Qual é?

Bela mensagem Ensine os homens a respeitar. Não as mulheres a temer

O que anda acontecendo com os homens desse mundo? Será que falar mentiras quando conhece alguém é a forma para tentar “pegar”? Não somos um objeto, somos seres humanos como eles e temos sentimentos. Na primeira noite o cara não deve forçar a menina a dar um beijo sequer, ou falar que é o porto seguro dela sem ela saber e que os dois terão uma noite incrível de sexo se ela nem está disposta a um beijo. Onde foi parar o cavalheirismo?

Enquanto uns inventam mentiras outros acham um absurdo quando a menina tem o domínio do próprio corpo e quer ter uma relação não séria, apenas para manter algo saudável e tranquilo, sem pressões, sem obrigações. Daquelas em que você chama a pessoa pra ver um filme e se depois surgir à vontade de algo mais ok, mas se não o que valeu foi apenas a companhia da pessoa.

Ou será que aquele cara que fala que está com outra mulher, mas que sente tesão por outra e quer de toda forma “comer” a menina porque os hormônios estão a flor da pele é tão incompreensível com os sentimentos de quem está com ele? Fica tendo casinhos pela internet enquanto a sua menina acredita que ele é o tipo de cara certo, cavalheiro, romântico. Pra que tanta hipocrisia?

É claro que a mulher que se dispõe a esse tipo de situação tem total liberdade de fazer isso e decidir por si se aceita essas propostas ou não. Mas o que me indigna é a cara de pau de querer se fazer de santo e de julgar as mulheres por seus atos se eles fazem o contrário daquilo que pregam.

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Marcha De La Mujer Latino Americana, Foz do Iguaçu, 08/03/2013

No dia 08 de março deste ano participei da Marcha De La Mujer Latino Americana aqui em Foz. E a sensação de estar na rua gritando que somos mulheres e não mercadoria, que merecemos respeito independente da roupa que queremos usar, foi libertador. Eu como mulher acho que devo tratar o próximo com respeito e espero o mesmo. E é exatamente por isso que todas espécimes e brotos que foram estavam na rua gritando e protestando. Pela igualdade em todos os sentidos, pela falta de respeito que a sociedade tem com o “sexo frágil”. Só que foram as nossas ancestrais que foram queimadas em uma indústria por querer seus direitos, foram elas que queimaram o sutiã e lutaram pelo anticoncepcional e o direito de fazer o que bem entender. São essas pessoas ditas como frágeis, chatas e sensíveis que conseguem andar num salto alto o dia todo, trabalhar, fazer depilação, aguentar a cólica todo mês, cuidar dos filhos e mais um milhão de coisas ao mesmo tempo.

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Marcha de La Mujer Latino Americana, Passando pela Avenida Brasil em Foz do Iguaçu

Na real os homens é que são frágeis perto de nós e o pior ainda é que com essa revolução feminina, nós conseguimos progredir, enquanto vocês queridos homens, só regrediram! E o pior de tudo é que a sociedade é tão hipócrita que se diz anti a ação machista, mas vejam só as três histórias que contei no começo deste texto. Um cara disse mentiras e no final tentou agarrar a menina a força, o outro falou que era conservador de mais pra outra menina e o último queria que a menina fosse o caso de sexo dele enquanto a atual rolo/ficante/namorada dele não transa com ele.

Só uma coisa pra finalizar: “A nossa luta é todos os dias, somos mulheres e não mercadorias!”

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Cartaz representando um dos versos cantados durante a marcha

Moral e bons costumes?

