REVIRAVOLTAS E AMOR

O corpo cansado, ferido, agitado pela mente agora inquieta

Luta, resiste, mas parece quase impossível continuar em pé.

Músculos doloridos desejam movimentos fortes, ágeis,

Mas apenas roçam em caricias de ódio.

O coração assustado se nega a sentir, se esconde

E a mente se afasta do mundo.

 

Um rosto

Sorridente, olhos profundos

Aos poucos desperta algo oculto,

Transforma o líquido gélido das veias e artérias em fogo vivo.

Os ferimentos são consumidos pelo calor escaldante que toca a alma

Movimentos retomam força e agilidade o corpo revive.

O coração não resiste, arrisca novamente se deixa levar,

A mente aconchegada  se acalma,

Passado o tempo, o tempo do passado desaparece.

Aquele um solitário, machucado e ferido, em fim tornou-se dois.

 Stephany Mencato.

Alguém que havia decidido não acreditar em relacionamentos encontra alguém que sonha com um futuro. A ansiedade e a paixão se chocam com a calma e o carinho. A insegurança e o medo de compromisso perdem espaço no dia a dia e é impossível imaginar uma vida sem aqueles olhos por perto.

Como dois corpos podem combinar tanto? Simplesmente combinam ou não, existem pessoas e pessoas. Biologia, Química, Psicologia, Poesia? Quem poderia me explicar com certeza por que essa pessoa?

“São três os estágios da paixão. O primeiro se caracteriza pela busca de satisfação sexual, quando o principal hormônio responsável é a testosterona, tanto no homem, quanto na mulher. O segundo é a atração física, caracterizado por um estado de euforia e grande felicidade, quando não se consegue enxergar defeitos no outro. E, por fim, o terceiro estágio é o estabelecimento do vínculo duradouro e a transformação ou não da paixão em amor…’O outro é encarado como a grande fonte de prazer, que o cérebro identifica sempre que está perto. Por isso, quando há afastamento há insegurança, dúvida, conflito. A química cerebral é semelhante a um vício‘… A escolha do par passa pelos cinco sentidos… À medida que a aproximação acontece”.  http://www.amorebobagens.com.br/noticias/93-materias-sobre-biologia-do-amor-na-folha-de-londrina

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“Na verdade o amor é química! Todos os sintomas relatados acima têm uma explicação científica: são causados por um fluxo de substâncias químicas  fabricadas no corpo da pessoa apaixonada. Entre essas substâncias estão: adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas”. http://biologiacomoideologia.blogspot.com.br/2011/05/quimica-do-amor.html

“O amor não é um sentimento, não é uma sensação ou um estado de espírito.
É um milhão de coisas diferentes ao mesmo tempo.
É um turbilhão de conceitos rodopiando dentro de nós.
Com tanta força nos acertam que transformam o mais forte e feroz dos homens no mais terno cordeiro.
É capaz de derreter a mais sólida mulher no mais doce e vulnerável néctar das abelhas”. http://prosador.blogspot.com.br/2003/11/explicao-do-amor.html

Em meio a tudo isso nem uma das explicações me parecem suficiente, de algum modo esse vício chamado AMOR é incontestável, inexplicável para um apaixonado e incompreensível para quem nunca amou.

Aonde quero chegar com este texto não tenho certeza, mas entre tantos debates e ideias que todos os dias percorrem nossa mente por que não dispensar um tempo para conversamos  sobre algo que não seja  violência, preconceito, injustiça e pensarmos sobre algo que é tão pessoal e intransferível quanto o mais forte de todos os sentimentos?

É maravilhoso olharmos para dentro e nos vermos repletos de amor, pensar ao menos por um momento NAQUELA pessoinha, lembrar DAQUELE amigo ou DAQUELA amiga especiais.

Estamos sujeitos a tantas mudanças e reviravoltas todo o tempo, e podemos até não escolher quem amamos, mas escolhemos quem mantemos ao nosso lado e somos escolhidos para estar ao lado de alguém.

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Então por que não dizer a essa pessoa que te faz tão bem: “independente do tempo ou da distância eu te escolhi para estar ao meu lado nessa vida, nesse momento e essa foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado,   é maravilhoso que você também tenha me escolhido e que possamos seguir juntos”.

Como já dizia Renato Russo “é preciso amar as pessoas como se não ouve-se amanhã, por que se você parar pra pensar, na verdade não há”.

Mulher dona de casa? Não mais!

