Mulheres da Literatura

Mulheres e Livros

No inicio da semana passada as meninas propuseram homenagear as “grandes” mulheres da história, discorrendo sobre os maiores feitos alcançados por elas nesse último século. Afinal, mulher é muito mais que peito e bunda. Mulher é alma e causa. Ação e reação. E acima de tudo é testemunha e jurada de séculos e mais séculos de machismo trucidante.
Propus algo diferente. Se acabou ou não a semana da mulher, fica a seu critério querido leitor (a). Para mim, todas as semanas são nossas, bem como os meses e os anos. Por que nos relegarmos a apenas um dia no calendário? Por que esperar por uma data somente, quando podemos celebrar todas as horas como se fosse uma festa onde a maior atração é estarmos simplesmente vivas?
Pois bem mulheres. Proponho a convocação de todos os deuses e almas, um festival eterno de sorrisos e flores. Onde não haja motivos para choro, muito menos tristeza. Sugiro que o riso argentino de Aurélia seja a música ambiente e que os olhos de ressaca de Capitu virem aquarelas vivas penduradas pelo salão, com o único intuito de seduzir homens, desarmar exércitos e conquistar territórios inexplorados.
Nos armemos com as palavras dessas mulheres floridas que desbravaram um universo repleto de heróis masculinos. Mulheres capazes de desgraçarem vidas com um olhar e levarem famílias a bancarrota com apenas um beijo. Gostaria que falássemos sobre Marguerite/Lucíola sem nos envergonhar das fraquezas humanas ou da languidez da alma.
Pode soar egoísta, feminista ou sem nexo. Mulher tem dom, direito e dever de não fazer sentido. E assim como todas as personagens fortes do universo feminino literário, tudo isso não passa de meras e envelhecidas palavras. Mas que pela antiguidade e as marcas do uso, ganham o poder do respeito.
Que fique claro, as personagens citadas aqui fazem parte da minha coleção de lembranças literárias e elas serão descritas por uma entusiasta das visões prosaicas masculinas sobre o mundo feminino. Sou uma “alma velha” que se apaixonou a primeira vista por Alencar, tomou gosto por um tal de Assis, tentou se encantar por Guimarães Rosa, mas ao fim, descobriu que seu tipo faz parte da sessão empoeirada e amarelada de “literatura estrangeira”.

José de Alencar, escritor urbanista do século 19

José de Alencar, escritor urbanista do século 19

Aurélia, Emília e Lucíola, para mim, as três mais belas jovens dos salões de festa da alta sociedade do Rio de Janeiro do século 19. Não desconsidero, é claro, Ceci ou qualquer outra moça que tenha brilhado nas noites de galas, oferecidas por velhos barões ou jovens casais. Noites essas tão bem descritas que sempre acho possível ouvir o riso, sentir o cheiro das velas e o gosto do Xerez (um tipo de vinho espanhol, muito apreciado pelas personagens citadas). Talvez, o mais certo e justo, fosse falar delas separadamente, por conta das nuances em suas personalidades. Mas não tenho poder de escrita para tanto. Sei apenas que tais personagens podem ser consideradas um marco na literatura brasileira e não digo isso somente por admirá-las, afinal os fatos históricos estão aí e a mostra. Alencar elevou a mulher ao mesmo patamar dos homens. Hoje, isso pode não ser considerado nada, mas imaginemos uma época onde o patriarcalismo familiar impedia a ascensão feminina. Dessa forma, Alencar ao dar-lhes o poder da argumentação, explicitar o dom da sedução e assegurar a obstinação de caráter, abriu espaço para sonhos e questionamentos. Mostrou que a mulher além de poder sonhar com amores e príncipes, pode e deve desbravar o mundo dos negócios, se vingar de quem lhe fez mal e ser ela mesma, em vestidos de seda ou não. Saem os seres submissos, de feições frágeis e olhares assustados, para entrar em cena mulheres repletas de vida, capazes de sofrer e aprender a viver com suas dores, mas principalmente, capazes de lutarem com suas próprias mãos, quer seja por felicidade, respeito ou simplesmente, por amor. A mulher deixa de ser a coadjuvante das histórias para atuar de maneira fantástica em uma peça só delas, onde tudo pode acontecer, desde navios naufragados a amantes escondidos.