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

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Atualmente, fala-se muito que tal coisa fere “a moral e os bons costumes”. Mas, afinal, o que é essa tal de moral? Na dúvida, vamos direto ao “pai dos burros”, mais conhecido como dicionário: Moral: adj (lat morale) 1. Relativo à moralidade. 2. Que procede conforme à honestidade e à justiça.  O que seria, então, os “bons costumes”? Por partes, o dicionário nos brida com as seguintes definições: Bom: adj (lat bonu) 1. Que é conforme ao uso a que se destina. 2. Que tem bondade. 3. De agradável qualidade. 4. Que se tornou hábil nas artes e ciências, num ofício ou em qualquer exercício corporal. 5. Que cumpre rigorosamente os seus deveres. 6. Que gosta de fazer o bem. 7. Conforme à justiça, à virtude, ao dever. Costume: sm (lat vulg *consuetumine) 1. Prática antiga e geral; uso. 2. Jurisprudência não escrita, baseada no uso. 3. Hábito. 4. Particularidade.  Ok, já temos a versão do dicionário de cada palavra. Juntando suas significâncias, portanto, poderíamos dizer que “moral e bons costumes” seriam, basicamente, “ser honesto e bom com os hábitos que temos”. Sabendo disso, vamos pensar um pouco mais amplamente. Pense no divórcio. Sim! A separação. Até uns 15 anos atrás, um casamento que acabasse em divórcio feria, não somente, a “moral e os bons costumes”, como também, limitava e reduzia a mulher como “alguém que não prestava” – isso quando não a chamavam de vagabunda. Agora, imagine uma mulher daquela época casada com um homem violento, capaz de ferir não apenas ela, mas também os filhos do casal (que além de apanhar, também teriam grandes chances de crescerem traumatizados devido à desordem no convívio familiar). Conseguiu imaginar? Acredite você, então, que se ela saísse de casa e pedisse a separação, a mulher correria o risco de perder os filhos, para sempre, e nem ganharia a pensão.

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Voltando aos dias atuais, hoje, um casamento é desfeito rapidamente (e, gente, se brincar, separa-se mais do que se casa!). Essa realidade, porém, muitas vezes, não interfere – tão agressivamente – na vida dos filhos. Prova disso é que vemos situações em que uma família é composta apenas por um pai ou uma mãe com seus filhos. Ou, melhor ainda, há crianças que possuem a sorte de ter duas mães e dois pais, pois os pais se separaram e acabaram se casando novamente. Por outro lado, há também aqueles que desejam ter filhos e não podem. Tentam a adoção e passam muito tempo esperando. Infelizmente, existe no Brasil uma burocracia enorme para esse tipo de situação e, como se não bastasse, há também o preconceito. A chance de um casal homossexual ou de uma mulher solteira adotar uma criança, por exemplo, é extremamente limitada. Para completar, também lidamos com casos como os de casais de gays ou lésbicas que, estão juntos há muito tempo e, mesmo assim, não podem se casar legalmente. text6   À base de vários protestos, algumas exceções até conseguiram. Esse número, no entanto, ainda é muito pequeno, já que para o casamento ser validade, são necessárias autorizações de uma série de juízes. – Mas e o casamento dito “convencional”? Quantos juízes precisam autorizar a união? Observe como o ser humano tem a capacidade de ser hipócrita: a separação, antes julgada vergonhosa, hoje é normal. Já um casal querendo construir uma família, conforme manda “a moral e os bons costumes”, é errado. Penso que significados de família, moral e bons costumes deveriam ser criados através de um laço que se chama amor. Esse tal de “amor”, portanto, é independente de credo, etnia, opção sexual e posição social. O ser humano deveria se preocupar mais em debater assuntos importantes com seus filhos (como política, literatura, educação, sexo…) e ensiná-los a serem pessoas boas de coração, que se preocupam com o bem do próximo e lutam, sim, por direitos de igualdade – não por ditaduras homossexuais/heterossexuais/políticas/étnicas/religiosas. Amar e ser amado, sem esperar nada em troca. Talvez assim o mundo fosse para frente. Até os Beatles já diziam: “All you need is Love” e, apesar de concordar, acredito que, além do “Love”, You need peace and respect too! text

No ninho de mafagafos

Há um tempo tenho morado em um “ninho de mafagafos”. Nessa minha pequena folga tenho estudado os hábitos de um dos espécimes que… não me surpreendeu em nada. Esta criatura tem hábitos vespertinos, pois não acorda antes do sol atingir o ápice no céu que está acima de nós. Antes do fim da noite, porém, já está na cama preparando-se para dormir novamente. Este ser, tão interessante, vive com seu Iphone na mão e seu notebook rosa no colo. “Trabalha” o tempo todo.