Até quando a mulher será tachada como uma empregada doméstica? Durante os últimos dias, eu sofri com esse preconceito. Me ofereci a cuidar de uma pessoa acidentada, tudo certo até aí, porém as pessoas acreditam que prestar assistência é sinônimo de “vou fazer a faxina em sua casa Sir!”. Resumindo, nós mulheres devemos apenas ser úteis para serviços domésticos. Não importa a ocasião, o grau de escolaridade ou a profissão, o trabalho dentro de casa é “obrigação” das mulheres. mulher A história da humanidade foi muito cruel com o sexo feminino. Pequenas coisas, como por exemplo respeito, demoraram muito para acontecer. Visto isso, as mulheres para conseguirem uma boa reputação e até mesmo um marido, precisavam ser prendadas (saber bordar, cozinhar, limpar a casa, tocar piano e outras coisinhas a mais). A casa era dever exclusivo de todas as mulheres, só que essa atitude persegue as do século XXI. Homens do mundo moderno entendam: as mulheres já se tornaram engenheiras, médicas, juízas, promotoras, delegadas, ou no meu caso, jornalista. As tarefas de casa, podem (e devem) ser compartilhadas com todos envolvidos. Pensar que isto é coisa de mulherzinha é machismo. Machismo para mim é sinônimo de antiguidade. mulher-do-trabalho-doméstico-28960829 Com tanta independência e autonomia, as mulheres podem escolher as prioridades diárias da vida. Hoje em dia as mulheres fazem o que realmente querem naquele exato momento. Por questões profissionais, tentam resolver os problemas do trabalho, algumas fazer cursos, pensam nas escolas dos filhos, até mesmo cuidam para que o casamento não termine. São muitas coisas que ganharam o lugar das atividades domésticas. A casa já não é mais o lugar onde se encontra mulheres que apenas vivem para isso. trabalho-doméstico Então uma dica para os homens, esqueçam das mulheres para que somente elas realizem a faxina dentro de casa. Mas entendam a rotina diária das mesmas, as circunstâncias e ajudem. Respeitem a igualdade que elas demoraram a conseguir, e não precisam ter vergonha em dividir tudo. Lembrem-se, o mundo moderno exige apenas respeito entre todos.

Sobre Dar

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

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A mulher foi obrigada, por muito tempo, a dar carinho, atenção e se dedicar totalmente ao seu companheiro. Na verdade, a sociedade ainda impõe que a mulher dê tudo isso. Mas, hoje, elas ocupam o verdadeiro papel na sociedade que lhe foi renegado por séculos.

Esses dias, porém, estava assistindo um vídeo de uma pastora evangélica – dessas igrejas que arrastam multidões contando mentiras – falando sobre como a mulher deve se entregar ao homem. Algo como “Aprendendo a Submissão”. A pastora falava assim: “Peça para Deus te dar o dom da submissão!”.

Sério, eu não sabia se era para rir ou para chorar.

Fiquei pasmo!

Como as mulheres, hoje no século XXI, podem escutar alguém que pede para elas serem submissas ao gênero oposto? E qual o motivo para que isso aconteça?

A pastora começa o culto falando do significado de submissão: “obediente, dócil e respeitoso”. Até aí, tudo bem. Eu desejo mesmo que as pessoas sejam obedientes, dóceis e respeitosas.

Mas o problema é: Por que apenas as mulheres devem ser submissas? Se submissão é bom e “todos gostam” por que os homens também não devem ser submissos às suas esposas, mulheres e namoradas?

Claro que se todas as pessoas fossem “obedientes, dóceis e respeitosas” o mundo seria cor de rosa e lindo. Mas o problema está na sociedade impor somente a submissão da mulher. E isso não está, definitivamente, certo.

A submissão deve ser um trato do casal. Um submisso ao outro. Não é um dom que deve ser entregue exclusivamente à mulher.

A mulher deve dar carinho, atenção, amor e fraternidade, mas o homem também. O homem deve se entregar ao relacionamento. A mulher, a mesma coisa.
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Se entregando desta forma, a submissão (eita, palavrinha feia!) não existe mais, porque tudo deve começar a funcionar de uma forma “automática” e sincera. As trocas de carinho, as palavras de amor e o afeto, tudo se torna constante no relacionamento.

Assim, o dar – de se entregar – é o mais fácil de tudo. O difícil é você conseguir controlar os vícios e traumas, mas isso já é uma outra história.