Capitu foi utilizada como personagem em uma minissérie na TV baseada no Livro Dom Casmurro

Capitu foi utilizada como personagem em uma minissérie na TV baseada no Livro Dom Casmurro

Acredito que Capitu seja fruto dessa revolução proposta por José. Apesar de a história ser contada por Dom, é ela o centro, a questão, o quadro a ser apreciado. E se não fosse por ela, não haveria graça e Dom Casmurro seria mais um desses livros chatos. Mas então tem os olhos oblíquos e dissimulados, uma coisa cigana, um ar de rainha em alguém que nasceu na plebe. De repente ela não é só um amor de menino e sim, o sonho de cada homem. E se eu fosse estúpida o suficiente, faria uma analogia ousada. Casaria uma personagem passada com uma que desfila nos dias de hoje, sob a vista dos avaros caçadores de histórias de cavalheiros, princesas e castelos. Como não conseguirei traçar uma linha lógica de Cersei Lannister até os cabelos escuros de Capitu, desisto antes mesmo de me divertir com a ideia de vislumbrar semelhanças em suas personalidades.
Pois bem, lá se foi Assis e Alencar, com suas divas, senhoras, esposas e Lucíolas. Abrirei as portas agora para Isabel Allende. A diva da literatura chilena, sobrinha do ex-presidente Salvador Allende. Isabel, juntamente com sua família e sim, é preciso saber sobre o ambiente em que vivia para entender sua mais fantástica obra, foi obrigada a fugir do seu então país, Chile, logo após o golpe militar que matou seu tio-presidente.
Seria morbidez dizer que há certos males que vem para o bem? Acredito nisso quando penso nessa história, repleta de simbolismos, saudosismo e acima de tudo, relatos de uma época triste em um país tão próximo. É uma graça ver a fantasia entrelaçar tão bem com a realidade, criando algo além de uma reles história. A Casa dos Espíritos é um livro capaz de trazer a sensação de transcendência da carne, expiação dos pecados e humanização dos sentimentos.
De maneira sucinta o enredo gira em torno de Clara e Esteban Trueba. Aprofunda-se no relacionamento conturbado dos dois, nos frutos provindos de suas coxas e na geração nascida de suas crias. Clara é mãe de Blanca, que por sua vez é mãe de Alba. Todas são constituídas por uma força guerreira e um coração enorme. São mulheres que nasceram para sobreviver a dores da alma e da carne. E um exemplo disso está no fato de que apesar da vergonha, Clara continua a sorrir até o fim de seus dias, mesmo após perder os dentes da frente por conta de um soco desferido por seu querido marido.

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Como se não bastassem todos os problemas familiares, rebenta-se o golpe militar e Alba então estudante/guerrilheira e neta de um grande senhor/político chileno, é presa e abusada física e psicologicamente em nome de uma bandeira que nem os soldados lembravam mais do que se tratava. E é aí que se encontra o brilhantismo de Allende. Suas mulheres não desistem. Seja do amor, da liberdade de expressão ou da família. Elas agarram com força e batem o pé, cospem na cara de militares, brigam com fantasmas e se embebedam até cair.
Pra entender o contexto todo, obviamente é necessário ler o livro. Não da para resumir em poucas palavras toda a profundidade humana presente em A Casa dos Espíritos. Seria imprudente, insano e uma tremenda falta de respeito. É preciso ter olhos para ler, bem como, coração para dar significado a tanta informação. Assim como não dá para afirmar que as sete personagens presentes nesse texto, são o resumo da força feminina literária. Não o são nem por brincadeira. Elas constituem parte de minha lista de preferências. Faltam nomes e histórias, bem como palavras de adoração.
Eu não falei de Madame Bovary, Dagny Taggart ou até mesma de Blue Van Meer. Não citei Layla, personagem fantástica de um livro espírita. Não comentei sobre “A mulher que escreveu a bíblia” do querido Scliar e muito menos adentrei ao universo de forças de Daenerys Targaryen. Como disse, não tenho poder de palavras suficientes para tanto. E o texto aqui, foi muito mais uma homenagem a minha adolescência, repleta de cenas pitorescas e românticas, reproduzidas diretamente dessas obras centradas em grandes mulheres.
Acredito que mulheres feitas de palavras, são tão fortes quanto às das telas de cinemas. E todas, sem nenhuma exceção, são o rascunho filosófico de alguém de carne, osso, alma e sentimentos. Por isso Feliz dia das Mulheres a todas aquelas que matam um leão por dia, usam salto alto e maquiagem para buscar os filhos na porta da escola e se emocionam com a leitura de grandes clássicos literários

Qual é?

Bela mensagem Ensine os homens a respeitar. Não as mulheres a temer

O que anda acontecendo com os homens desse mundo? Será que falar mentiras quando conhece alguém é a forma para tentar “pegar”? Não somos um objeto, somos seres humanos como eles e temos sentimentos. Na primeira noite o cara não deve forçar a menina a dar um beijo sequer, ou falar que é o porto seguro dela sem ela saber e que os dois terão uma noite incrível de sexo se ela nem está disposta a um beijo. Onde foi parar o cavalheirismo?