O espécime em questão é, deveras, sedentário. Seus hábitos resumem-se em dormir, comer e andar (de carro). Com muito esforço, tem cozinhado nos últimos dias e, após panquecas, pizzas no pão sírio e um picadinho, já se sente apto a casar-se e desenvolver um relacionamento monogâmico de longo prazo com compromisso selado por um juiz de paz.

Entretanto, a tal mafagafa ficou sem palavras ao ser colocada em cheque dentro de uma joalheria – situação essa, em que foi questionada sobre qual aliança mais lhe agradaria. Nessa hora foi possível ver, pela primeira vez, a mafagafa encolhida, cabeça e olhos baixos. Suas mãos esfriaram e sua voz tornou-se tímida e trêmula.

Tirando sua natureza mimada, seu jeito meio patricinha, meio nerd poser e meio “sei lá o que”, o espécime também tem momentos de carinho – mesmo apesar de seu humor mudar tanto quanto o clima em Foz do Iguaçu (atual cidade de residência deste animal carnívoro que se recusa a comer, até mesmo, a salada no meu delicioso Big Tasty).

Após alguns dias na filial da mafagafa e, com problemas diários para acordá-la (passando por diversas tentativas frustradas), tive de preparar-me para enfrentar uma estrada rumo a perigos, ainda maiores: uma família inteira de mafagafos. No caminho, o mafagafo alfa, como sempre, tornou-me o alvo de suas piadas (sinal de que houve a minha aceitação no bando).

Após horas de viagem chegamos ao “ninho”, onde pude encontrar uma família inteira da espécie. Logo de cara, notei o costume das fêmeas em engordar os machos do grupo que, por sua vez, comem sem hesitar – comida muito boa, por sinal. O bando se mostrou muito unido e com uma característica em particular: qualquer um vira alvo de piadas, a qualquer momento. Obviamente, o alvo sempre sou eu.

O natal está a algumas horas de distância e já estou ciente de que terei de enfrentar todos os espécimes da família na noite de hoje. Posso dizer que o risco não é tão grande quanto pensei que seria, mas a experiência está sendo interessante. Posso dizer também que gostei da cidade de Serrana/Ribeirão Preto e, é claro, do ninho. Todos se mostraram simpáticos, apesar do fato de que, aqui, a mafagafa analisada no primeiro momento mostrar-se ainda mais mandona e mimada do que de costume – inclusive, aproveito para deixar claro que fui proibido de comer enquanto não terminasse esse texto.

Com esse relato, me despeço de todos e, assim, continuo minha jornada no ninho de mafagafos.

Atenciosamente: Akauã Almeida, vulgo “Padawan” ou nega do subaco cabeludo.

Fui ao show da Lady Gaga e só Deus pode me julgar!

Conforme consta na abertura do blog, o significado de Desaventuras é: surpresa, acontecimento, peripécia e façanha. A intenção das desaventuradas que aqui escrevem, portanto, é justamente compartilhar um pouco desses acontecimentos marcantes ou atividades cotidianas que, de algum modo, possam servir de inspiração/motivação/entretenimento para os brotos e gatchinh@s online.

Como minha estreia no blog – e a pedido da querida Roberta Rodrigues, compartilho com vocês um pouco de minhas desaventuras durante o show da Mama Monster, Lady Gaga, no dia 11 de novembro, no estádio do Morumbi – São Paulo (SP).