 

No ninho de mafagafos

Há um tempo tenho morado em um “ninho de mafagafos”. Nessa minha pequena folga tenho estudado os hábitos de um dos espécimes que… não me surpreendeu em nada. Esta criatura tem hábitos vespertinos, pois não acorda antes do sol atingir o ápice no céu que está acima de nós. Antes do fim da noite, porém, já está na cama preparando-se para dormir novamente. Este ser, tão interessante, vive com seu Iphone na mão e seu notebook rosa no colo. “Trabalha” o tempo todo.

O espécime em questão é, deveras, sedentário. Seus hábitos resumem-se em dormir, comer e andar (de carro). Com muito esforço, tem cozinhado nos últimos dias e, após panquecas, pizzas no pão sírio e um picadinho, já se sente apto a casar-se e desenvolver um relacionamento monogâmico de longo prazo com compromisso selado por um juiz de paz.

Entretanto, a tal mafagafa ficou sem palavras ao ser colocada em cheque dentro de uma joalheria – situação essa, em que foi questionada sobre qual aliança mais lhe agradaria. Nessa hora foi possível ver, pela primeira vez, a mafagafa encolhida, cabeça e olhos baixos. Suas mãos esfriaram e sua voz tornou-se tímida e trêmula.

Tirando sua natureza mimada, seu jeito meio patricinha, meio nerd poser e meio “sei lá o que”, o espécime também tem momentos de carinho – mesmo apesar de seu humor mudar tanto quanto o clima em Foz do Iguaçu (atual cidade de residência deste animal carnívoro que se recusa a comer, até mesmo, a salada no meu delicioso Big Tasty).

Após alguns dias na filial da mafagafa e, com problemas diários para acordá-la (passando por diversas tentativas frustradas), tive de preparar-me para enfrentar uma estrada rumo a perigos, ainda maiores: uma família inteira de mafagafos. No caminho, o mafagafo alfa, como sempre, tornou-me o alvo de suas piadas (sinal de que houve a minha aceitação no bando).

Após horas de viagem chegamos ao “ninho”, onde pude encontrar uma família inteira da espécie. Logo de cara, notei o costume das fêmeas em engordar os machos do grupo que, por sua vez, comem sem hesitar – comida muito boa, por sinal. O bando se mostrou muito unido e com uma característica em particular: qualquer um vira alvo de piadas, a qualquer momento. Obviamente, o alvo sempre sou eu.

O natal está a algumas horas de distância e já estou ciente de que terei de enfrentar todos os espécimes da família na noite de hoje. Posso dizer que o risco não é tão grande quanto pensei que seria, mas a experiência está sendo interessante. Posso dizer também que gostei da cidade de Serrana/Ribeirão Preto e, é claro, do ninho. Todos se mostraram simpáticos, apesar do fato de que, aqui, a mafagafa analisada no primeiro momento mostrar-se ainda mais mandona e mimada do que de costume – inclusive, aproveito para deixar claro que fui proibido de comer enquanto não terminasse esse texto.

Com esse relato, me despeço de todos e, assim, continuo minha jornada no ninho de mafagafos.

Atenciosamente: Akauã Almeida, vulgo “Padawan” ou nega do subaco cabeludo.

A real e sutil beleza de uma mulher

A mulher é um ser que (apesar de muitos afirmarem não ter explicação) assim que nasce recebe instruções de como se portar perante a sociedade, o que fazer ou não fazer para agradar ninguém menos que os homens. E isso, apesar de parecer antiquado, ainda sobrevive atualmente. E, certamente, quando é levado em questão, nos irrita, enfurece e nos leva a situações em que queremos dar um basta em tudo.

Pois bem, assim que nascem e são apresentadas aos familiares, amigos… surge a seguinte frase: “Ela será linda quando crescer!”. E por que a pequena não pode ser linda assim que nasce, por que tem que esperar seus hormônios transformarem seu corpo e forçarem aquela ingênua menina a desabrochar?

Me recordo de uma certa cena quando criança, eu sentada ao lado de minha avó (que já é falecida), brincando com uma Barbie (clichê, eu sei) escutei algo que guardei para mim buscando descobrir o significado: “(…) mal sabe ela que o mundo afora é um ritual de desespero e desperdício para uma mulher!”. Passados 17 anos descobri o significado e, sinceramente, tenho com meus botões pensado sensatamente sobre isso. Não concordo, muito menos discordo, pois o mundo é realmente difícil para aqueles que lutam para realizar seus sonhos, suas metas ou simplesmente para sair da cama logo cedo, ainda mais para uma mulher que precisa se mostrar competente em tudo que faz superando a TPM, as cólicas, o mau humor e a baixa auto-estima de alguns dias no mês, senão o sermão é certo. Mas, por outro lado, já mostramos que não desistimos facilmente, que somos um sexo forte e damos conta de tudo e mais um pouco, não é!