Enquanto uns inventam mentiras outros acham um absurdo quando a menina tem o domínio do próprio corpo e quer ter uma relação não séria, apenas para manter algo saudável e tranquilo, sem pressões, sem obrigações. Daquelas em que você chama a pessoa pra ver um filme e se depois surgir à vontade de algo mais ok, mas se não o que valeu foi apenas a companhia da pessoa.

Ou será que aquele cara que fala que está com outra mulher, mas que sente tesão por outra e quer de toda forma “comer” a menina porque os hormônios estão a flor da pele é tão incompreensível com os sentimentos de quem está com ele? Fica tendo casinhos pela internet enquanto a sua menina acredita que ele é o tipo de cara certo, cavalheiro, romântico. Pra que tanta hipocrisia?

É claro que a mulher que se dispõe a esse tipo de situação tem total liberdade de fazer isso e decidir por si se aceita essas propostas ou não. Mas o que me indigna é a cara de pau de querer se fazer de santo e de julgar as mulheres por seus atos se eles fazem o contrário daquilo que pregam.

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Marcha De La Mujer Latino Americana, Foz do Iguaçu, 08/03/2013

No dia 08 de março deste ano participei da Marcha De La Mujer Latino Americana aqui em Foz. E a sensação de estar na rua gritando que somos mulheres e não mercadoria, que merecemos respeito independente da roupa que queremos usar, foi libertador. Eu como mulher acho que devo tratar o próximo com respeito e espero o mesmo. E é exatamente por isso que todas espécimes e brotos que foram estavam na rua gritando e protestando. Pela igualdade em todos os sentidos, pela falta de respeito que a sociedade tem com o “sexo frágil”. Só que foram as nossas ancestrais que foram queimadas em uma indústria por querer seus direitos, foram elas que queimaram o sutiã e lutaram pelo anticoncepcional e o direito de fazer o que bem entender. São essas pessoas ditas como frágeis, chatas e sensíveis que conseguem andar num salto alto o dia todo, trabalhar, fazer depilação, aguentar a cólica todo mês, cuidar dos filhos e mais um milhão de coisas ao mesmo tempo.

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Marcha de La Mujer Latino Americana, Passando pela Avenida Brasil em Foz do Iguaçu

Na real os homens é que são frágeis perto de nós e o pior ainda é que com essa revolução feminina, nós conseguimos progredir, enquanto vocês queridos homens, só regrediram! E o pior de tudo é que a sociedade é tão hipócrita que se diz anti a ação machista, mas vejam só as três histórias que contei no começo deste texto. Um cara disse mentiras e no final tentou agarrar a menina a força, o outro falou que era conservador de mais pra outra menina e o último queria que a menina fosse o caso de sexo dele enquanto a atual rolo/ficante/namorada dele não transa com ele.

Só uma coisa pra finalizar: “A nossa luta é todos os dias, somos mulheres e não mercadorias!”

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Cartaz representando um dos versos cantados durante a marcha

HUMOR: Chegou a vez DELAS!

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

No post passado, falei sobre as comédias que tinham como enredo a vida de mulheres modernas de uma forma cômica. A querida mafagafa e leitora, (tia) Anabella Ferrarini, lembrou em seu comentário da série que leva o nome de uma comediante que vem se destacando sobre os roteiros que assina e também com seu talk show, Whitney Cummings.

Para poder pedir desculpas por esse erro, resolvi fazer um post sobre dez comediantes nacionais e internacionais que mais se destacam fazendo mafagafas e brotos rirem.

Confesso que foi complicado de fazer, afinal a maioria dos indagados não se lembravam de mulheres que atuam nessa área. Os maiores conhecidos eram os homens, achei um absurdo, porém me lembrei de uma entrevista da Tata Werneck na Marília Gabriela onde ela contava que realmente esse ramo da atuação é meio machista e é complicado ver mulheres sendo consideradas estrelas.

Vamos agora refrescar a memória dos esquecidos, apresentar para aqueles que não conhecem e também reforçar o porque essas mulheres são ótimas na arte de fazer rir, para aqueles que curtem o trabalho delas.

Dividi esse post em cinco mulheres internacionais e cinco nacionais. Vamos começar pelo território brazuca:

A eterna Cornélia de Toma Lá Da Cá

A eterna Copélia de Toma Lá Da Cá

Arlete Salles: Pode-se dizer que essa mulher nascida em 1942 é ainda hoje uma das maiores atrizes brasileiras. Além de fazer teatro, cinema, rádio (na época das radio novelas) e televisão. Quem não se lembra de uma de suas personagens extravagantes e super engraçadas na rede globo de comunicação? Um dos mais lembrados é a Delegada Fransisquinha em Pedra sobre Pedra e claro não poderíamos esquecer a perúa, periguete e louquíssima Copélia de Toma Lá Da Cá.