Reunindo cerca de 50 mil pessoas, o show concentrou fãs, curiosos e pessoas, pura e simplesmente, em busca de diversão. A partir disso, apresento-lhes alguns comentários a respeito do evento. A intenção, no fim das contas, é dividir observações, na esperança que minhas particularidades e experiências possam cumprir com o objetivo do blog.

Caralho, quanta gente!

Admito que ir a um show em um dos maiores estádios de futebol do país pode ser, realmente, uma experiência emocionante. Aquele papo de sentir a energia do público, ouvir os gritos da galera, admirar as luzes, as formas e a estrutura do lugar, definitivamente, é algo capaz de arrepiar.

Meo, tá todo mundo se pegando!

Honrando a fama de defensora dos direitos homossexuais e, acima de tudo, da bandeira de ser quem você é, o show da Lady Gaga em SP reuniu inúmeros tipos, estilos e gostos em um verdadeiro caldeirão de diversidade – que faria, até você, ter vontade de gritar “I Born this way!”. O mais interessante disso, porém, foi o fato de ninguém ~aparentemente~ se incomodar com os beijos apaixonados de meninas x meninas / meninos x meninos  / meninas x meninos curtindo o show como se não houvesse amanhã. O que pude perceber? Que, realmente, o amor não faz distinção – muito menos, quanto toca uma musiquinha romântica.

Que merda é essa, cara?

Bizarro. Essa, provavelmente, deve ter sido a palavra de ordem para a escolha do figurino de alguns fãs. Se isso foi ruim? Claro que não, afinal, o vestuário de algumas pessoas foi responsável por dar um show à parte e, para exemplificar, me aproveito do post do blog Morri de Sunga Branca para que vocês possam ter uma ideia do que estou falando. O blog elegeu “Os Cinco Melhores Fãs na Fila do Show da Lady Gaga”.

Parece um ataque zumbi, né?

As recomendações para quem deseja ir a um grande show, portanto, são: Se você não quer pegar filas, chegue tarde e saia em um momento estratégico. Fique atento ao que parecer ser a última música e, em seguida, se escape para a saída. Já se você quer ficar na frente, colado no palco, chegue MUITO CEDO e prepare-se para lidar com fãs raivosos em um combate mortal. Por último, tenha noção de como você vai voltar para casa. Caso a opção seja o taxi, seguem algumas dicas especiais: não dê atestado de turista, arrume um jeito de dar a entender que sabe, exatamente, por onde o taxista está indo e, de preferência, REALMENTE faça alguma ideia de qual a melhor rota para chegar ao local desejado Além disso, informe-se sobre o valor médio da corrida (por exemplo, para chegar ao local eu paguei X, logo, a corrida de volta deve ficar entre X reais!).

 Como tem zona aqui…

Essas dicas são para quem deseja viajar e, realmente, desfrutar do lugar que está visitando. Primeiro: não seja (tão) mão de vaca. Se a sua intenção for se divertir, de verdade, e conhecer novos lugares, sufoque o Tio Patinhas que existe em você e não hesite (tanto) em gastar um pouco mais para aproveitar (muito) mais. Na dúvida, se pergunte: “eu gastei até as calças para chegar até aqui e, agora, vou deixar de fazer isso?”. Pense na relação de custo x benefício. Segundo: NÃO CUSTA dar uma olhadinha na internet em busca de opções para sair, antes de chegar ao seu destino. Anote o endereço/telefone do lugar, trace rotas, planeje um orçamento e, principalmente, confira os comentários de outros consumidores sobre o local…

 A propaganda é a alma do negócio.

