isso. Mas, hoje, elas ocupam o verdadeiro papel na sociedade que lhe foi renegado por séculos.

Esses dias, porém, estava assistindo um vídeo de uma pastora evangélica – dessas igrejas que arrastam multidões contando mentiras – falando sobre como a mulher deve se entregar ao homem. Algo como “Aprendendo a Submissão”. A pastora falava assim: “Peça para Deus te dar o dom da submissão!”.

Sério, eu não sabia se era para rir ou para chorar.

Fiquei pasmo!

Como as mulheres, hoje no século XXI, podem escutar alguém que pede para elas serem submissas ao gênero oposto? E qual o motivo para que isso aconteça?

A pastora começa o culto falando do significado de submissão: “obediente, dócil e respeitoso”. Até aí, tudo bem. Eu desejo mesmo que as pessoas sejam obedientes, dóceis e respeitosas.

Mas o problema é: Por que apenas as mulheres devem ser submissas? Se submissão é bom e “todos gostam” por que os homens também não devem ser submissos às suas esposas, mulheres e namoradas?

Claro que se todas as pessoas fossem “obedientes, dóceis e respeitosas” o mundo seria cor de rosa e lindo. Mas o problema está na sociedade impor somente a submissão da mulher. E isso não está, definitivamente, certo.

A submissão deve ser um trato do casal. Um submisso ao outro. Não é um dom que deve ser entregue exclusivamente à mulher.

A mulher deve dar carinho, atenção, amor e fraternidade, mas o homem também. O homem deve se entregar ao relacionamento. A mulher, a mesma coisa.
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Se entregando desta forma, a submissão (eita, palavrinha feia!) não existe mais, porque tudo deve começar a funcionar de uma forma “automática” e sincera. As trocas de carinho, as palavras de amor e o afeto, tudo se torna constante no relacionamento.

Assim, o dar – de se entregar – é o mais fácil de tudo. O difícil é você conseguir controlar os vícios e traumas, mas isso já é uma outra história.

 

A intimidade de um casal

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

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Tempo e sintonia, são os ingredientes chave para o sucesso, ou uma miserável falha, em um relacionamento. Podemos dizer que o produto dessa soma se chama: intimidade. Como bem diziam vários amigos, quem avisa amigo é: A intimidade é uma merda. Ela é a confiança que permite que um casal, ou até amigos, compartilhem problemas, histórias secretas, coisas que deveriam permanecer sem ser compartilhadas, como por exemplo: Peidos, aquela verruguinha em um local duvidoso, arrotos, piadas sobre as partes íntimas (geralmente esse se resume aos casais mesmo).

Enfim, a intimidade parte da sintonia do casal e serve exatamente para permitir que os mesmos mantenham essa conexão, porém quando alguém ultrapassa esse limite é quando as coisas começam a não funcionar muito bem. Há uma linha tênue entre intimidade e privacidade, o perigo em atravessá-la é grande, já que quanto mais próximos mais arriscados se torna.

Porém, o segredo para que isso funcione, é que ela não tem apenas o caminho de vinda, mas de ida e em algumas vezes alguém pode falar alguma coisa a qual o parceiro não está pronto para ouvir, seja por preconceito ou por qualquer outro motivo. Indo direto ao ponto, fiquei chocado com minha namorada falando de cropologia*, não me recordo bem em como foi isso, mas ocorreu após reclamações do meu ronco (sou daqueles que ronca toda a noite), certo foi um choque, mulheres não defecam algodão doce e peidam fragrâncias relacionadas à sua personalidade? Comecei a desconfiar que minha namorada é uma péssima pessoa.

Claro, todos peidam, todos fazem totô, pipi, todos limpam o salão de festas em algum momento, outros até despejam a sujeira logo abaixo, mas certamente, poder se fingir ignorante, é algo muito relaxante, alívio que eu não tenho mais. Mas sinceramente, praticamente moro na casa da minha namorada, dormi umas três semanas seguidas lá, dormimos juntos. Além disso, todo o tempo em que eu não estava no trabalho, francês ou faculdade estava com ela, então eu penso, será que essa intimidade não é exatamente algo que nos mantém unidos e faz com que a gente quase dê certo?! Intimidade é bom, quando queremos que assim seja.

Intimidade é poder mostrar suas banhas, dividir a escova de dente, dormir sem medo de roncar, acordar sem medo de parecer a medusa de tpm em um bad hair day. Intimidade é passar talquinho no bumbum da moça, se um dia ela tiver mal de parkinson em estágio avançado, trocar as fraldas da coitada. Intimidade é um perigo para os tímidos, mas um baita de um preventivo para a tal da monotonia, o que custa rirmos um do outro, aceitar roncos, peidos, melhor, peidos não, por favor, comprar absorvente pra ela no mercado, aqueles negócios pra lavar lingerie, veet, gilette, o que mais for… Mas não com dois meses de namoro, né?!

*Cropologia: ciência que estuda as fezes humanas, com o intuito de diagnosticar e prognosticar doenças do sistema digestivo.