 

A Über modelo mais louca do mundo

A Über modelo mais louca do mundo

Ingrid Guimarães: Quem nunca ouviu falar da Ingrid Guimarães? Não deve ser desse país ou do mundo. A moça foi a modelo Leandra Borges na Escolinha do Professor Raimundo, depois fez o mesmo papel no Fantástico. Além de interpretar a sócia de Heloísa Périssé, no Sob Nova Direção. Atualmente ela está em cartaz com a peça Cócegas, o qual o roteiro foi escrito por ela mesma e conta com a atuação da amiga e humorista, que já falamos aqui, Heloísa Périssé. E também no filme De Pernas Pro Ar 2 com a Maria Paula.

 

A mulher de terno e gravata!

A mulher de terno e gravata!

Monica Iozzi: Ela é a mulher entre o bando de machos do CQC. É isso mesmo que você leu, ela é a responsável por representar nós mulheres no meio de nada mais e nada menos que Marcelo Tass, Felipe Andreoli, Marco Luque, Maurício Meirelles, Ronald Rios. Começou a participar do Custe o Que Custar a partir de 2009, depois de ganhar o concurso para o oitavo integrante do programa, mas começou a carreira antes disso, fazendo Artes Cênicas na Unicamp.

 

A baixinha da MTV

A baixinha da MTV

Tatá Werneck: Essa publicitária também é formada em Artes Cênicas e foi chamada para fazer parte do DEZImprovisa, que era um extensão do DEZnecessários. Até que seus colegas de palco, Paulinho Serra e Rodrigo Capella. Atualmente ela faz parte do elenco do programa Comédia MTV e do Trolalá. Além desse currículo, a moça também tem um projeto paralelo, Os Inclusos e os Sisos, que é a primeira iniciativa voltada para deficientes, visando a acessibilidade dessas pessoas no teatro. Por último podemos dizer que é considerada a mulher do momento no que se diz respeito ao humor e ao stan up brasileiro. No cinema seu filme mais recente é com outra senhora que está nessa lista, De Pernas Pro Ar 2 com Ingrid Guimarães.

 

Humor no trabalho e no amor

Humor no trabalho e no amor

Dani Calabresa: A loira é amiga de infância de Danilo Gentili e esposa do Marcelo Adnet. Mas olha que vida chata que essa comediante deve ter. É uma das integrantes do Comédia MTV e também do Furo MTV, onde divide a cena com o Bento Ribeiro. Em 2011 foi considerada uma das brasileiras que mais se destacaram, pelo poder, pelo trabalho e pela capacidade de mobilizar/inspirar. Para este ano, dizem, por ai, que ela será a mais nova integrante do CQC na Band e também poderá ter futuramente um programa só dela.

Deixando de lado nossas divas nacionais, vamos dar um hello para as gringas:

 

Mulher do humor sincero e inteligente

Mulher do humor sincero e inteligente

Whitney Cummings: É a uma das responsáveis pelo roteiro de Two Broke Girls e também pelo Whitney, série a qual estrela e tem como tema a sua vida. Além disso, é conhecida nos estados unidos pela comédia de stand up e por participar do programa de sua amiga e também humorista Chelsea Hendler. No final de 2012 as duas começaram um novo projeto, produzida por Chelsea, o talk show Love You, Mean It. Tem aquele humor cheio de duplo sentido, divertido, espontâneo e sem papas na língua. O seriado Whiney é uma das suas grandes sacadas porque mostra a vida de uma mulher moderna, que trabalha, tem amigos e também vive desaventuras amorosas.

 

A loira da língua afiada do canal E!

A loira da língua afiada do canal E!

Chealse Handler: Essa loira é conhecida como escritora, comediante e apresentadora. Atualmente é produtora do programa da Whitney Cummings, produtora e apresentadora do Chelsea Lately e roteirista da série Are You There, Chelsea?, que é baseado em um dos seus livros auto biográficos. O seu humor é meio ácido, sem papas e tem o costume de tirar o bom sarro das celebridades e dos programas de televisão. Em seu Talk show costuma receber outros três comediantes para satirizar a vida hollywoodiana e no final uma rápida entrevista com celebridades.

 

A girl do momento

A girl do momento

Lena Dunham: A ganhadora dos dois prêmios mais cobiçados pelos concorrentes no Golden Globe 2013 (melhor atriz de comédia e melhor show de comédia). É a nova queridinha quando se trata de humor nos Estados Unidos. Lena é a criadora do fantástico seriado Girls, produzido pela HBO. Essa garota de apenas 26 anos é roteirista, atriz e também cineasta. Para aqueles que conhecem o seu seriado, sabem que ela é a protagonista e que quis fazer algo totalmente anti Sexy and The City, nesta versão as 4 amigas estão em Nova York, porém tentando se adaptar a esse estilo de vida.