Na verdade, esse tópico não tem nada a ver com o show da Lady Gaga. Mas, quis comentar o acontecido com vocês. Enquanto estava passeando por São Paulo, me deparei com uma cena comum, porém, diferenciada. Um homem ~jovem e forte~ com a perna enfaixada estava pedindo dinheiro no sinal. Tudo corria tranquilamente até o momento em ele parou para contar as esmolas recebidas. O homem, então, abriu sua pochete e começou a folhear um bolo de notas de R$ 10,00, R$ 20,00 e, quiçá, R$ 50,00. Meu primeiro pensamento para a cena: VOU VIRAR MENDIGA EM SÃO PAULO! Meu segundo pensamento para a cena: Não, não vou! A moral da história, porém, e, na verdade, o GRANDE DIFERENCIAL da cena, foi quando o fdp que tinha mais dinheiro que eu homem virou as costas para o sinal e pude ler em sua camiseta: “Só Deus pode me julgar!”. Então, tá.

 Foz é um ovo!

Conhecer uma nova cidade pode ser uma experiência excitante, assustadora e maravilhosa. Se tratando de São Paulo, então, as possibilidades se multiplicam e ao mesmo tempo em que você se sente um jacu por nunca ter andado de metrô, uma IMENSA vontade de “ir além” passa a te acompanhar. O que quero dizer aqui, na verdade, é que viver situações, até então, inimagináveis e fora do “seu” comum pode servir como um impulso para olhar a vida com outros olhos. Papos complexos e divagações à parte, estou querendo dizer que o mundo É MUITO GRANDE e se limitar, diante que tudo o que a vida pode lhe oferecer, é uma bobagem.

 Obrigada por viver isso comigo.

Com certeza você já ouviu ditados ou nicks de MSN como: “Existem pessoas capazes de transformar pequenos instantes em grandes momentos”. Encerrando minhas observações a respeito do show da Lady Gaga em SP, devo admitir para vocês que essa é uma grande verdade. Gostaria, realmente, de deixar uma série de agradecimentos, citando inúmeros nomes nesse post (inclusive, o de cada uma das pessoas para quem liguei aos berros durante o show!), mas… em resumo, quero dedicá-lo à senhorita Elisangela ~favela~ Schwantes.

Por enquanto, me contento com a dedicatória. A declaração de amor fica para outra hora (fdp feelings). E quanto aos brotos e gatchinh@s online… Fiquem com a música que, em grande parte, me motivou a ir ao show (e atenção especial para a coreografia no 1min02 seg).

Até a próxima desaventura!

Lésbicas também são mulheres… e estão por toda parte

Editora Responsável: Mirian Carla Barbosa

O título pode parecer óbvio, mas não é. Vivemos em uma sociedade heterossexista e heteronormativa. Isso significa, para efeitos de discurso, que pessoas que, de alguma forma, desviem desses padrões impostos são consideradas meras exceções.

Por isso, da grande mídia às pequenas conversas, ao se falar em “mulher”, supõe-se, automaticamente, que ela seja heterossexual. O mesmo acontece com os homens, é claro. Portanto, qualquer outro nível de sexualidade é considerado um “desvio de conduta”. A mensagem que esse comportamento passa é “não temos culpa se vocês fogem ao padrão”.

Pode parecer bobagem, pode parecer pouco, mas imaginem uma vida inteira sendo invisível desde as rodinhas de conversa em família ao que a televisão diz, mesmo quando quer te vender algo. É o tempo todo sendo tratada como “exceção”.

O problema é que a atração por outras mulheres não é um “desvio de conduta”. Sério, e não sou eu que estou dizendo. Vários estudos já foram feitos nessa área, como esse, da Boise State University, que afirmou que 60% das mulheres que se identificam como heterossexuais já sentiram atração por outras mulheres alguma vez na vida. Some a esse número as que se consideram homossexuais e bissexuais.

Nos anos 40, o entomologista e zoólogo Alfred Charles Kinsey conduziu um estudo ousadíssimo, que resultou na “Escala de Kinsey”. Esse estudo mostrou que existem várias escalas de sexualidade, de 0 a 6, onde 0 significa “totalmente heterossexual”, e 6 “totalmente homossexual” – a conclusão do estudo é que a maioria das pessoas transita entre esses extremos pelo menos alguma vez na vida.

