Seriados de humor femininos que não podemos deixar de assistir

Sexta-feira é um ótimo dia para sair e ir no cinema, porém como esta é a primeira sexta do ano e a maioria ainda sofre com os desfalques bancários que aconteceram por causa das festas de Natal e Reveillon, decidimos que nada seria melhor do que ligar a televisão ou o computador e curtir seriados com a galera.

Que tal então se as séries escolhidas fossem humorísticas, atuais e tivessem como tema central o cotidiano feminino? Maravilha! Escolhemos então as 5 séries que passam atualmente na telinha e que nos matam de rir.

Muita hora nessa calma, porque não tem posição, já que não conseguimos escolher qual seria a melhor de todas.

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1-      Aline: A série é tupiniquim, o que quer dizer que foi feita aqui no nosso querido Brasil! E retrata a vida da Aline, aquela dos quadrinhos do Adão Iturrusgari (quem não conhece o cara deve procurar, ele também é o responsável pela Kiki, aquela que saia na revista Capricho), que tem dois namorados. A série era estrelada pela Maria Flor, Pedro Neschiling e Bernardo Marinho.  Ela durou duas temporadas e foi retirada do ar porque os conservadores fizeram um protesto por achar que a cena que fez alusão a um swing não era adequada para o horário. Uma pena, diga-se de passagem.

And The One-Night Stands

2-      2 Broke Girl$: Se for pela história pode ser um pouco previsível e até dar aquele ar “de novo algo falando sobre isso”, mas não vá pela “história”, já que os criadores do sitcom, Whitney Cummings e Michael Patrick King, tiveram uma boa sacada de humor unido a bela interpretação de Kat Dennings e Beth Behrs deixam ela ainda melhor. Se estão curiosos para saber a “historía”senta que ai vai: Max Black (Kat Dennings) vive no Brooklyn e está praticamente falida, afinal, mesmo trabalhando como garçonete vive no vermelho. Já Caroline Channing (Beth Behrs) é uma ex-socialite que perdeu tudo. As duas passam a morar e trabalhar juntas e por incrível que pareça as diferenças fazem as duas ganharem o pão de cada dia e ainda conseguir guardar um caixinha.

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3-      New Girl: Conta com a linda da Zooey Deschamel como Jess Day, que pega seu namorado na cama com outra e por isso tem que mudar de casa. Em busca de um lugar para morar ela encontra um apartamento que é dividido por três amigos inseparáveis, Nick que é barman, Winston que era um jogador de basquete e Schmidt que é um conquistador de mulheres. Além de aprender a viver com todos esses “cuecas” ela passa por loucuras juntamente com sua amiga de infância a modelo Cece.

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4-      Drop Dead Diva: uma comédia daquelas improváveis, pelo roteiro é claro. Imagine só uma linda modelo, Deb Dobkins , que morre enquanto está andando em seu conversível e bate em um caminhão e vai para o céu. Lá ela começa a brigar com o anjo da guarda Fred pois quer voltar pra terra, só que no mesmo momento  Jane Bingum, advogada de um grande escritóiro, também morre por um tiro. Então Deb acaba voltando no corpo de Jane, detalhe que a Jane tem o corpo “fora dos padrões”, ou seja, é morena e gordinha. Desde então Deb/Jane tem que aprender a conviver no novo corpo e a trabalhar com o seu noivo, Glayson, que não pode saber que Deb está no corpo de Jane. Totalmente improvável, porém, muito divertido!

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5-      Cougar Town: Essa é a série que trás a eterna Mônica de Friends, Courteney Cox, de volta ao auge das séries de humor. Imagine a seguinte situação: uma bela mulher de uma certa idade consegue ser uma mãe perfeita, trabalhar, sair com os amigos e ainda conseguir um tempo para namorar? Pois bem, Jules Cobb acabou de se separar e quer dar conta de tudo isso. E pra ajudar tem uma amiga que tem quase a idade de seu filho que quer levá-la a festas e tudo mais que garotas da idade dela não fazem mais. Em contraponto ainda tem uma antiga amiga que continua casada e tem um bebê recém nascido que acha tudo isso um absurdo. Além disso, continua uma boa amizade com seu ex-marido, com o marido de sua melhor amiga e com o barman. Sem falar que seu filho acaba sempre se metendo nas loucuras dessa turma.

 http://www.youtube.com/watch?v=R40MXlVSH6I

Agora como Bônus, uma série que ainda não assistimos, mas que já ganhou prêmios internacionais. Ela também foi feita aqui no Brasil e é um projeto da HBO.