 

"Deusa" da comédia americana

“Deusa” da comédia americana

Tina Fey: OMG! O que dizer da Tina Fey? Ela é simplesmente fantástica! Uma das roteiristas e antiga participante do elenco de Saturday Night Life e roteirista e atriz de 30 Rock. Não tem como dizer que ninguém a conhece, se você é uma dessas pessoas, só poderia estar fora desse planeta ou então em uma ilha deserta no meio do nada. Tina Fey é um fenômeno da comédia americana nos últimos anos. Podem achar que é um exagero, mas olha a lista de premiações de Fey:sete Emmy Awards, três Golden Globe, quatro Screen Actor Guild Awards, quatro Write Of America Awards, um “Animadora do Ano” pela Associated Press e uma nomeação ao Gremmy Award pelo livro Bossypants. Além disso, esse ano apresentou o Gonden Globes ao lado de Amy Poehler, marcando assim a primeira vez que o prêmio é apresentado por uma, ou melhor, duas mulheres.

 

A semi deusa do humor americano

A semi deusa do humor americano

Amy Poehler: É a coleguinha de Tina Fey, aquela que arrasa e faz todo mundo rir quando estão juntas. Mas é conhecida por ser roteirista, comediante, atriz e produtora. Ficou mundialmente conhecida por seu trabalho em Saturday Night Live, atualmente está na série Parks and Recreation. Os dois filmes mais conhecidos que participou foram Mean Girls, produzido por Tina, e o Mama Baby, que foi estrelado também ao lado da amiga. Destaque pelas duas indicações ao Emmy e também por ser uma das apresentadoras do Golden Globes 2013.

http://www.youtube.com/watch?v=ZeQssS61_mg

Para finalizar e deixar um gostinho para vocês do que foi ver um pouco de Tina Fey e Amy Poehler no Golden Globes:

Ráh! Primeira vez que duas mulheres apresentam a premiação.

Ráh! Primeira vez que duas mulheres apresentam a premiação.

http://www.youtube.com/watch?v=LQdpW_hZfik

Beijo e um tapa na cara dos comediantes homens, porque as mulheres estão ai para nos fazer rir lindamente!

Shhh: silêncio!

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

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“Carla, até entendo que essas discussões sejam pertinentes, mas não seria melhor falar de coisas boas? Sabe, o mundo anda cheio de pessoas más, cometendo crimes, sendo preconceituosas, matando, roubando, enganando e tals. As mulheres, os gays, os negros e as minorias, em geral, são oprimidos isso é fato e não vai mudar porque tu quer e ficar postando coisas não adianta” (sic).

Acreditem, ouvi essas palavras acima. O mais chato é que o discurso, com algumas variações, já foi repetido por diferentes pessoas e que são nada parecidas entre si. O que isso me indica?

Hipótese: sou uma chata que posto coisas desinteressantes.

OK. Concordo em partes. Talvez, as pessoas não queiram saber que crianças são exploradas, meninas se suicidam por culpa do bullying, mulheres sofrem estupros coletivos e negros são vitimas de racismo em diferentes esferas.

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Claro, como é bem observado pelas pessoas que me dizem que devo parar de postar essas “coisas” – assim como é melhor que eu pare de discutir e apenas guardar a minha opinião para mim – o silêncio é curador.

Prestem atenção para a dica: não gosta de algo, do seu salário ser mais baixo, por exemplo, basta ficar quieta que isso mudará. Nem pense em pedir aumento, fique em silêncio e, de preferência reze para que as coisas melhorem. É mágico, basta parar de se preocupar com algo que ele desaparecerá.

Funciona mesmo. Eu, por exemplo, parei de postar coisas “ruins” e desde então mulheres não são mais mortas por seus parceiros, crianças brancas e negras são tratadas da mesma maneira e me parece que há uma ditadura gay vindo por aí. Lindo né? SÓ QUE NÃO.

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Mais do que nunca precisamos discutir as verdades (im)postas. Devemos nos posicionar, assumir responsabilidade e fazer algo para mudar. Nem que seja por meio das redes sociais, ou coisa que o valha. Afinal, o silencia só agrada aos que não têm muito a dizer.

Ressalva: não peço que tenham a mesma opinião que eu, isso não é saudável. Quero discussão,  questionamento e tudo mais que for para melhorar o mundo ou a nossa realidade. Por fim, desejo que recusemos ao silêncio, pois enquanto não nos deixarem sonhar, não devemos deixar que eles durmam.