Vamos supor que não existam heterossexuais, bissexuais, nem homossexuais. Existem pessoas e existem sexualidades, e elas não precisam, nem devem ser estagnadas, fixas. Somos complexos demais para sermos separados em potinhos da sexualidade. Imagina se pudéssemos apenas viver do jeito que nos dá mais emoção, sem ter que fazer uma grande tragédia por isso? Ah, eu sei que eu sonho. Sonho demais. Mas eu já vivo assim, e posso lhes garantir: é libertador. ❤

É bonitinho, mas é mimado pela mamãe!

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

Você está na sua, curtindo a vida com as amigas. É aquela coisa gostosa de sair, dançar, jantar e falar besteiras, porém, (sempre tem um maldito “porém”) ainda sente a falta de ter alguém para passar o domingo vendo um filminho na TV ou para ter quem faça uma massagem quando você está cansada. A vida continua sem que isso interfira muito na sua rotina, mas eis que, um belo dia, você encontra um broto (ou uma espécime) que te chama a atenção. Os dias passam e você chega até a sentir que é um começo de uma história de amor, digna dos contos de fadas e das comédias românticas.

Ahhh, o início do romance, da paixão… tão gostoso! Só que depois de um tempo essa sensação boa do começo pode evoluir para dois caminhos: aumentar ou acabar. Não que acabar seja ruim, só que em alguns casos, há grandes chances de essa situação te deixar de cabelo em pé – ou pior, aos prantos.

Verdade seja dita, não são poucas as desaventuradas que gostam de um belo romance à moda antiga. A diferença, no entanto, é que muitas aprovam histórias mais “moderninhas” e esperam por contos de fadas “repaginados”.

 O que quero dizer é que, mesmo em meio a esse caldeirão de expectativas amorosas, nem toda mulher se prepara ou sonha muito menos em casar, cuidar das crianças, virar dona de casa, passar, lavar e cozinhar para o maridinho. Eu mesma, por exemplo, cheguei a um momento em que comecei a pensar o quanto deve ser bom ter alguém para poder partilhar um pouco da minha vida. Mesmo assim, adoro trabalhar, estudar, idealizo um futuro profissional e não faço planos a dois (até porque, essa nunca foi a minha ideia de vida).

Durante um papo com as amigas, percebi a seguinte situação: muitas mulheres evoluíram, enquanto alguns homens, simplesmente, parecem terem resolvido andar para trás. Para entender melhor do que estou falando, é válido “justificar” a minha constatação.

A moral da conversa foi a seguinte: muitos pais, talvez por terem sido educados de uma forma mais rígida ou, até mesmo, graças a uma infância sofrida, decidiram “poupar” seus filhos dessa realidade. A solução encontrada foi mimar as suas crianças.

Grande parte das mulheres, no entanto, passou a ser cobrada também no sentido profissional, já que nossas ancestrais lutaram pela liberdade de poder trabalhar e ser independente. Isso fez com que o sexo feminino desenvolvesse certa vocação ao título de “faz tudo”, ocupando diversos papeis ao mesmo tempo. Mas e os homens?

 

Me deparo com alguns que foram tão mimados pela família que não sabem, sequer, o que é trabalhar ou assumir um mínimo de responsabilidade. E o pior de tudo: a família apoia essa situação e espera ansiosa pelo dia em que uma linda mocinha apareça e continue mimando o menino, da mesma forma.

Uma amiga chegou a relatar que, em reuniões com a família de um “ex”, ela foi questionada, várias vezes, devido ao fato de não saber cozinhar. Para sua surpresa, a indignação da família não era porque o rapaz já com 22 anos na cara não sabia o que era trabalhar e ter o próprio dinheiro, mas sim, porque ela se ocupava com o trabalho e não se importava em não saber cozinhar. (Afinal, quem é que faria as guloseimas para o pobre rapaz quando eles se cassassem?). Eikeabsurdo! Revoltei! Como pode isso?