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Mulher de Fases conta a história de Graça (Elisa Volpatto) que é recém divorciada e está em busca do novo amor da sua vida. A busca não é nada fácil e ela vai mudando sua personalidade de acordo com cada novo amor. Nessa sua vida cheia de fases, Graça tem o apoio de uma amiga e de sua filha. Além de viver fugindo da super proteção da mãe e das armações do ex-marido.

Esses são as nossas escolhas, espero que curtam essa sexta linda e depois dividam suas Desaventuras conosco! Até mais.

A ditadura do nosso senso crítico

Editora Responsável: Ana Carolina Meller

 A ditadura é considerada uma opositora à liberdade de expressão. Nela, o povo não possui direito de opinião e deve seguir à risca as leis impostas por determinado governo.

Já faz um bom tempo que a ditadura passou pelo Brasil, mas será que somos, realmente, livres para dizer o que pensamos? A influência da mídia, afinal de contas, seria muito diferente de um regime ditador?

Hoje o mundo pode pensar e falar o que quiser, não é? Acho que não.

Recentemente, um homem foi expulso da câmara de vereadores de Piracicaba (SP) porque se recusou a ficar em pé para a leitura de um trecho da Bíblia. A ordem foi dada pelo presidente da câmara e cumprida por policiais que usaram a força para retirar o cidadão.

Até onde eu sabia, o Brasil era um estado laico, mas… Talvez eu esteja enganada (ou a teoria já não vale como a prática!).

Os meios de comunicação são influenciados por quem está no poder. A teoria diz que o profissional comunicólogo deve ser o mediador entre a realidade e a sociedade. Logo, seu papel é filtrar o que seria mais relevante e repassar para o povo – na íntegra.

Infelizmente, não é bem isso o que acontece. Os desejos do topo da cadeia hierárquica conduzem os caminhos da informação que será disseminada através de suas ideologias e interesses.

Com o humor, por exemplo, agora é assim: usam temas para ofender pessoas, mas a piada perde a graça quando o assunto é com elas. A pessoa ri de algum trocadilho sobre “câncer”, mas quando alguém fala sobre um problema que ela ou uma pessoa de sua família sofre, se ofende e começa a criticar.

É por isso que muitas pessoas perdem o bom humor. Rir da desgraça alheia não pode ser considerado comédia.

Mais um grande exemplo é o “humorista”, Rafinha Bastos. Uma piada infeliz o levou a um declínio instantâneo. Perdeu seu cargo em um programa de sucesso que, era transmitido por uma emissora aberta e, agora tenta encontrar o seu lugar ao sol. Isso nos leva a pensar: até que ponto vale à pena fazer piadas agressivas e humilhantes?

Sei que o repertório fica menor quando nos policiamos para não falarmos mal de algo ou alguém, fazendo chacota ou tirando sarro. A solução para o problema, porém, é muito simples! Basta pensar no tal “desconhecido” respeito. Não se censure com o que, realmente, lhe incomoda. Faça críticas com interesse, mas não ofenda.

Por falar nisso e, voltando aos tempos da ditadura, será que antes nós não éramos mais críticos? Hoje as pessoas aceitam que lhe empurrem músicas ruins, filmes ruins, textos ruins e cultura ruim. Mas, naquela época, a realidade não era bem por aí.

As pessoas contestavam e protestavam contra um governo totalitário, mesmo correndo o risco de serem presas, torturadas e mortas. Hoje, em compensação, o ser humano se deixa levar, somente, por medo de ser contestado e não ter argumentos. Mas, se não há argumentos, não há uma opinião concreta.

Alguém com uma boa oratória diz que isso é “legal” ou que isso é “chato”. Te proíbe de fazer “tal” coisa ou te incentiva e você vai na onda, conforme a maré. Talvez seja, justamente, essa a nossa diferença para as pessoas de 50 anos atrás: perdemos a capacidade de raciocinar. Prova disso são os casos de pais que jogam ácido em suas filhas no Oriente Médio, simplesmente, porque alguém disse que “olhar para um homem” é uma desonra para a família. Ou ainda, aqueles que acreditam e assistem vídeos ensinando um homem a conseguir sexo anal com sua parceira, através do estupro.