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Moral e bons costumes?

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

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Atualmente, fala-se muito que tal coisa fere “a moral e os bons costumes”. Mas, afinal, o que é essa tal de moral? Na dúvida, vamos direto ao “pai dos burros”, mais conhecido como dicionário: Moral: adj (lat morale) 1. Relativo à moralidade. 2. Que procede conforme à honestidade e à justiça.  O que seria, então, os “bons costumes”? Por partes, o dicionário nos brida com as seguintes definições: Bom: adj (lat bonu) 1. Que é conforme ao uso a que se destina. 2. Que tem bondade. 3. De agradável qualidade. 4. Que se tornou hábil nas artes e ciências, num ofício ou em qualquer exercício corporal. 5. Que cumpre rigorosamente os seus deveres. 6. Que gosta de fazer o bem. 7. Conforme à justiça, à virtude, ao dever. Costume: sm (lat vulg *consuetumine) 1. Prática antiga e geral; uso. 2. Jurisprudência não escrita, baseada no uso. 3. Hábito. 4. Particularidade.  Ok, já temos a versão do dicionário de cada palavra. Juntando suas significâncias, portanto, poderíamos dizer que “moral e bons costumes” seriam, basicamente, “ser honesto e bom com os hábitos que temos”. Sabendo disso, vamos pensar um pouco mais amplamente. Pense no divórcio. Sim! A separação. Até uns 15 anos atrás, um casamento que acabasse em divórcio feria, não somente, a “moral e os bons costumes”, como também, limitava e reduzia a mulher como “alguém que não prestava” – isso quando não a chamavam de vagabunda. Agora, imagine uma mulher daquela época casada com um homem violento, capaz de ferir não apenas ela, mas também os filhos do casal (que além de apanhar, também teriam grandes chances de crescerem traumatizados devido à desordem no convívio familiar). Conseguiu imaginar? Acredite você, então, que se ela saísse de casa e pedisse a separação, a mulher correria o risco de perder os filhos, para sempre, e nem ganharia a pensão.

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Voltando aos dias atuais, hoje, um casamento é desfeito rapidamente (e, gente, se brincar, separa-se mais do que se casa!). Essa realidade, porém, muitas vezes, não interfere – tão agressivamente – na vida dos filhos. Prova disso é que vemos situações em que uma família é composta apenas por um pai ou uma mãe com seus filhos. Ou, melhor ainda, há crianças que possuem a sorte de ter duas mães e dois pais, pois os pais se separaram e acabaram se casando novamente. Por outro lado, há também aqueles que desejam ter filhos e não podem. Tentam a adoção e passam muito tempo esperando. Infelizmente, existe no Brasil uma burocracia enorme para esse tipo de situação e, como se não bastasse, há também o preconceito. A chance de um casal homossexual ou de uma mulher solteira adotar uma criança, por exemplo, é extremamente limitada. Para completar, também lidamos com casos como os de casais de gays ou lésbicas que, estão juntos há muito tempo e, mesmo assim, não podem se casar legalmente. text6   À base de vários protestos, algumas exceções até conseguiram. Esse número, no entanto, ainda é muito pequeno, já que para o casamento ser validade, são necessárias autorizações de uma série de juízes. – Mas e o casamento dito “convencional”? Quantos juízes precisam autorizar a união? Observe como o ser humano tem a capacidade de ser hipócrita: a separação, antes julgada vergonhosa, hoje é normal. Já um casal querendo construir uma família, conforme manda “a moral e os bons costumes”, é errado. Penso que significados de família, moral e bons costumes deveriam ser criados através de um laço que se chama amor. Esse tal de “amor”, portanto, é independente de credo, etnia, opção sexual e posição social. O ser humano deveria se preocupar mais em debater assuntos importantes com seus filhos (como política, literatura, educação, sexo…) e ensiná-los a serem pessoas boas de coração, que se preocupam com o bem do próximo e lutam, sim, por direitos de igualdade – não por ditaduras homossexuais/heterossexuais/políticas/étnicas/religiosas. Amar e ser amado, sem esperar nada em troca. Talvez assim o mundo fosse para frente. Até os Beatles já diziam: “All you need is Love” e, apesar de concordar, acredito que, além do “Love”, You need peace and respect too! text

Quem quer morar na Índia?

Editora Responsável: Roberta Rodrigues

Em uma onda constante de violência contra a mulher, um caso recente acontecido na Índia está repercutindo mundialmente. Uma estudante de medicina de 23 anos morreu devido a um estupro cometido por seis homens em um ônibus. Além da barbaridade do fato, existe um problema maior: esse é apenas um número entre os 24 mil casos anuais registrados no país.