A vida de uma mulher não se baseia somente nas compras mensais, na paixão infinita por calçados, roupas, maquiagens ou cabelos. Há coisas escondidas por nós que poucos se dão ao luxo de apreciar ou reparar, como a sutil felicidade encontrada no olhar de uma apaixonada ao encontrar seu amor depois de um dia aterrorizante ou no sorriso estonteante daquela que realizou-se com a produção de um dia intenso ao ser finalizado.

Estes pequenos detalhes proporcionados por nós mulheres, amantes, esposas, mães, filhas, namoradas, amigas… estão por aí, bem próximos e esperando serem notados e evidenciados com um elogio, uma carícia, uma palavra amiga, um abraço, um aperto de mão, um beijo. Então, não espere pelo próximo momento, faça enquanto esta mulher está ao seu lado!

Pra terminar uma dica especial para os brotos de plantão:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=P6MIg-54zp0

A (in)felicidade em um manequim

Algo que observei ontem foi a quantidade de boatos e informações interessantes que estavam rolando. Uma dessas informações me chamou extrema atenção: em um famoso blog, que possui área reservada para seus usuários, é possível comentar e debater a vida pessoal alheia, então eis que um funcionário expôs sua vida sexual e de sua atual parceira, atribuindo-lhe várias críticas. O motivo? Ela era gorda…

Resumindo: tudo chegou (meses depois) aos olhos e ouvidos da menina, e,
obviamente, gerou um grande sofrimento. Existem boatos que ela até fez uma cirurgia de redução de estômago. Vale ressaltar que eles tiveram um relacionamento de alguns meses, não foi somente uma rapidinha.

No tópico era elogiado o desempenho sexual dela, mas, o que prevalecia eram frases como: o que encontrei foi a decepção em forma de mulher; ela tem consciência de que não está nem um pouco desejável fisicamente. Mas, a de maior impacto é: “Se ela fosse minimamente agradável fisicamente, eu provavelmente já estaria com o status de relacionamento do Facebook alterado para “namorando com” ao lado do nome dela, de tão foda que ela é.” Peraí amigo, quer dizer que ela é foda, mas você não pode assumi-la publicamente porque ela é gorda? Entendi.

Deixando a polêmica e comentários de ódio e repúdio de lado, peguemos a
essência do fato: fica claro como muitas pessoas levam a ferro e fogo que “o que vale são as aparências”. Infelizmente, esse é um caso isolado, mas que se repete em vários lugares a todo momento. Não são somente homens, as mulheres também possuem essa visão de que é terminantemente proibido estar fora dos padrões impostos pela mídia e pela sociedade. Tudo que é comum é assim porque é aceito pelas pessoas, mesmo que não seja necessariamente bom, torna-se ético. Só que a partir do momento em que surge a dúvida, algo está errado.

Clichê, eu sei, mas a mídia é o pivô desses conceitos. As propagandas de cerveja costumam exibir imagens de mulheres magras, seminuas, com peitos enormes e bunda grande. A justificativa dada pelas empresas e pelos responsáveis por essa forma de publicidade é que esse produto é destinado para homens. Mas acontece que o sexo feminino também bebe. Usando a “brincadeira” como desculpa, algumas marcas vêm tentando ousar e acabam fazendo apologia ao estupro e a imagem da mulher como objeto. Um exemplo é o comercial “O homem invisível”, da Nova Schin, que mostra um homem que ficou supostamente invisível ao ingerir a bebida da marca, passando a
mão em mulheres de biquíni e entrando em um vestiário feminino. Mas esse é só um exemplo.

A própria moda diz que você deve ser magra, pois uma pessoa acima do peso
dificilmente encontra roupas em lojas comuns. Para gordinhos e gordinhas, deve-se procurar locais plus size. Será que não devemos reavaliar nossos conceitos e valores, nos desprender de padrões impostos por sei lá quem, e começar a valorizar o ser humano ao invés do corpo humano? Além de parar de tomar Nova Schin e Skol, claro.