Nós não sabemos de onde surgem essas regras, essas leis e costumes e, nem mesmo, porque eles funcionam dessa forma. Obviamente, essa organização beneficia alguém que possui muito poder, então, cabe a nós mudarmos nossa própria vida e tentarmos fugir da alienação constante.

Estamos perdendo o que nos difere de outros animais: a atividade cerebral. Resumindo: você pode até dizer o que quiser, mas se não for de acordo com a cultura de ódio da massa, imposta por “sei lá quem”, esteja pronto para sofrer as consequências.

Já dizia Renato Russo, esse é um mundo onde a verdade é o avesso.

Top 3: Seriados Para Mulheres

Editora Responsável: Adriana Tateishi

Olá, espécimes leitores do Desaventuras! O post de hoje é especificamente direcionado para mulheres, mas claro que os homens que eventualmente curtirem podem opinar/compartilhar, enfim, participar de qualquer maneira.

Hoje vou escrever sobre um dos meus maiores vícios e prazeres: seriados. Desde os primórdios da TV a cabo na casa dos meus pais que eu fui fisgada por essas belezinhas e nunca mais consegui fugir, e nem quero. Para mim é terapêutico ter esse tipo de vínculo com arte simples e inteligente.

Mas vamos ao que interessa, a lista! Deixando claro que essas são as minhas opiniões sobre os seriados, tá? Ah, e a lista não está completamente aleatória, o critério de seleção foi a memória.

1. Girls (2012) – Criado por Lena Dunham

Sinopse: O seriado conta a história de Hanna Horvath (Lena Dunham) em um olhar cômico às humilhações e triunfos de um grupo de garotas de seus 20 e poucos anos vivendo em Nova York.

Como vocês puderam perceber, a criadora é também a estrela do seriado. Em entrevista, Lena afirma sempre que o seriado é inspirado em todas as mulheres que ela conhece, que têm relacionamentos sexuais degradantes, porém são feministas; estão desempregadas, mas são super inteligentes; usam drogas, mas não estão perdidas na vida. Ou seja, praticamente todas as garotas que todas nós conhecemos, morem em Nova York ou não.

Dá pra entender um pouco mais assistindo o trailer da primeira temporada:

2. Revenge (2012) – Criado por Mike Kelley

Sinopse: Escrito pelo mesmo criador de One Three Hill, Revenge conta a saga de Emily Thorne, cujo verdadeiro nome é Amanda Clarke (Emily Vancamp) na vingança contra as pessoas que destruíram sua família e causaram a morte de seu pai. Quando Amanda era criança, seu pai David Clarke (James Tupper) foi preso acusado injustamente de terrorismo, e acabou morrendo na prisão. Quando Amanda finalmente saiu do reformatório onde passou a maior parte de sua vida, descobre a notícia de que é rica e as provas de que seu pai era inocente – juntamente com provas conta as pessoas que armaram contra ele.

Você assistiu ‘Avenida Brasil’? Pois é, a parte da vingança da novela foi, com toda certeza, inspirada nesse seriado. Porém, muito mais elaborada e cheia daquele drama que só os americanos conseguem fazer. Emily Thorne é uma mulher decidida, mas como todas nós possui suas fraquezas e medos. Esse é um dos melhores seriados de drama que já existiu, com toda certeza.Aqui vai o trailer para a primeira temporada (ele já tem duas!):

3. Gilmore Girls (2000) – Criado por Amy-Sherman Palladino

Sinopse: Stars Hollow é uma cidade pacata de Connecticut. Suas características são as árvores verdes e floridas, casas com cercas brancas e personagens peculiares. O seriado conta as (des)aventuras de Lorelai e Rory Gilmore (Lauren Graham e Alexis Bledel, respectivamente), mãe e filha que têm um relacionamento de melhores amigas.

Gilmore Girls é, sem dúvida, um seriado fora de seu tempo. Lorelai e Rory são personagens particulares e seus gostos são icomuns, mesmo que completamente inspirados na década de 90. Um dos clássicos seriados da televisão americana, ele cativa pelos diálogos rápidos sobre assuntos de mulheres inteligentes, bem como sobre besteiras da vida e cultura pop. Costumo caracterizar esse seriado como as músicas do Hole: toda mulher precisa sofrer uma overdose disso, de vez em quando.

O seriado já foi cancelado, mas olha como foi o promo da primeira temporada:

 

É isso! Espero que possam aproveitar as dicas assim como eu o faço.