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A Índia é o pior lugar para o sexo feminino viver, mas, em contrapartida, existem diversas cadeiras da política ocupadas por mulheres. Nesse sentido, a religião pode ser um fator agravante, ainda mais se considerarmos que é comum em inúmeras religiões a condenação da mulher a ser submissa, inferior e sem poder de palavra. Há quem diga, até mesmo, que nem alma possuem.

Já dizia a bíblia: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da Igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”.  Mesmo possuindo credos diferentes do Cristianismo, sua estrutura patriarcal é a mesma, porém, mais arcaica. Um dado que prova isso é o número de mulheres mortas por queimaduras, na maioria dos casos, referentes ao pagamento dos dotes matrimoniais.

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Outro fator agravante da violência é o descaso das autoridades. O governo promete leis mais rigorosas para a proteção de suas mulheres, mas nada acontece. Eis que pergunto: o que se espera de uma bancada em que seis deputados são acusados de estupro?

Levando em consideração que a Índia é o segundo país mais populoso do mundo e sétimo em território, esses dados são alarmantes. Uma das atitudes de combate a esse tipo de violência é publicar nomes, fotos e endereços de estupradores na internet para “envergonhá-los” publicamente. Isso, se condenado e, levando em consideração a negligencia da polícia e do sistema judiciário indiano, não é nada animador.

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O que difere um homem de uma mulher é sua estrutura fisiológica, mas o que promove a desigualdade de gênero é a hipocrisia e a lógica machista. Então, caso você não seja muito rica ou do sexo masculino, sugiro que não vá morar na Índia.

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Saindo do continente asiático e voltando para o Brasil, não é necessário uma pesquisa de 5 minutos para encontrar notícias como: “Bispo sugere que mulheres só são estupradas quando querem” ou “Padre acusa mulheres de serem culpadas por estupros”. Se os próprios religiosos, pessoas que influenciam massas e estão no topo da cadeia hierárquica do mundo proferem ideologias como essas, imagine quem já possui tendências históricas e pessoais a ser machista? Mas, Vossa Santidade, não queria que eu aceite argumentos do tipo: teve uma vida promiscua, por isso foi estuprada; estupro é desculpa para abortar; as mulheres com roupas justas se afastam da vida virtuosa e da família e provocam os piores instintos dos homens; as mulheres estão se tornando cada vez mais arrogantes e autosuficientes, e, esse é um agravante para a violência sexual.

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Em uma realidade onde notícias como a da estudante que se jogou de um prédio por causa de um estupro realizado por colegas de trabalho em uma confraternização, estupros coletivos, violência, ignorância, incompetência, negligencia são tão comuns, me deixa triste saber que todo um país é governado por um livro escrito em hebraico e traduzido de qualquer forma por infinitas pessoas nos últimos dois mil anos, e não pela constituição. Ninguém precisa que um livro lhe diga como ser bom ou ruim, até uma criança consegue discernir o bem do mal, a diferença é que elas não conseguem diferenciar o certo do errado, o que um adulto com o poder de discernimento possui total capacidade. A Índia pode ser o pior país para se morar, mas não precisa ir tão longe assim para ser ruim.

No Sofá com as Mafagafas: Jéssica Mendes

Jéssica Mendes é uma jovem dentista de 24 anos de idade, mora no Rio de Janeiro e torce para o Botafogo. Ela adora gatos,      jessica mendes academia e caipicuervos (caipirinha de tequila), sendo que os desaventurados aqui do blog  receberam inclusive a receita do drink. Como a maioria dos cariocas, ela adora praia. Para quem não a conhece, lhes apresento: ela é a criadora de uma fanpage do Facebook que passou dos 110 mil likes. Já sabem quem é? Não? Mafagafos de plantão, eis que ela é uma das responsáveis pela página Desiludindo S/A, que provavelmente você já visitou, e inclusive já deve ter compartilhado algum conteúdo.

Para Jéssica Mendes, sua biografia poderia ser resumida como: “Melhor atriz no papel de Idiota no filme “Não é Isso que Você está Pensando” (2004), Vencedora do Chifre de Ouro Awards de 2006, Atriz Revelação em “Superando a Fossa” (drama de 2010), Coadjuvante no curta “Amiga, Ele não Presta” (2011), Estreante na Aventura: “Quatro amigas e um Big Apple viajante” (mini-série, 2012) e Indicada nas categorias: Neurótica, Ciumenta, Maluca, Mal Amada, Trouxa e Amor-da-Minha-Vida”.