A (in)felicidade em um manequim

Algo que observei ontem foi a quantidade de boatos e informações interessantes que estavam rolando. Uma dessas informações me chamou extrema atenção: em um famoso blog, que possui área reservada para seus usuários, é possível comentar e debater a vida pessoal alheia, então eis que um funcionário expôs sua vida sexual e de sua atual parceira, atribuindo-lhe várias críticas. O motivo? Ela era gorda…

Resumindo: tudo chegou (meses depois) aos olhos e ouvidos da menina, e,
obviamente, gerou um grande sofrimento. Existem boatos que ela até fez uma cirurgia de redução de estômago. Vale ressaltar que eles tiveram um relacionamento de alguns meses, não foi somente uma rapidinha.

No tópico era elogiado o desempenho sexual dela, mas, o que prevalecia eram frases como: o que encontrei foi a decepção em forma de mulher; ela tem consciência de que não está nem um pouco desejável fisicamente. Mas, a de maior impacto é: “Se ela fosse minimamente agradável fisicamente, eu provavelmente já estaria com o status de relacionamento do Facebook alterado para “namorando com” ao lado do nome dela, de tão foda que ela é.” Peraí amigo, quer dizer que ela é foda, mas você não pode assumi-la publicamente porque ela é gorda? Entendi.

Deixando a polêmica e comentários de ódio e repúdio de lado, peguemos a
essência do fato: fica claro como muitas pessoas levam a ferro e fogo que “o que vale são as aparências”. Infelizmente, esse é um caso isolado, mas que se repete em vários lugares a todo momento. Não são somente homens, as mulheres também possuem essa visão de que é terminantemente proibido estar fora dos padrões impostos pela mídia e pela sociedade. Tudo que é comum é assim porque é aceito pelas pessoas, mesmo que não seja necessariamente bom, torna-se ético. Só que a partir do momento em que surge a dúvida, algo está errado.

Clichê, eu sei, mas a mídia é o pivô desses conceitos. As propagandas de cerveja costumam exibir imagens de mulheres magras, seminuas, com peitos enormes e bunda grande. A justificativa dada pelas empresas e pelos responsáveis por essa forma de publicidade é que esse produto é destinado para homens. Mas acontece que o sexo feminino também bebe. Usando a “brincadeira” como desculpa, algumas marcas vêm tentando ousar e acabam fazendo apologia ao estupro e a imagem da mulher como objeto. Um exemplo é o comercial “O homem invisível”, da Nova Schin, que mostra um homem que ficou supostamente invisível ao ingerir a bebida da marca, passando a
mão em mulheres de biquíni e entrando em um vestiário feminino. Mas esse é só um exemplo.

A própria moda diz que você deve ser magra, pois uma pessoa acima do peso
dificilmente encontra roupas em lojas comuns. Para gordinhos e gordinhas, deve-se procurar locais plus size. Será que não devemos reavaliar nossos conceitos e valores, nos desprender de padrões impostos por sei lá quem, e começar a valorizar o ser humano ao invés do corpo humano? Além de parar de tomar Nova Schin e Skol, claro.

Libere o seu lado mafagafa

Falar sobre o comportamento feminino é um tanto quanto complicado, pois generalizar é tendência. Não no nosso caso, é claro. Por exemplo, neste ninho, há vários tipos de mafagafas, cada uma diferente das outras e cada qual com as suas características marcantes. É lógico que ninguém é perfeito ainda bem, e, talvez a diferença seja essa: existem as mulheres que buscam a perfeição (aos olhos alheios) e as mulheres que têm isso em si.

Mulher não pode beber e fumar. É feio!”. Ou então: “Futebol é coisa de homem” e até: “Mulher não pode falar palavrão”. Ok, sobre falar palavrão eu até concordo, apesar de não praticar. E acho que ambos os sexos deveriam conter seus vocabulários. Digo: meu léxico não é um dos mais formais e muitas vezes (quase sempre) escorrego nas palavras “feias”.

O fato é que, infelizmente, os rótulos são dados e o pior: ainda são reproduzidos. E isso para tudo. Só que, como o assunto aqui são as mulheres, vamos lá: muitas espécimes preferem ir ao bar, ao invés de ir ao shopping. Mulheres entendem tão bem (e até melhor) de futebol, quanto certos homens. Elas também tem fetiches, adoram sexo e tem pensamentos obscuros. Porém, nem toda mulher tem isso de ir ao banheiro só com outra amiga e o fato de não estar não usar salto alto e maquiagem 24h por dia não faz dela “menos mulher”. Isso também não quer dizer que não se emocionem assistindo algum filme #mimimizento ou que não gostem de flores e detestem romantismo.

E você, homem que nos visita, acredite: sua namorada pode SIM gostar do convite para o futebol com os seus amigos, ou para o churrasquinho depois desse evento. Também pode falar algumas besteirinhas durante o dia, isso vai fazer com que ela perca a concentração no que estava fazendo e, sinceramente, isso é bom (você vai perceber depois).

Então mulherada, liberem a mafagafa que existe em vocês. Não é preciso levantar bandeiras e exigir aceitação, essa vem de dentro. Se o sapato aperta, troque. Se a maquiagem incomoda, tire. Prefira conquistar com a inteligência.

Afinal, “Uma mulher decente, é a mulher que tem inteligência, não aquela mulher que é perfeita e só tem vácuo no cérebro.” (Luis Oliveira)

Mulher pode!