E o que fazer quando você se depara com um broto lindo, cheiroso, que você adora, que curte as mesmas coisas que você, que você sente que está rolando algo legal, que tem papos cabeça, RESPIRA E SEGURA O DESABAFO só que, na hora de tomar decisões, age como um menino mimado pela mamãe?

A soma de todas essas reclamações = homem sem atitude (ou deveria dizer moleque?).

Obs.: É claro que sei que não se pode generalizar. Nem todo homem gosta de ser tratado como o bebê da mamãe, assim como, nem toda mulher faz questão de lutar pelo seu futuro. Sei também que não seria difícil relatar casos de mulheres sem atitude e, até mesmo, que se aproveitam da situação para “se dar bem” em cima do namorado ou marido. O post aqui, porém, trata de uma outra história!

Infelizmente, não tenho a resposta para nenhum dos meus questionamentos, mas, please! Fica a dica para a população de moças e moços: se não forem maduros para assumirem certas situações, nas as provoquem. Do contrário, continuem sendo mimados pela mamãe e arrumem um(a) trouxa para aturar. #prontofalei

A real e sutil beleza de uma mulher

A mulher é um ser que (apesar de muitos afirmarem não ter explicação) assim que nasce recebe instruções de como se portar perante a sociedade, o que fazer ou não fazer para agradar ninguém menos que os homens. E isso, apesar de parecer antiquado, ainda sobrevive atualmente. E, certamente, quando é levado em questão, nos irrita, enfurece e nos leva a situações em que queremos dar um basta em tudo.

Pois bem, assim que nascem e são apresentadas aos familiares, amigos… surge a seguinte frase: “Ela será linda quando crescer!”. E por que a pequena não pode ser linda assim que nasce, por que tem que esperar seus hormônios transformarem seu corpo e forçarem aquela ingênua menina a desabrochar?

Me recordo de uma certa cena quando criança, eu sentada ao lado de minha avó (que já é falecida), brincando com uma Barbie (clichê, eu sei) escutei algo que guardei para mim buscando descobrir o significado: “(…) mal sabe ela que o mundo afora é um ritual de desespero e desperdício para uma mulher!”. Passados 17 anos descobri o significado e, sinceramente, tenho com meus botões pensado sensatamente sobre isso. Não concordo, muito menos discordo, pois o mundo é realmente difícil para aqueles que lutam para realizar seus sonhos, suas metas ou simplesmente para sair da cama logo cedo, ainda mais para uma mulher que precisa se mostrar competente em tudo que faz superando a TPM, as cólicas, o mau humor e a baixa auto-estima de alguns dias no mês, senão o sermão é certo. Mas, por outro lado, já mostramos que não desistimos facilmente, que somos um sexo forte e damos conta de tudo e mais um pouco, não é!

A vida de uma mulher não se baseia somente nas compras mensais, na paixão infinita por calçados, roupas, maquiagens ou cabelos. Há coisas escondidas por nós que poucos se dão ao luxo de apreciar ou reparar, como a sutil felicidade encontrada no olhar de uma apaixonada ao encontrar seu amor depois de um dia aterrorizante ou no sorriso estonteante daquela que realizou-se com a produção de um dia intenso ao ser finalizado.

Estes pequenos detalhes proporcionados por nós mulheres, amantes, esposas, mães, filhas, namoradas, amigas… estão por aí, bem próximos e esperando serem notados e evidenciados com um elogio, uma carícia, uma palavra amiga, um abraço, um aperto de mão, um beijo. Então, não espere pelo próximo momento, faça enquanto esta mulher está ao seu lado!

Pra terminar uma dica especial para os brotos de plantão:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=P6MIg-54zp0