Deu pra perceber que o currículo da moça é bem forte né? Isso com certeza foi um dos fatores que fez com que Jéssica fosse a escolhida para estrear como Entrevistada.  Então vamos ao que interessa, saber o que a desiludida tem para dizer:

 

Desaventuras Femininas: Como surgiu a ideia de fazer a página?

Jéssica Mendes: Eu sempre tive blog, no orkut tinha comunidade e tal, postava as coisas no meu perfil pessoal… Aí um dia me mandaram uma indireta tão grande de que “facebook não é blog” que criei a página. Agora tá aí… 110 mil likes. Esse ano coloquei a Dani (Daniela Lusa) pra me ajudar, porque entro em crise e abandono tudo. Já deletei a página umas 3 vezes.

Desaventuras Femininas: E teve coragem de apagá-la, mesmo com tantos seguidores?

 Jéssica Mendes: Sim!  E todo mundo pergunta isso.desiludindo sa

Desaventuras Femininas: De onde vem as ideias para o post?

 Jéssica Mendes: Recebo muitas histórias por inbox, também sou psicóloga das minhas amigas e sempre tem um pouco de experiência pessoal né?

Desaventuras Femininas: Das histórias que você recebe, teve alguma que mais te impressionou?

 Jéssica Mendes: Infelizmente as minhas são sempre piores… brincadeira. Olha, teve sim, mas não lembro detalhes de cabeça, lembro que fiquei chocada. Essas assim eu costumo responder. Porque não dá pra passar o dia ali né? Eu recebo muita reclamação parecida, é aí que crio o post público, com uma desiludida em anônimo e todo mundo vê ali.

Desaventuras Femininas: Se lembra de alguma que achou engraçada?

 Jéssica Mendes: Tragicômicas… hahaha. Teve uma menina que veio me perguntar o que fazer quando o cara estraga todas as músicas que ela gosta. Mandei ela pegar o DJ hahaha e dar um novo sentido pra essas músicas.

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Desaventuras Femininas: Foi uma boa ideia… Mas, o que os homens acham das suas publicações? Tem muitos seguidores do sexo masculino?

 Jéssica Mendes: Tem muito homem e muito gay! Alguns concordam e riem junto, outros se revoltam, xingam… Os gays eu realmente não entendo, mas são sempre bem vindos!

Desaventuras Femininas: Acho que os gays se identificam com as postagens…

 Jéssica Mendes: Sim.

Desaventuras Femininas: Quando criou o Desiludindo S/A pela primeira vez, imaginou que chegaria a 110 mil likes?

 Jéssica Mendes: De forma alguma! Lembro que comemorei muito quando cheguei a 200! Hahaha. Quando passou de 42 mil também fiquei muito feliz, pois sou Botafoguense e esse número de pessoas é o suficiente para lotar o Engenhão, estádio do Botafogo!

Desaventuras Femininas: Além da página, quais são as suas outras atividades?

 Jéssica Mendes: Sou dentista, faço pós em prótese e esse ano pretendo começar a de implantodontia. Trabalho em uma clínica, mas estou procurando a segunda.

Desaventuras Femininas: As pessoas sabem que você é a criadora da página?

 Jéssica Mendes: Sabem, alguns até me chamam pelo nome. Meus amigos também sabem. Quando deleto a página, alguns curtidores me mandam inbox reclamando, acho engraçado. A página não é mais minha, é patrimônio do facebook. Eu participava do Cafajestando também, mas saí, chegou uma hora que não conseguia contribuir com mais nada… Eu e Dani temos uma coluna em uma revista digital. (http://www.feedbackmag.com.br/secoes/colunas/desiludindo-sa/)


Desaventuras Femininas:
Se pudesse eleger as cinco mulheres que admira, quem seriam?

Jéssica Mendes: Deixa-me pensar… Angelina Jolie pelo engajamento. Dani Calabresa pelo humor. Sabrina Sato pela beleza. Tati Bernardi pela inspiração. E Simone de Beauvoir pela inteligência.

Desaventuras Femininas: E as cinco músicas que estão na sua playlist?

 Jéssica Mendes: Boy – Little Numbers, Bruno Mars – Locket Out of Heaven, Rihanna – Diamonds, Maxxi Soundsystem – Regrets We Have No Use For e NTFO Karmon – Nobody Else

No final da entrevista, deixei o nosso espaço reservado para convidados à disposição da Jéssica e também da Daniela, afinal mafagafas desiludidas, ou não, devem manter a união!

E para aqueles que ficaram curiosos, segundo a Jéssica, a receita de caipicuervo é só colocar José Cuervo Silver, no lugar do açúcar comum, colocar o dobro de açúcar mascavo, morangos e está pronta! “leve e uma delícia!”. Prometi pra ela que vou provar e fazer um post contando sobre a experiência, com fotos e tudo.

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